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quinta-feira, 1 de junho de 2017

9 maneiras de conseguir dinheiro para o seu negócio

Dinheiro é essencial para quem quer abrir seu próprio negócio. De nada adianta ter uma ideia brilhante se não houver o capital mínimo necessário para tornar a operação uma realidade.
“Quando você se torna um empreendedor, é como se tivesse decidido fazer o Caminho de Santiago de Compostela. O pé vai doer no meio do caminho, vai fazer bolha, você não vai chegar rápido no seu destino e possivelmente vai precisar de ajuda”, compara Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper.
Na maioria das vezes, os empreendedores não têm todo o dinheiro que precisam para tirar uma ideia do papel. Por isso, é muito importante fazer um planejamento antes de colocar a mão na massa. Só assim você vai saber quanto realmente o negócio vai demandar.
“É claro que o capital próprio para quem está começando parece ser a opção mais ‘barata’, mas é preciso considerar vários fatores. Ele pode vir acompanhado de ‘expertise’, de conhecimento sobre um mercado que você acabou de entrar e ainda está perdido”, diz Virginia Prestes, professora de finanças da Faculdade de Administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).
EXAME.com conversou com especialistas e listou abaixo nove opções para quem está pensando em abrir o próprio negócio, mas não tem todo o dinheiro necessário para tirar os planos do papel.

Friends, family and fools
Apesar da nomenclatura em inglês, o modelo de financiamento “3Fs” é bastante conhecido e adotado por novos empreendedores no Brasil e no mundo. É o clássico pedir dinheiro emprestado para parentes ou amigos.
“Aquele tio rico que você mantém um bom relacionamento, o incentivo que os pais querem te dar para conseguir andar com as próprias pernas ou até mesmo aquele velho amigo que não se importaria de te ajudar a tocar seu projeto pessoal”, diz Sérgio Luis Seloti Jr, professor de Administração de Empresas da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Mesmo sendo uma alternativa relativamente acessível para algumas pessoas, Prestes, da FAAP, faz um alerta: “tudo precisa ser bem combinado e formalizado. Mesmo sendo uma pessoa de confiança, misturar negócios com parentes e amigos nem sempre funciona.”

Crowdfunding
O crowdfunding é um financiamento coletivo, geralmente feito através da internet e bancado por pessoas físicas que se interessam pelo projeto e gostariam de vê-lo funcionando. Como não há limite de participantes, as contribuições começam em um valor bastante acessível, o que aumenta o potencial de participação e sucesso da campanha.
“Quando as pessoas apoiam um crowdfunding, elas normalmente recebem algo em troca. É uma forma de a empresa originada com a campanha agradecer pelo apoio financeiro que foi dado. Pode ser em forma de produtos ou serviços”, explica Seloti Jr, do Mackenzie.

Equity crowdfunding
Já o equity crowdfunding é bem parecido com o crowdfunding comum, a diferença é que, em vez de receber um produto ou serviço como recompensa pelo “apoio financeiro”, os participantes recebem uma parcela da futura companhia como recompensa. Ou seja, é como se eles estivessem comprando uma parte da empresa.
“A vantagem é que você não só vai ver o projeto sair do papel como você também será dono de uma pequena parte dele. Outra vantagem é que o seu prejuízo fica restrito ao aporte inicial”, diz Seloti Jr.

Empréstimo bancário
Esta é a opção mais clássica e talvez a primeira que vem à cabeça de muitos novos empreendedores. Mas não se engane: ela geralmente é a mais cara.
Bancos de fomento como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e bancos públicos como o Banco do Brasil, além de instituições privadas como o Santander, Itaú e Bradesco, costumam ter linhas destinadas a pequenas e médias empresas recém-nascidas.
“Os juros cobrados pelos bancos para as pequenas e médias empresas costumam ser muito altos, já que elas não conseguem oferecer garantias muito altas para as instituições financeiras em troca do dinheiro”, explica Prestes, da FAAP.

Incubadora
Se a sua ideia de negócio for uma startup, mas ela ainda está prematura e precisa ser lapidada antes de receber um aporte financeiro, é possível fazer isso dentro de uma incubadora. As incubadoras são ligadas a instituições de ensino e universidades que apoiam os empreendedores novatos.
“As incubadoras vão oferecer a estrutura e conhecimento mínimos necessários para os primeiros passos da nova empresa. Isso representa uma ajuda importante para quem está começando a entrar no mundo do empreendedorismo e ainda não está habituado a ele”, diz Prestes.

Aceleradora
As aceleradoras são uma espécie de evolução das incubadoras. Elas escolhem startups com grande potencial de crescimento e oferecem apoio financeiro, estrutura, consultoria e treinamento em troca de uma participação no capital da nova empresa. Há no Brasil uma série de aceleradoras, como a Oxigênio, da Porto Seguro.
“Ser escolhido por uma aceleradora muda a vida de qualquer startup, sem dúvida. O problema é que o processo de seleção é muito concorrido. Geralmente, são muitas empresas para poucas vagas e o novo empreendedor não pode ficar limitado a isso”, afirma Prestes, da FAAP.

Investidor-anjo
Se você não pretende misturar negócios e família ou acha muito arriscado partir para o crowdfunding, uma alternativa é encontrar um ou mais investidores-anjo. Eles são pessoas físicas que usam seu capital para investir em novas empresas que tenham alto potencial de crescimento, como as startups.
“Algumas organizações como a Anjos do Brasil são especializadas em conectar empreendedores com investidores-anjo. Vale a pena o novo empresário se informar sobre os eventos voltados para este tipo de público se ele estiver procurando alguém que acredite no produto dele e esteja interessado em emprestar seu capital para o projeto”, diz Rocha, do Insper.
Prestes, da FAAP, lembra que muitos investidores-anjo ao emprestarem dinheiro para as novas empresas deixam em aberto a possibilidade de transformar essa dívida em uma futura participação no negócio. “A remuneração do empréstimo acaba ficando em segundo plano”, afirma. Então, quem não está a fim de ter sócios em algum momento deve prestar bastante atenção nesta cláusula na hora de assinar o contrato.
O lado bom é que muitos desses investidores já emprestaram seus recursos para outras empresas ou são sócios de várias delas, o que pode agregar know-how ao novo projeto, aumentando suas chances de prosperar.

Capital semente
A lógica do capital semente é a mesma do investidor-anjo. A diferença é que o investidor-anjo é uma pessoa física, enquanto o capital semente vem de uma pessoa jurídica, através de um fundo de investimento, por exemplo.
“Neste caso, as empresas que o capital semente foca estão ainda em estágio inicial, mas em um segundo degrau. Elas já possuem uma estrutura, clientes, produtos definidos etc. Não são mais uma idéia ou plano no papel. Só que ainda dependem de recursos de terceiros para se estabelecerem no mercado”, diz Seloti Jr, do Mackenzie.

Venture capital
Diferente dos investidores-anjo e do capital semente, o venture capital é um modelo de financiamento para PMEs (pequenas e médias empresas) que já deixaram a fase inicial para trás, mas ainda necessitam de recursos para conseguir atingir seu potencial máximo.

“São fundos de venture capital que estão no portfólio de diversas gestoras. Tanto os fundos procuram as empresas, quanto as próprias companhias que estão precisando de financiamento podem procurar esses fundos”, afirma Prestes, da FAAP.


Matéria retirada do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/9-maneiras-de-conseguir-dinheiro-para-o-seu-negocio/

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Matriz de Gestão de Risco: analise os pontos críticos do seu produto ou serviço

Saiba o que é, como funciona e quando aplicar a Matriz de Gestão de Riscos, uma ferramenta que pode economizar tempo e recursos.

