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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Como se planejar para abrir um negócio

Antes de abrir as portas de seu negócio, o empreendedor deve se planejar para ter mais chances de sucesso. Abaixo, cinco dicas vitais para não errar na jornada empreendedora.

Analise seu patrimônio financeiro
Some o valor que tem guardado com o que será ganho do fundo de garantia, do seguro-desemprego e de férias vencidas. Faça uma revisão rigorosa de gastos e adapte-se a um novo padrão de vida. O ideal é ter uma reserva para investir no negócio e, ao mesmo tempo, bancar despesas pessoais por pelo menos 12 meses sem salário.

Faça bom uso do seu networking
Deixe o orgulho de lado e não tenha medo de pedir ajuda a amigos e pessoas do seu raio de influência. Tente encontrar um mentor: alguém reconhecido no mercado, com experiência na sua área de atuação, que possa dar conselhos e abrir as portas usando sua rede de relacionamentos.

Estude gestão e finanças
Gerenciar uma empresa sozinho depende de conhecimentos em diversas dimensões — financeira, de marketing, de processos e de vendas. Identifique as áreas em que você tem menos aptidão e procure cursos rápidos sobre elas. Há uma variada oferta de material online (muitos deles gratuitos) de instituições como Endeavor, Sebrae e Coursera.

Elabore um plano de negócios
Pesquise quem é seu público-alvo ideal, quem são seus concorrentes e, o mais importante, qual será a sua proposta única de valor. A internet está aí para isso. Coloque no papel também algumas projeções financeiras. O material servirá como guia para os primeiros meses. Não é para ser um trabalho demorado — alguns sistemas, como o Business Model Canvas, facilitam esse trabalho. Caso não consiga fazer isso sozinho, procure instituições como o Sebrae.

Coloque um protótipo para funcionar

Cuidado para não levar meses planejando um produto completo e só no final descobrir que os clientes não gostaram. Construa um Produto Mínimo Viável (MVP), versão simplificada do que pretende lançar. Ofereça de graça a um grupo de clientes em potencial, em troca de feedbacks. O custo da evolução por etapas é menor do que o de uma pesquisa de mercado longa e tradicional.


Extraído de Revista PEGN: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/12/como-se-planejar-para-abrir-um-negocio.html


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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

5 dicas de liderança de empreendedores de sucesso para começar bem 2018

2017 está chegando ao fim e os últimos dias do mês de dezembro já estão aí. Esse é o momento ideal para fazer uma retrospectiva dos maiores destaques do mundo do empreendedorismo e coletar muita inspiração para começar 2018 com o pé direito. O site Inc. separou algumas das melhores lições de negócios ditas por grandes executivos ao longo da história. Confira:

1. Steve Jobs: contrate pessoas inteligentes. Depois deixa que elas lhe digam o que fazer

Jobs não apenas disse o conselho para servir de inspiração a outros empresários como usou ele para si mesmo, durante o processo de contratação na Apple. “Não faz sentido contratar pessoas inteligentes e dizê-las o que fazer. Nós contratamos pessoas inteligentes para que elas nos possam dizer o que fazer”, afirmou o ex-CEO da Apple.

2. Jeff Weiner: Aproveite 3 coisas que normalmente nós tomamos como sempre certo: saúde, amor e tempo

Em um pequeno tweet, o CEO do LinkedIn, Jeff Weiner, relatou como é importante dar atenção à saúde, ao amor e tempo para si mesmo. Esses três princípios moldaram o sucesso de Weiner tanto em sua carreira executiva quanto pessoal.

3. Bill Gates, Richard Branson e Warren Buffett concordam: Comunicação é fundamental

Os três bilionários são unânimes no que tange à relevância da habilidade de comunicação para o sucesso de um empreendedor. Pesquisas corroboram a mesma ideia: 85% do sucesso financeiro de empresárias é resultado da capacidade de se comunicar efetivamente, tanto em fala quanto audição.

4. Chip Bergh: o antídoto para um ambiente de trabalho tóxico é a transparência

Em entrevista para a New York Times, o chefe executivo da Levi Strauss & Co., Chip Bergh, a transparência é o segredo que impede que o escritório se torne um ambiente ruim e negativo. “Ser extremamente transparente cria confiança. Eu não sou grande fã de corporações em que as pessoas falam mal uma das outras pelas costas. [...] Você precisa ser muito claro sobre como quer operar e, caso não consiga, deve buscar outra equipe”.

