O
inglês Richard Blychenden estava aflito na Feira de Alimentos na Louisiana,
EUA. Importador de chá indiano, o expositor não havia poupado investimentos
para montar seu estande: levara nativos do Ceilão (atual Sri Lanka), que,
vestidos com roupas típicas, preparavam o chá na hora. Estava tudo perfeito. Só
um detalhe havia fugido do controle de Richard: o clima.
Aquela
semana foi insuportavelmente quente na região. Os visitantes sofriam com o
calor, suavam em bicas e ninguém queria saber de bebida quente. Pelo contrário:
tudo que queriam era se refrescar com sorvetes e bebidas geladas. No primeiro
dia, Richard ficou preocupado. No segundo, tenso. E no terceiro, desesperado. O
caprichado estande, sempre vazio, levou o inglês a concluir: tenho que fazer
alguma coisa, e rápido. Foi quando um grupo de rapazes passou pelo local e um
deles perguntou:

