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terça-feira, 21 de novembro de 2017

7 dicas para inovar em seu negócio

Além da concorrência tradicional que está cada vez mais acirrada com a oferta de produtos e serviços em todos os mercados e setores, é preciso se preparar para sermos competitivos em uma era em que jovens empreendedores com DNA de inovação e startups enxutas estão mudando completamente a forma de como fazemos negócios e consumimos produtos e serviços. Confira três dicas dadas pelo consultor em inovação corporativa Marcio Kogut para quem quer inovar em seu negócio.
1. Comece inovando na gestão de TI da sua empresa
Exatamente! Não existe iniciar um processo de inovação na sua empresa se o CTO (Chief Technology Officer) não estiver tecnologicamente atualizado, acompanhando as transformações digitais e focado em buscar inovação. Durante mais de 15 anos prestando consultoria a diversas empresas, escutei desculpas sem fundamentos ditas por alguns profissionais para os executivos que acabavam criando uma sensação de pânico e medo abortando qualquer tipo de mudança, melhoria ou possível inovação. A maioria dos CEOs não tem conhecimento profundo em tecnologias e por isso é obrigada acreditar na palavra do diretor de TI. Um dos exemplos que posso citar é a questão da computação em nuvem (cloud computing)
2. Reveja toda sua tecnologia interna
Eu tenho absoluta certeza que 90% da tecnologia da maioria das empresas estão completamente ultrapassadas e custando infinitamente mais caras do que as tecnologias mais modernas de hoje. Desde links de internet, servidores de e-mails, equipamentos, softwares de gestão e de produtividade. Todos os equipamentos, softwares e a inteligência que você precisa para o seu negócio já existem melhores e mais baratos do que você usa atualmente através de SaaS (software as a service).
3. Busque inovação fora ou crie uma equipe com autonomia
Para conseguir avançar com um processo de inovação dentro da sua empresa é necessário criar um time novo, pequeno (1 a 4 pessoas) com autonomia e sem vínculos de amizades internas. Conecte esse time a uma empresa de inovação corporativa para mapear as dores, definir estratégias e objetivos além de condicioná-los a pensar e agir com a mentalidade de empreendedores e startups.
4. Promova encontros com empreendedores e seus startups
Os empreendedores e startups têm vontade e, principalmente, a disponibilidade para entregar uma solução rápida e resolver um problema de forma simples apenas com a expectativa de que, se conseguirem, a empresa poderá ser um cliente anjo.
5. Planeje menos, execute mais
Criar processos de inovação em empresas levam tempo e, muitas vezes, fracassam pela burocracia e cultura de certa forma engessada. Independente de planejamento, não será nada fácil e rápido criar uma cultura de inovação para mudar completamente a realidade do seu negócio, por isso, não perca tempo e dinheiro planejando demais e inicie de forma simples e rápida.
6. Pense grande e comece pequeno
Os inovadores bem-sucedidos "pensam grande" considerando a gama completa de futuros possíveis. Eles facilitam a inovação ao ousar buscar "pensamentos assassinos" para novos produtos e serviços que podem reescrever as regras e o negócio de uma companhia. Em contraste, os inovadores fracassados tendem a "pensar pequeno". Eles assumem a postura de que a mudança radical não será necessária e que nada irá afetar o modelo do seu negócio no futuro.
7. Não tenha medo de mudar completamente seu negócio
Uma prova de que esse tipo de decisão pode ser necessária e terá que ser encarada com coragem é a história da Kodak. Em 1975 um grupo de engenheiros da empresa desenvolveu a primeira câmera digital do mundo que pesava quase 5 quilos e fazia fotos apenas em preto e branco. As previsões estimavam que a câmera digital poderia se tornar viável num horizonte de 20 anos, mas os executivos preferiram manter a estrutura e negócio atual de vender filmes do que romper com a realidade e olhar para o futuro. Como se sabe, alguns anos depois a concorrência fez o negócio ruir.

Extraído do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/7-dicas-para-inovar-em-seu-negocio/121853/


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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

10 lições de empreendedorismo de Steve Jobs

Em qualquer lista dos maiores empreendedores de todos os tempos, lá estará Steven Paul Jobs. Para o mundo: Steve Jobs. E para as pessoas mais próximas, simplesmente Steve. Assim como qualquer grande físico ou arquiteto precisa estudar os maiores físicos ou arquitetos da história, empreendedores poderiam adotar a mesma linha. O próprio Jobs fazia isso. Era fascinado por Thomas Edison, da GE, Henry Ford, da Ford, e Edwin Land, da Polaroid, por exemplo. Com Edison, aprendeu o papel da inovação para o desenvolvimento de uma empresa; com Ford, sobre como levar inovações para as massas; e, com Land, sobre como ficar atento para que a inovação não seja a causa mortis da empresa.
Mesmo os que conhecem muito pouco sobre Jobs ficam impressionados com a sua capacidade de se expressar por meio de frases de impacto. A seguir, reuni dez lições que qualquer empreendedor pode utilizar no seu dia a dia e no seu negócio.
1. “Todas as coisas que estão ao seu redor e que você chama de vida foram criadas por pessoas que não eram mais espertas que você.” Não entenda mal. No contexto em que foi dita, essa frase quer dizer que qualquer pessoa pode criar algo, já que sempre haverá pessoas que não sabem que podem ou não querem fazer aquilo. A imensa maioria dos empreendedores não eram prêmios Nobel do mundo, dos seus países, sequer da sua turma. Mas foram lá e fizeram.
2. “Alô... É o Bill Hewlett da Hewlett-Packard?” Sim. “Estou montando um frequencímetro para um trabalho escolar e precisava de algumas peças...” Jobs tinha 12 anos quando ligou para Bill Hewlett, cofundador da HP e um dos empresários mais importantes dos Estados Unidos naquele momento. Ele não só conseguiu as peças como arrumou um estágio de férias e se tornou amigo de Bill e seu sócio Dave Packard. Peça e receberá!
3. “Quando tinha 17 anos, li uma frase que dizia algo como: ‘Se viver cada dia como se fosse o último, um dia estará certo’. Isso me impressionou muito e, nos últimos 33 anos, me olho no espelho todas as manhãs e me pergunto: se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de ter feito o que farei hoje? Se a resposta é 'não' por muitos dias seguidos, eu sei que preciso mudar algo.”Se existe algo que me irrita são pessoas que reclamam do seu trabalho pois não se orgulham do que fazem. O que foi dito por Jobs deveria estar impresso no espelho do nosso banheiro para ser lido todas as manhãs.
4. “Um grande marceneiro não vai utilizar madeira vagabunda para o fundo de um armário, mesmo que ninguém veja.” Um grande produto, serviço, empresa ou mesmo pessoa está nos detalhes. Não dá para ser excelente na aparência e sofrível nos detalhes. Cedo ou tarde, ficará claro que aquilo é ruim ou, pior, é medíocre. E tudo o que é medíocre é esquecível e, consequentemente, é invisível. Se for fazer, faça muito bem-feito.
5. “Os botões do Mac OS são tão bem-feitos que você vai querer lambê-los.” Se você tem um equipamento Apple, sabe o que Jobs queria dizer com essa frase. Mais do que bonito, tudo é belo e harmônico. E a beleza não está apenas na aparência, mas em como o produto é percebido. As primeiras caixas do iPod deveriam dar a mesma sensação de estar abrindo uma caixa de joias, daí um pequeno vácuo que se forma para induzir que a caixa seja aberta em câmera lenta. O excelente também deve ser belo!
6. “Criatividade é só conectar coisas. Quando se pergunta a pessoas criativas como fizeram aquilo, elas se sentem um pouco culpadas, pois não fizeram aquilo, só vislumbraram algo novo a partir da combinação de experiências que já tinham vivenciado.” Essa frase resume a genialidade reconhecida em Steve Jobs.
7. “Picasso tinha um ditado que afirmava que artistas bons copiam, e grandes artistas roubam. E nós nunca sentimos vergonha de roubar grandes ideias. Tudo se resume a tentar se expor às melhores coisas que os seres humanos fizeram e, depois, tentar trazer essas coisas para o que você está fazendo.” Se a frase anterior resume, essa explica de onde vinha a genialidade de Jobs.
8. “Seu tempo é limitado, assim, não o perca tentando viver a vida de outra pessoa. Não seja ludibriado por crenças daquilo que é viver de acordo com o que outras pessoas pensam. Não permita que o barulho das opiniões alheias cale a sua voz. E o mais importante, tenha a coragem de seguir o seu coração e a sua intuição.” Uma lição para todos os que querem ser o próximo Steve Jobs. Não precisamos de um novo Steve Jobs.
9. “Continue com fome. Continue ingênuo.” Talvez seja a lição mais difícil de ser aplicada pelos empreendedores. Continue querendo aprender coisas novas, mas aberto às novidades. Achar que já sabemos tudo não é ingenuidade, é ignorância.
10. “Ser o homem mais rico do cemitério não é importante para mim. Ir para a cama todas as noites dizendo que fizemos algo extraordinário... isso é o que importa para mim.” Foi a última lição de Jobs e a que o colocou na lista dos maiores empreendedores de todos os tempos.

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper, membro do conselho da Artemísia Negócios Sociais e da Anjos do Brasil, mentor da Endeavor e autor de diversos livros de empreendedorismo e inovação.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Marcelo-Nakagawa/noticia/2013/07/10-licoes-de-empreendedorismo-de-steve-jobs.html

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Conheça formas de se capacitar para abrir um negócio

Os empreendedores nascem prontos para empreender ou podem se desenvolver? É evidente que a experiência ganha com o passar dos anos nos ajuda a moldar nossa forma de agir e de gerenciar nossos negócios.

Teoricamente não precisamos de um diploma ou de certificação para montarmos um negócio. Basta querer empreender. Alguns empreendedores inclusive não acreditam em capacitação e às vezes têm até preconceitos.

Mark Zuckerberg, Bill Gates, Steve Jobs, Silvio Santos e Samuel Klein são exemplos de empresários muito bem sucedidos que conseguiram vencer sem ter um diploma de faculdade. Estes são os famosos bem sucedidos, mas inúmeros outros sem estudo tentaram, não conseguiram sucesso e quebraram.

Dados do Sebrae indicam que 23% das micro e pequenas empresas fundadas fecham em até dois anos. Já o IBGE afirma que até 60% das empresas fundadas há 5 anos pararam suas operações. Os principais motivos para a quebra são a falta de capacitação, experiência, clientes e capital de giro.

Ninguém tem todas as competências já desenvolvidas, nem mesmo adquiriu todo o conhecimento necessário para empreender. Não basta ter ideia, intuição, dinheiro, garra, paixão, experiência ou boa vontade. É necessário técnica. Mas por que capacitar-se para abrir seu negócio? Quais os benefícios?

Capacitação é essencial para o empreendedor pois o ajuda a cortar caminhos no desenvolvimento da empresa, melhorando suas percepções, ajudando a prevenir riscos e principalmente no desenvolvimento de uma metodologia de gestão organizada e não apenas intuitiva.

Há outros fatores positivos como a aceleração do desenvolvimento da empresa, melhorando o entendimento do negócio e ajudando na disseminação das melhores práticas de gestão. Além disto, a inserção do empreendedor num ambiente de estudos o estimula à troca de informações, aumentando seu networking e inclusive gerando negócios.

Diversas opções

O empreendedor não precisa necessariamente passar por um programa formal de estudos, apesar de que um curso bem organizado possa trazer grandes benefícios. Porém, hoje há inúmeras formas de capacitação disponíveis para nos ajudar a empreender.

Atualmente a disponibilidade de informações para capacitação na internet é enorme. O problema é que há muitas informações e cursos de baixa qualidade. Como a internet é um canal aberto, todos podem dar suas opiniões e de alguma forma vender ou dar dicas. Contudo, muitos não têm expertise nem credibilidade para isso.

Sendo assim, apesar da abundância de possibilidades, procure capacitar-se com cursos, informações, textos e vídeos de pessoas ou escolas que têm notoriedade, seja esta, acadêmica ou prática. Leia e ouça os experts, pessoas bem sucedidas e preparadas e que são referência em suas áreas.

Nem sempre cursos ou informações grátis são bons. Geralmente são insuficientes, porém não quer dizer que tudo que é grátis é desprezível. Há diversos cursos e vídeos no Youtube, Coursera, Veduca e EdX que são de ótima qualidade e podem ajudar muito os empreendedores. Aproveite para assistir vídeos no TED com depoimentos de empresários, além de ouvir áudios pragmáticos no Podcast.

Uma boa dica para buscar capacitação empresarial é no site da Endeavor. Há diversas informações, vídeos e cursos de ótimo nível desenvolvidos por profissionais, professores e empreendedores realmente bem sucedidos.

Antes de começar o processo de capacitação, procure entender o que precisa estudar. Não gaste tempo nem dinheiro simplesmente para carimbar seu currículo com um curso, somente porque a instituição tem uma marca importante.

Seja pragmático e busque o que realmente precisa. Empreendedor de alta performance não tem tempo a perder, assim, tenha foco e estude o que precisa para agir. Tente adequar sua demanda para desenvolvimento com a disponibilidade de tempo e dinheiro que tem para investir.

Há inúmeros cursos disponíveis no mercado para capacitação, desde os mais simples que podemos fazer à distância como os do Sebrae, até os mais completos como os cursos de MBA para empreendedores das grandes escolas de negócios do mundo. Uma boa dica de um curso de curta duração de alto nível para empreendedores é o Business Dynamics do Insper.

Capacitação deve ser um processo contínuo de desenvolvimento. Exige paciência, disciplina e dedicação. Às vezes, o empreendedor acha que não precisa pois não tem atenção ou foco. Diz que não gosta de estudar porque nunca se dedicou, mas depois que começa acaba gostando, pois certamente obteve resultado. É como começar a correr. Vai doer, cansar, mas de repente está correndo 10 quilômetros por dia e se entusiasma a correr uma maratona. Basta começar, não desistir e buscar orientação.

Não há como garantir que educação ou capacitação mudarão os rumos da sua empresa, mas certamente melhorarão sua forma de pensar, planejar, agir e administrar. Invista sempre no seu desenvolvimento, o retorno é rápido e de alta rentabilidade.



Ricardo Mollo é empreendedor, professor de finanças do Insper e PhD candidate na University of London.


Extraído de Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/conheca-formas-de-se-capacitar-para-abrir-um-negocio/

quinta-feira, 1 de junho de 2017

9 maneiras de conseguir dinheiro para o seu negócio

Dinheiro é essencial para quem quer abrir seu próprio negócio. De nada adianta ter uma ideia brilhante se não houver o capital mínimo necessário para tornar a operação uma realidade.
“Quando você se torna um empreendedor, é como se tivesse decidido fazer o Caminho de Santiago de Compostela. O pé vai doer no meio do caminho, vai fazer bolha, você não vai chegar rápido no seu destino e possivelmente vai precisar de ajuda”, compara Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper.
Na maioria das vezes, os empreendedores não têm todo o dinheiro que precisam para tirar uma ideia do papel. Por isso, é muito importante fazer um planejamento antes de colocar a mão na massa. Só assim você vai saber quanto realmente o negócio vai demandar.
“É claro que o capital próprio para quem está começando parece ser a opção mais ‘barata’, mas é preciso considerar vários fatores. Ele pode vir acompanhado de ‘expertise’, de conhecimento sobre um mercado que você acabou de entrar e ainda está perdido”, diz Virginia Prestes, professora de finanças da Faculdade de Administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).
EXAME.com conversou com especialistas e listou abaixo nove opções para quem está pensando em abrir o próprio negócio, mas não tem todo o dinheiro necessário para tirar os planos do papel.

Friends, family and fools
Apesar da nomenclatura em inglês, o modelo de financiamento “3Fs” é bastante conhecido e adotado por novos empreendedores no Brasil e no mundo. É o clássico pedir dinheiro emprestado para parentes ou amigos.
“Aquele tio rico que você mantém um bom relacionamento, o incentivo que os pais querem te dar para conseguir andar com as próprias pernas ou até mesmo aquele velho amigo que não se importaria de te ajudar a tocar seu projeto pessoal”, diz Sérgio Luis Seloti Jr, professor de Administração de Empresas da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Mesmo sendo uma alternativa relativamente acessível para algumas pessoas, Prestes, da FAAP, faz um alerta: “tudo precisa ser bem combinado e formalizado. Mesmo sendo uma pessoa de confiança, misturar negócios com parentes e amigos nem sempre funciona.”

Crowdfunding
O crowdfunding é um financiamento coletivo, geralmente feito através da internet e bancado por pessoas físicas que se interessam pelo projeto e gostariam de vê-lo funcionando. Como não há limite de participantes, as contribuições começam em um valor bastante acessível, o que aumenta o potencial de participação e sucesso da campanha.
“Quando as pessoas apoiam um crowdfunding, elas normalmente recebem algo em troca. É uma forma de a empresa originada com a campanha agradecer pelo apoio financeiro que foi dado. Pode ser em forma de produtos ou serviços”, explica Seloti Jr, do Mackenzie.

Equity crowdfunding
Já o equity crowdfunding é bem parecido com o crowdfunding comum, a diferença é que, em vez de receber um produto ou serviço como recompensa pelo “apoio financeiro”, os participantes recebem uma parcela da futura companhia como recompensa. Ou seja, é como se eles estivessem comprando uma parte da empresa.
“A vantagem é que você não só vai ver o projeto sair do papel como você também será dono de uma pequena parte dele. Outra vantagem é que o seu prejuízo fica restrito ao aporte inicial”, diz Seloti Jr.

Empréstimo bancário
Esta é a opção mais clássica e talvez a primeira que vem à cabeça de muitos novos empreendedores. Mas não se engane: ela geralmente é a mais cara.
Bancos de fomento como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e bancos públicos como o Banco do Brasil, além de instituições privadas como o Santander, Itaú e Bradesco, costumam ter linhas destinadas a pequenas e médias empresas recém-nascidas.
“Os juros cobrados pelos bancos para as pequenas e médias empresas costumam ser muito altos, já que elas não conseguem oferecer garantias muito altas para as instituições financeiras em troca do dinheiro”, explica Prestes, da FAAP.

Incubadora
Se a sua ideia de negócio for uma startup, mas ela ainda está prematura e precisa ser lapidada antes de receber um aporte financeiro, é possível fazer isso dentro de uma incubadora. As incubadoras são ligadas a instituições de ensino e universidades que apoiam os empreendedores novatos.
“As incubadoras vão oferecer a estrutura e conhecimento mínimos necessários para os primeiros passos da nova empresa. Isso representa uma ajuda importante para quem está começando a entrar no mundo do empreendedorismo e ainda não está habituado a ele”, diz Prestes.

Aceleradora
As aceleradoras são uma espécie de evolução das incubadoras. Elas escolhem startups com grande potencial de crescimento e oferecem apoio financeiro, estrutura, consultoria e treinamento em troca de uma participação no capital da nova empresa. Há no Brasil uma série de aceleradoras, como a Oxigênio, da Porto Seguro.
“Ser escolhido por uma aceleradora muda a vida de qualquer startup, sem dúvida. O problema é que o processo de seleção é muito concorrido. Geralmente, são muitas empresas para poucas vagas e o novo empreendedor não pode ficar limitado a isso”, afirma Prestes, da FAAP.

Investidor-anjo
Se você não pretende misturar negócios e família ou acha muito arriscado partir para o crowdfunding, uma alternativa é encontrar um ou mais investidores-anjo. Eles são pessoas físicas que usam seu capital para investir em novas empresas que tenham alto potencial de crescimento, como as startups.
“Algumas organizações como a Anjos do Brasil são especializadas em conectar empreendedores com investidores-anjo. Vale a pena o novo empresário se informar sobre os eventos voltados para este tipo de público se ele estiver procurando alguém que acredite no produto dele e esteja interessado em emprestar seu capital para o projeto”, diz Rocha, do Insper.
Prestes, da FAAP, lembra que muitos investidores-anjo ao emprestarem dinheiro para as novas empresas deixam em aberto a possibilidade de transformar essa dívida em uma futura participação no negócio. “A remuneração do empréstimo acaba ficando em segundo plano”, afirma. Então, quem não está a fim de ter sócios em algum momento deve prestar bastante atenção nesta cláusula na hora de assinar o contrato.
O lado bom é que muitos desses investidores já emprestaram seus recursos para outras empresas ou são sócios de várias delas, o que pode agregar know-how ao novo projeto, aumentando suas chances de prosperar.

Capital semente
A lógica do capital semente é a mesma do investidor-anjo. A diferença é que o investidor-anjo é uma pessoa física, enquanto o capital semente vem de uma pessoa jurídica, através de um fundo de investimento, por exemplo.
“Neste caso, as empresas que o capital semente foca estão ainda em estágio inicial, mas em um segundo degrau. Elas já possuem uma estrutura, clientes, produtos definidos etc. Não são mais uma idéia ou plano no papel. Só que ainda dependem de recursos de terceiros para se estabelecerem no mercado”, diz Seloti Jr, do Mackenzie.

Venture capital
Diferente dos investidores-anjo e do capital semente, o venture capital é um modelo de financiamento para PMEs (pequenas e médias empresas) que já deixaram a fase inicial para trás, mas ainda necessitam de recursos para conseguir atingir seu potencial máximo.

“São fundos de venture capital que estão no portfólio de diversas gestoras. Tanto os fundos procuram as empresas, quanto as próprias companhias que estão precisando de financiamento podem procurar esses fundos”, afirma Prestes, da FAAP.


Matéria retirada do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/9-maneiras-de-conseguir-dinheiro-para-o-seu-negocio/

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Matriz de Gestão de Risco: analise os pontos críticos do seu produto ou serviço

Saiba o que é, como funciona e quando aplicar a Matriz de Gestão de Riscos, uma ferramenta que pode economizar tempo e recursos.

Quantas empresas você conhece que, mesmo tendo criado um negócio que resolve problemas interessantes, não atende a uma necessidade do cliente? Muitos empreendedores gastam fortunas com desenvolvedores, mesmo sem entender bem a tecnologia, lançam o produto no mercado sem estabelecer alguma parceria para viabilizá-lo, e esperam colher bons resultados em pouco tempo. Como já sabemos, na maioria dos casos, isso não acontece.

Os empreendedores acabam alocando tempo e dinheiro de maneira inadequada ao lançarem um novo produto ou serviço. Muitos nem ao menos fazem uma análise dos riscos que existem no processo de desenvolvimento de um produto e quais seriam as melhores ações para mitigá-los e aumentar as chances de sucesso. Essa análise prévia ajuda o empreendedor a gastar menos dinheiro e aproveitar melhor o seu tempo!

Pensando nisso, foi criada a Matriz de Gestão de risco, uma ferramenta que, quando bem aplicada, pode auxiliar a mapear e diluir os riscos no lançamento de um novo produto ou serviço, melhorando significativamente a gestão de seus projetos, aumentando a velocidade da entrada do produto no mercado, além de possíveis reduções de despesas em inovações. A ferramenta também é útil para investidores, porque acaba sendo uma outra maneira de analisar novas empresas.

Como usar

A Matriz de Gestão de Risco pode ser aplicada em inúmeras situações e para qualquer tipo de empresa, desde a pequena, que nem saiu do papel ainda, até o grande negócio. Basicamente, a ferramenta analisa 3 pontos de risco: usuário, mercado e técnico. Para cada um desses pontos, você responderá duas perguntas, atribuindo uma nota que vai de 1 a 5, de acordo com o quanto concorda com as afirmações que estarão dispostas no quadro.

Depois de finalizar as 3 etapas, a ferramenta calcula automaticamente quanto do seu capital está em risco no lançamento desse produto ou serviço. Com essa primeira análise, você já conseguirá visualizar alguns pontos que podem ser melhorados ou mais bem estudados, mas eles ainda são apenas uma amostra dos fatores que impactam um projeto.

Por isso, para ajudá-lo a ter uma visão mais aprofundada, na segunda aba da planilha você encontrará a Matriz de Gestão de Risco, com outros pontos que influenciam na concepção, desenvolvimento e lançamento de um novo produto ou serviço. Nessa mesma aba você terá acesso a um vídeo que explica a importância de cada parte da Matriz e as suas implicações dentro de um projeto. Além disso, você também terá acesso a estudos feitos com empresas reais que aplicaram a ferramenta em seu negócio.



Quer saber mais? CLIQUE AQUI e baixe a ferramenta!



Matéria extraída do site Endeavor Brasil: https://endeavor.org.br/matriz-de-gestao-de-risco-inovar-nao-precisa-ser-sinonimo-de-correr-risco/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Dicas para empreender em 2017

O novo ano está chegando e com ele a expectativa de uma economia estabilizada e um ambiente favorável para empreender. Pensando nisso, reunimos dicas de negócios, de sete empreendedores de diversos setores para o ano que está por vir.
1. Entenda o seu mercado
A crise fez com que os brasileiros consumissem de forma mais consciente, especialmente os itens não essenciais. Consequentemente, o consumidor ficou mais atentos às promoções como forma de manter os hábitos de lazer e entretenimento, apesar do cenário macroeconômico adverso. Acredito que a crise econômica e política do Brasil durará ainda um tempo, mas o mercado de tecnologia tem caminhado de forma descolada da economia, mostrando importantes taxas de crescimento mesmo durante a crise. Todas as vezes que as crises surgem, há também oportunidades de negócio. Com a alta do dólar, a importação se torna uma opção mais cara, então há mais oportunidade para negócios nacionais. Mas, antes de tudo, entenda o seu mercado, diz Alex Tabor, CEO do Peixe Urbano.
2. Aproveite o “despertar” do mercado para empreender
De acordo com Tomas O’Farrell, co-fundador da Workana, plataforma de trabalho freelance que possui atuação em toda a América Latina, 2016 foi bastante impactado pelo cenário de crise, principalmente na área de investimentos, já que muitas empresas ficaram mais cautelosas e decidiram esperar as movimentações do mercado para voltarem a investir em novos negócios. Porém, segundo o executivo, o mercado já está começando a “despertar-se” da crise e ser mais ativo, o que vai impulsionar o crescimento de novas iniciativas e investimentos. Dessa forma, segundo O’Farrell, esse é um bom momento tirar sua ideia do papel.
3. Invista em soluções que, de fato, mudem a vida das pessoas
Rafael Heringer, co-fundador do Jurídico Certo, aponta que momentos de crise sempre são uma grande oportunidade para que empreendedores foquem em mercados carentes e em soluções que possam resolver problemas relevantes. O executivo ainda aponta que, em 2017, o mercado irá se comportar completamente diferente do ano de 2016, principalmente com o crescimento do índice de confiança. “Isso indica que vamos ter mais pessoas comprando e consumindo, além de mais empresas investindo, o que é um ótimo momento para quem busca empreender”, comenta Heringer.
4. Invista a longo prazo
O Zarpo, agência de viagens online focado na experiência de compra do usuário, continuará focado em desenvolver sua proposta no mercado, oferecendo uma seleção de viagens de grande qualidade com os menores preços disponíveis, assim como um atendimento especializado. “O mercado continua tendo muitas oportunidades de inovar para quem está bem estruturado e tem algum diferencial dos outros players’’, confirma Alexis Manach, co-CEO e co-fundador da startup. Para o empreendedor, a chave do sucesso está no investimento em um time forte e consolidado, além das vantagens competitivas de longo prazo. Ao investir em longo prazo, mesmo durante a crise, a empresa se tornará ainda mais forte quando o mercado voltar a melhorar.
5. Marketing é sinônimo de ROI
Para Anna Lebedeva, PR Manager Global de SEMrush, a crise influenciou o marketing digital em termos de ROI (retorno sobre o investimento) sobre o marketing em geral. “As empresas querem ter certeza de que o dinheiro que gastam com marketing traz alguns resultados mensuráveis que podem legitimar o valor gasto. É por isso que a demanda por ferramentas que podem medir todo o tipo de sucesso on-line está aumentando significativamente. Acredito que há muitas coisas relativamente novas recebendo mais atenção: 1) o streaming de vídeo ao vivo irá deslanchar conforme os usuários de mídia social exigirem mais conteúdo em tempo real. 2) Realidade Aumentada e Virtual vão mudar a forma como os marketeiros podem se envolver com os clientes e conduzir experiências para além do que é possível hoje. 3) As empresas precisarão descobrir o que um cliente quer exatamente e entregar a comunicação da maneira mais adequada para cada indivíduo numa abordagem pessoal”, conclui Anna.
6. Menos é mais
Na opinião do especialista em finanças e fundador do Kitado - plataforma gratuita e online de negociação de dívidas -, Paulo de Tarso, a crise econômica gerou incertezas e impactou negativamente em quase todos os mercados, o que refletiu na redução de investimentos e redução de custos por parte do empresariado. Por isso, na visão do especialista, é importante apostar em negócios que resolvam problemas reais, certificando que existe um público-alvo relevante e que os custos sejam adequados para as receitas esperadas. “Estamos vivenciando uma crise financeira, por isso, a minha sugestão é cuidar especialmente com a capacidade de investimentos, buscando ter capital adicional para ter fôlego e prevenir-se de problemas inesperados”.
O especialista também sugere focar na eficiência de custos para tornar o negócio viável, mesmo em momentos de crise, e que os empreendedores foquem na execução, definindo o plano anual, concentrando-se a executá-lo com excelência e disciplina. “Busque sempre se diferenciar a partir de uma proposta de valor que resolva problemas reais, ou seja, inove, inove e inove”, diz o empresário.
7. Novas ideias
Para o diretor de produtos e sócio-fundador da Alura, Paulo Silveira, tanto o mercado convencional quanto o digital sofreram com a retração de 2016. “Tecnologia e educação são dois mercados onde a crise costuma atingir por último, e este ano vimos isso acontecer”, diz. Para o empresário, a dica para o próximo ano é focar em um budget factível, evitando a possibilidade de sangrar a empresa por muito tempo. “Faça testes rápidos e baratos, pivotando caso não dê certo. Agora se faz ainda mais essencial essa matemática”, explica.
Além disso, Silveira aconselha a não faltar implementações de ideias novas. “Nós, da Alura, devemos lançar dois novos produtos no decorrer do ano. É necessário aproveitar a chamada crise para se posicionar em novos mercados, na esperança de que, quando houver a melhora, já estaremos bem posicionado”, explica.

Extraído site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/dicas-para-empreender-em-2017/115640/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

5 dicas para terminar o ano com as contas da empresa no azul

São Paulo – O fim do ano pode ser uma época complicada para muitos empreendedores. Depois de um ano difícil na economia com foi 2016, quem tem o seu próprio negócio precisa ainda arcar com despesas extras, como décimo terceiro salário dos funcionários e férias coletivas, por exemplo. E, se você não atua no varejo, também é uma época de poucas vendas.
Sendo assim, muitas vezes fechar o ano no azul torna-se tarefa árdua. Porém, não é impossível. Especialistas consultados por Exame.com indicam algumas práticas de gestão e finanças que podem ajudar sua empresa a ter as contas em dia no fim do ano.
“Uma estratégia é pensar bem no que vai gastar até o fim do ano, não ficar empolgado com festa de funcionário ou presentes para os clientes, por exemplo. É preciso ser criterioso”, aconselha a professora de administração Liliane Cristina Segura, do Mackenzie.
No entanto, é bem mais fácil conseguir fechar no azul quando você já tem um controle sobre as contas ao longo do ano.
“Não adianta fechar dezembro no azul se em todos os meses anteriores a empresa operou no vermelho. Inclusive muitas empresas tiveram problemas éticos por conta disso”, avisa o professor Arnaldo Vhieira, da FMU.
Se você já vem se planejando, ótimo. Se não, ainda dá para tomar algumas atitudes. Veja a seguir algumas dicas para ajudá-lo a vencer o fim do ano e começar 2017 com o pé direito.

1 – Faça um balanço de 2016
O fim do ano é um ótimo momento para você olhar minuciosamente para suas contas ao longo do ano e entender o que precisa melhorar.
“Aconselho a fazer um grande balanço das suas contas de 2016 para entender onde você ficou no vermelho e onde ficou no azul. Com isso fica mais fácil ajustar as áreas que estão no negativo”, afirma Vhieira.

2 – Reveja seus custos
Depois de analisar as contas do ano, você estará pronto para rever os custos do seu negócio e reduzir no que for possível.
“As fazer um controle rígido dos custos operacionais, o empreendedor terá condições de gerenciar as contas que eventualmente estejam no vermelho, equilibrando despesas e receitas”, explica o professor.

3 – Alinhe seus processos
De nada adianta economizar nas despesas se os processos da sua empresa são ineficientes e geram desperdício. Para quem atua no varejo, então, a dica é ainda mais importante. Afinal, o fim do ano é uma época importante para as vendas.
“Vou dar um exemplo prático. Estive numa loja há uns dias e havia uma fila imensa de clientes esperando para pagar no caixa. E eu vi muitos deles, inclusive eu, desistindo da compra por causa dessa espera. É uma falta de visão de negócio. Muitos empreendedores perdem clientes por conta disso: falta de controle dos processos”, afirma Vhieira.

4 – Negocie
O ano de 2016 foi difícil para a economia, e muitos empreendedores chegam ao fim do ano apertados. A dica para terminar bem o ano então é negociar com seus fornecedores e credores.
“É importante verificar o que é essencial dentre os pagamentos e tentar alongar ao máximo o que for possível. É um gerenciamento de crise. Não deixe as coisas vencerem. Converse com os fornecedores, mostre sua situação e seja transparente”, aconselha Liliane, do Mackenzie.

 5 – Planeje-se
O fim do ano é um ótimo momento para você planejar as metas para o ciclo seguinte. Depois de analisar seus números atuais, fica mais fácil saber o que te espera e quais seus objetivos para os próximos meses.
“Dia 2 de janeiro a empresa volta a trabalhar e precisa saber o que vai fazer. O planejamento é fundamental nesse momento, pois só assim será possível visualizar o que virá”, afirma a professora.
“Com isso, a empresa sabe com mais antecedência se vai precisa demitir ou contratar pessoal, por exemplo, o que ajuda a tomar decisões mais embasadas”, completa.