5. Jack Ma: a única habilidade que importa na era das máquinas é exclusiva dos humanos

Enquanto ainda se discute se a inteligência emocional é mais relevante do que o QI no que diz respeito ao sucesso no mercado de trabalho, o bilionário Jack Ma, presidente do conselho de administração do Grupo Alibaba, explica que a resposta não é nenhuma das duas. “Se você quer ser respeitado, você precisa ter o quociente de amor, algo que as máquinas nunca terão”, disse o líder chinês. Segundo ele, não importa o quão inteligente as máquinas se tornem, os maiores problemas mundiais não serão resolvidos por elas, mas sim por seres humanos com habilidades de compaixão, compreensão e amor.


Extraído de Revista PEGN: http://revistapegn.globo.com/Negocios/noticia/2017/12/5-dicas-de-lideranca-de-empreendedores-de-sucesso-para-comecar-bem-2018.html


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terça-feira, 21 de novembro de 2017

7 dicas para inovar em seu negócio

Além da concorrência tradicional que está cada vez mais acirrada com a oferta de produtos e serviços em todos os mercados e setores, é preciso se preparar para sermos competitivos em uma era em que jovens empreendedores com DNA de inovação e startups enxutas estão mudando completamente a forma de como fazemos negócios e consumimos produtos e serviços. Confira três dicas dadas pelo consultor em inovação corporativa Marcio Kogut para quem quer inovar em seu negócio.
1. Comece inovando na gestão de TI da sua empresa
Exatamente! Não existe iniciar um processo de inovação na sua empresa se o CTO (Chief Technology Officer) não estiver tecnologicamente atualizado, acompanhando as transformações digitais e focado em buscar inovação. Durante mais de 15 anos prestando consultoria a diversas empresas, escutei desculpas sem fundamentos ditas por alguns profissionais para os executivos que acabavam criando uma sensação de pânico e medo abortando qualquer tipo de mudança, melhoria ou possível inovação. A maioria dos CEOs não tem conhecimento profundo em tecnologias e por isso é obrigada acreditar na palavra do diretor de TI. Um dos exemplos que posso citar é a questão da computação em nuvem (cloud computing)
2. Reveja toda sua tecnologia interna
Eu tenho absoluta certeza que 90% da tecnologia da maioria das empresas estão completamente ultrapassadas e custando infinitamente mais caras do que as tecnologias mais modernas de hoje. Desde links de internet, servidores de e-mails, equipamentos, softwares de gestão e de produtividade. Todos os equipamentos, softwares e a inteligência que você precisa para o seu negócio já existem melhores e mais baratos do que você usa atualmente através de SaaS (software as a service).
3. Busque inovação fora ou crie uma equipe com autonomia
Para conseguir avançar com um processo de inovação dentro da sua empresa é necessário criar um time novo, pequeno (1 a 4 pessoas) com autonomia e sem vínculos de amizades internas. Conecte esse time a uma empresa de inovação corporativa para mapear as dores, definir estratégias e objetivos além de condicioná-los a pensar e agir com a mentalidade de empreendedores e startups.
4. Promova encontros com empreendedores e seus startups
Os empreendedores e startups têm vontade e, principalmente, a disponibilidade para entregar uma solução rápida e resolver um problema de forma simples apenas com a expectativa de que, se conseguirem, a empresa poderá ser um cliente anjo.
5. Planeje menos, execute mais
Criar processos de inovação em empresas levam tempo e, muitas vezes, fracassam pela burocracia e cultura de certa forma engessada. Independente de planejamento, não será nada fácil e rápido criar uma cultura de inovação para mudar completamente a realidade do seu negócio, por isso, não perca tempo e dinheiro planejando demais e inicie de forma simples e rápida.
6. Pense grande e comece pequeno
Os inovadores bem-sucedidos "pensam grande" considerando a gama completa de futuros possíveis. Eles facilitam a inovação ao ousar buscar "pensamentos assassinos" para novos produtos e serviços que podem reescrever as regras e o negócio de uma companhia. Em contraste, os inovadores fracassados tendem a "pensar pequeno". Eles assumem a postura de que a mudança radical não será necessária e que nada irá afetar o modelo do seu negócio no futuro.
7. Não tenha medo de mudar completamente seu negócio
Uma prova de que esse tipo de decisão pode ser necessária e terá que ser encarada com coragem é a história da Kodak. Em 1975 um grupo de engenheiros da empresa desenvolveu a primeira câmera digital do mundo que pesava quase 5 quilos e fazia fotos apenas em preto e branco. As previsões estimavam que a câmera digital poderia se tornar viável num horizonte de 20 anos, mas os executivos preferiram manter a estrutura e negócio atual de vender filmes do que romper com a realidade e olhar para o futuro. Como se sabe, alguns anos depois a concorrência fez o negócio ruir.