Quantas empresas você conhece que, mesmo tendo criado um negócio que resolve problemas interessantes, não atende a uma necessidade do cliente? Muitos empreendedores gastam fortunas com desenvolvedores, mesmo sem entender bem a tecnologia, lançam o produto no mercado sem estabelecer alguma parceria para viabilizá-lo, e esperam colher bons resultados em pouco tempo. Como já sabemos, na maioria dos casos, isso não acontece.

Os empreendedores acabam alocando tempo e dinheiro de maneira inadequada ao lançarem um novo produto ou serviço. Muitos nem ao menos fazem uma análise dos riscos que existem no processo de desenvolvimento de um produto e quais seriam as melhores ações para mitigá-los e aumentar as chances de sucesso. Essa análise prévia ajuda o empreendedor a gastar menos dinheiro e aproveitar melhor o seu tempo!

Pensando nisso, foi criada a Matriz de Gestão de risco, uma ferramenta que, quando bem aplicada, pode auxiliar a mapear e diluir os riscos no lançamento de um novo produto ou serviço, melhorando significativamente a gestão de seus projetos, aumentando a velocidade da entrada do produto no mercado, além de possíveis reduções de despesas em inovações. A ferramenta também é útil para investidores, porque acaba sendo uma outra maneira de analisar novas empresas.

Como usar

A Matriz de Gestão de Risco pode ser aplicada em inúmeras situações e para qualquer tipo de empresa, desde a pequena, que nem saiu do papel ainda, até o grande negócio. Basicamente, a ferramenta analisa 3 pontos de risco: usuário, mercado e técnico. Para cada um desses pontos, você responderá duas perguntas, atribuindo uma nota que vai de 1 a 5, de acordo com o quanto concorda com as afirmações que estarão dispostas no quadro.

Depois de finalizar as 3 etapas, a ferramenta calcula automaticamente quanto do seu capital está em risco no lançamento desse produto ou serviço. Com essa primeira análise, você já conseguirá visualizar alguns pontos que podem ser melhorados ou mais bem estudados, mas eles ainda são apenas uma amostra dos fatores que impactam um projeto.

Por isso, para ajudá-lo a ter uma visão mais aprofundada, na segunda aba da planilha você encontrará a Matriz de Gestão de Risco, com outros pontos que influenciam na concepção, desenvolvimento e lançamento de um novo produto ou serviço. Nessa mesma aba você terá acesso a um vídeo que explica a importância de cada parte da Matriz e as suas implicações dentro de um projeto. Além disso, você também terá acesso a estudos feitos com empresas reais que aplicaram a ferramenta em seu negócio.



Quer saber mais? CLIQUE AQUI e baixe a ferramenta!



Matéria extraída do site Endeavor Brasil: https://endeavor.org.br/matriz-de-gestao-de-risco-inovar-nao-precisa-ser-sinonimo-de-correr-risco/

sexta-feira, 13 de junho de 2014

DIFERENCIAR-SE, SER VISIONÁRIO, IR CONTRA O FLUXO PARA OBTER SUCESSO!!



Durante um boom, é mais fácil obter dinheiro e mais fácil vender produtos. Você imaginaria, portanto, que é uma boa época para se aventurar em algo novo. O problema é que todo mundo também pensa assim; quando a economia está aquecida, todos são empreendedores. Quanto mais empresas houver, é cada vez menos provável que alguma possa manter uma grande competitividade de maneira sustentada, não importa o quão animado o mercado esteja. Além disso, quanto mais fácil é para empresas iniciantes arranjarem capital e investimento, mais difícil
é para elas gerenciarem esse dinheiro sabiamente. Empresas são como seres humanos: inícios difíceis moldam homens maduros.
Um dos grandes problemas do mercado é justamente este “efeito manada” quando as coisas vão bem, todos apostam. Ao menor sinal de dificuldades, os empresários recuam ao mesmo tempo. O resultado é devastador. O temor de uma recessão econômica se transforma na recessão em si. Crise é como impotência: se o sujeito achar que vai ter, com certeza terá.

Mas, historicamente, quem pensa diferente colhe bons resultados. Acelerar enquanto os outros freiam é certeza de ganhar terreno.