Matéria extraída do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/5-dicas-para-terminar-o-ano-com-as-contas-da-empresa-no-azul/

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

8 pontos fundamentais para quem vai abrir uma empresa



Quer ter um negócio próprio? Abrir uma empresa é uma decisão de grande responsabilidade, sendo necessários diversos processos, que necessitam de atenção, principalmente, nos detalhes mais técnicos. Alguns pontos de destaque são elaboração do contrato social, a escolha do tipo de tributação da empresa, a escolha do imóvel e obtenção de alvará.
Veja alguns pontos que o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, selecionou para ser levado em conta antes de abrir uma empresa:

Planejamento do negócio - O grande problema na maioria das empresas abertas é que isso ocorre impulsivamente, e em função disso não há um plano de negócio estabelecido, público alvo e estrutura necessária, assim, antes de qualquer coisa é necessário sentar e ver o que se pretende e como se objetiva atingir.
Muitas vezes após essa primeira análise se percebe a necessidade de uma capacitação e hoje se encontra um grande número de cursos de capacitação para empreendedores, muito desses gratuitos. Também é importante pesquisar como está o mercado em que pretende atuar, para ver em qual nicho de público se encaixará.

Cálculo de custos para começar a funcionar - É preciso que se tenha em mente que para colocar uma empresa para funcionar haverá custos que vão além dos que já se conhece no dia a dia de uma empresa com infraestrutura e pessoal. Dentre esses os principais são as taxas da junta comercial e da emissão do alvará, dentre outras que variam de acordo com a localidade e o ramo de atuação.
Para facilitar esse processo existem profissionais especializado em resolver a burocracia.

Elaboração do contrato social - Para toda empresa funcionar é imprescindível que se elabora um contrato social, é nesse documento que estão relacionados os pontos práticos do funcionamento da empresa. Pontos primordiais que devem englobar são informações como nome, endereço e atividade, capital social (valor ou bens investidos), qual a relação entre os sócios e como se dá a divisão dos lucros.
Importante frisar que quaisquer alterações contratuais, faz com que se tenha que refazer as inscrições federal, estadual e municipal e as licenças. As sociedades limitadas só podem alteradas se 75% do capital estiver de acordo. Geralmente o registro de um contrato social pode ser agilizado procurando o sindicato da categoria da empresa, sendo que o mesmo pode possuir um posto avançado da junta comercial. Com isso, todo esse processo pode ser finalizado em até 24 horas.

Opção pelo regime tributário que a empresa seguirá - Hoje são basicamente três os regimes de tributação existentes, Simples, Presumido ou Real. A opção pelo tipo de tributação que a empresa utilizará deve ser feita até o início do próximo ano, mas, as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, diminuindo as chances de erros.
Outro ponto é que cada caso deve ser analisado individualmente, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento. Apesar de muitos pensarem que melhor tipo de tributação é o Simples, existem até mesmo casos que esse tipo de tributação não é o mais interessante, mesmo que a companhia se enquadre em todas as especificações.

Definição da estrutura física - Além de definir o local onde será o empreendimento é necessário também que se adquira toda uma estrutura para o funcionamento da empresa, e isso dependerá de cada ramo de atuação, podendo ir desde maquinário até material de escritório.
Sobre o local em que será é importante que se observe também se esse se adéqua ao público que pretende atingir e, principalmente, diretrizes estabelecidas pelo município referente ao local.

Obtenção de registros e licenças - hoje a burocracia é tanta para empresas que grande maioria não possuem todos os registros e licenças necessários para o funcionamento, no que se configura em um risco jurídicos para essas, dentre os registro necessários estão o habite-se do imóvel (autorização da prefeitura para que ele possa ser habitado) e as regras de ocupação de solo (cada cidade define regras específicas em leis de zoneamento), alvará de funcionamento, pagamento de taxas de funcionamento, dentre outras licenças necessárias dependendo da atividade da empresa.
Veja todos os documentos necessários e em quais órgão buscar:
  • Junta Comercial: registros dos atos sociais (contrato social, atas de reuniões, deliberações etc.).
  • Receita Federal: para obtenção de registro do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).
  • Prefeitura: para obtenção do Alvará de Funcionamento e nota fiscal, caso a empresa seja contribuinte do ISS (Imposto Sobre Serviços).
  • Secretaria Estadual da Fazenda: para obtenção de inscrição Estadual.

Contratação de uma contabilidade - Toda empresa necessita de uma contabilidade para funcionar. Essa que será responsável por estar gerando as informações imprescindíveis para a empresa esteja em dia com os órgãos públicos.
Também são responsáveis pelo cálculo de impostos e tributos que a empresa deverá pagar, bem como análise da situação contábil da empresa e geração de informações imprescindíveis para a gestão empresarial

Processo de contratação de profissionais - Sua empresa terá necessidade de funcionários? Se sim é necessário abrir processos seletivos para contratação, hoje esse ponto é um dos mais problemáticos para as empresas em função de um crescente apagão de mão de obra que passa o país. Após a contratação é necessário elaborar o contrato de trabalho, definir salários benefícios ver qual o melhor regime de trabalho e regularizar o mesmo junto ao INSS.

Extraído e adaptado do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/8-pontos-fundamentais-para-quem-vai-abrir-uma-empresa/114388/