Extraído do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/7-dicas-para-inovar-em-seu-negocio/121853/


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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cinco dicas fundamentais que você precisa saber ao empreender

Empreender, de uma forma ou de outra, está na alma dos brasileiros. E é no momento de maior dificuldade que esse espírito aflora. De acordo com um levantamento realizado pela Serasa Experian, de 955 mil novos negócios instalados no país entre janeiro e maio deste ano, 79% são formado por microempreendedores individuais, conhecido também como MEIs. De acordo com especialistas, isso acontece em razão do ainda frágil mercado de trabalho.

Mas a tarefa de iniciar o próprio negócio nem sempre é algo fácil e pode apresentar diversas dificuldades que precisam ser superadas. "O empreendedor precisa superar barreiras diariamente. Algumas das barreiras muitas vezes são tão grandes que chegam a parecer intransponíveis", avalia Luan Gabellini, empreendedor e sócio-fundador da Betalabs, empresa especializada em plataforma de gestão para o comércio eletrônico.

Para superar essa corrida de obstáculos, listamos abaixo algumas dicas de especialistas do que, de acordo com eles, é preciso saber ao empreender. Veja:

Gerencie bem os recursos

Dinheiro é tudo. Todo empreendedor já ouviu essa frase. E por mais óbvio que seja, é uma verdade que está presente mais do que nunca na vida de quem decide criar um negócio. "É preciso estar atento no controle financeiro, cortar quaisquer gorduras e domar o que estiver drenando o dinheiro", afirma José Alves Braga Neto, empreendedor e sócio-fundador da Nerd2.me, plataforma especializada em suporte técnico em informática. "Às vezes, pelas dificuldades do mercado ou mesmo da economia como um todo, é difícil conseguir aumentar a capacidade de entrada de dinheiro novo", aconselha.

Conduza bem o seu time

Em toda empreitada, um grande desafio sempre foi montar e conduzir o time, mesmo que reduzido, para o objetivo traçado. Por isso tenha em mente que é preciso ter pessoas que estejam bem alinhadas com o objetivo do negócio, afirma Walter Sabini Junior, empreendedor com mais de 20 anos de experiência e sócio-fundador da FX Retail Analytics. "Conseguir engajar o time para que tenham fé na liderança e a sigam é fundamental para que qualquer projeto saia do papel e se torne uma empresa", afirma.

Mude a mentalidade para a de "dono"

O desafio de sair de uma mentalidade de empregado para o de dono do negócio é muito comum entre novos empreendedores. É preciso superar essa dificuldade e entender que a partir do momento que você cria um negócio, a responsabilidade é completamente outra, avalia Gabriela Freitas, sócia-fundadora da Proxymedia, especializada em marketing digital de performance. “Não há faculdade, curso ou experiência corporativa que te ensine como empreender. Só a experiência de passar por isso te mostra os desafios diários que você vai enfrentar", conta ela.

Saiba como fidelizar seus clientes

O público que consome o produto ou serviço do seu negócio é parte fundamental do sucesso da empreitada. Por isso é importante saber como fazer para que ele seja fiel à sua empresa, conta Célio Antunes, empreendedor com mais de 30 anos de história e fundador do Grupo Educacional Impacta. "O maior desafio é conquistar e fidelizar clientes. É necessário se reinventar e inovar todo dia, porque senão sua empresa perece. Você precisa se antecipar aos desejos do cliente", conta ele.

Acredite na ideia do seu negócio

Constituir um negócio exige mais do que uma boa ideia, capacitação e análises de mercado. É preciso, acima de tudo, convicção que a empreitada é de fato um bom negócio e que pode dar frutos para o que ele se propõe. "Alguns aprendizados fundamentais na trajetória de um empreendedor são acreditar em si mesmo e direcionar suas ações de acordo com a sua intuição", aconselha Leonardo Santos, cofundador e CEO da Semantix, startup especializada em soluções de Big Data. "É indispensável nunca deixar de buscar conhecimento e estudar constantemente", complementa.

Extraído do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/cinco-dicas-fundamentais-que-voce-precisa-saber-ao-empreender/121343/

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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

5 dicas essenciais para definir o público-alvo do seu negócio

Como definir o público-alvo dos meus produtos?

O trinômio produto ou serviço, vendas e cliente é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Vendemos alguma coisa a alguém. Para que isso aconteça, este alguém precisa se interessar pelo que você tem a vender. Seu público-alvo é o conjunto de pessoas com maiores chances de interesse pelo que você tem a oferecer.

O seu público-alvo possui uma série de características relevantes o suficiente para que indiquem a maior ou menor chance de que potenciais clientes que pertençam a esse grupo queiram comprar o seu produto ou serviço. As características de seu público-alvo são de duas naturezas principais: Demográficas e comportamentais.

Enquanto a primeira indica, por exemplo, quem são, onde moram, idade, estado civil, se têm filhos, com o que trabalham, quanto ganham; a segunda descreve como vivem e o que fazem estas pessoas, por exemplo, o que compram, quanto gastam, entre outras características.

Dependendo do tipo de negócio ou do produto que você vende, algumas características podem ser mais relevantes ou não para indicar determinados comportamentos que impactam ou não na compra ou no interesse de seu público-alvo pela sua oferta.

No fim do dia, o que você precisa buscar é o comportamento de compra de seu público-alvo e quais os fatores – características – que o leva ou poderiam levá-lo ao seu negócio, ao seu produto ou ao seu serviço. O desafio é a captação destas informações e o uso com inteligência.

As redes sociais despejam segundo a segundo toneladas de informações sobre o comportamento do cliente, seus hábitos, como se deslocam e para onde, o quanto gastam e com o quê. A boa notícia é que a maior parte das redes sociais oferecem ferramentas interessantes para você se aproveitar desta informação – big data –  sem gastar muito dinheiro. Algumas voltadas para pessoas (B2C – business to consumer) outras para empresas (B2B – business to business).

Fala-se muito da inteligência artificial e do seu uso para, a partir das informações adquiridas, inferir ações a tomar. É uma questão de tempo para que este tipo de ferramenta se torne acessível. E você certamente não precisará esperar muito para que esteja em suas mãos.

Algumas sugestões simples poderão ajudá-lo neste trabalho, mesmo enquanto os benefícios da tecnologia ainda não estão todos disponíveis:

1. Busque informações: conhecer o mercado onde você vai atuar ou onde atua é importantíssimo. Reúna o máximo de informações sobre a demografia. Mas foque-se naquilo que tem relação com a sua estratégia, produto ou serviço. Não perca tempo com informações de menor relevância;

2. Segmente seu mercado: procure criar subgrupos dentro de seu mercado que possam ter comportamentos de compra semelhantes e trabalhe de acordo com estes segmentos. Com foco e ofertas assertivas suas chances de sucesso aumentam;

3. Crie ofertas assertivas: monte suas ofertas para que atendam aos requerimentos dos segmentos que identificou. Você pode até pensar em algumas necessidades ainda não identificadas pelo seu público, mas cuidado, procure atendê-lo no que ele precisa antes de inovar na oferta;

4.  Cuidado com o seu gosto pessoal: o que é bom para você não necessariamente é bom para o seu cliente. Não trabalhe suas ofertas baseado no que você acha, mas sim de acordo com o que você aprendeu dos segmentos e comportamentos de seus possíveis clientes, a menos é claro, que esteja trabalhando com segmentos cujos perfis sejam iguais ao seu.

5. Comunique, comunique, comunique: identifique os canais de comunicação mais adequados com os segmentos identificados e procure falar com eles utilizando a linguagem e a forma particular de cada um deles. O uso correto da abordagem e da linguagem vai tornar sua comunicação mais assertiva e despertar mais vontade do seu público de conhecê-lo melhor.


A definição do público-alvo não lhe garante o sucesso, mas certamente a falta vai levar você ao fracasso. Dê total atenção a esse passo.


Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/5-dicas-essenciais-para-definir-o-publico-alvo-do-seu-negocio/

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Como saber se minha ideia de negócio realmente vai ter sucesso?

Não é possível saber se a sua ideia de negócio será um sucesso, mas é possível ter uma ideia…

É natural que muitas pessoas que pensam em abrir um negócio almejem ter sucesso com a sua empreitada. Também é comum que boa parte delas resuma sucesso ao retorno financeiro esperado.

Por outro lado, muitos empreendedores, mesmo tendo sucesso financeiro, frustram-se quando descobrem que isso não é medido puramente pelo dinheiro que gera.

“As empresas precisam ter lucro como objetivo, do contrário, elas morrem. Mas se uma empresa é orientada apenas para ter lucro, também morrerá, porque não terá mais nenhum motivo para existir…” – costumava dizer Henry Ford.

Por isso, antes de pensar se sua ideia de negócio vai ser um sucesso, é preciso entender, verdadeiramente, qual é a sua definição de sucesso nos negócios.

A pesquisadora Betina Silvestri entrevistou centenas de empresários e empreendedores para entender como definiam sucesso e o resultado foi a sua tese de doutorado que explica que o sucesso pode ter, pelo menos, 67 definições, incluindo, sim, o sucesso financeiro, mas também aspectos associados à realização pessoal, impactos positivos na sociedade, aprendizagem contínua, reconhecimento público, estabilidade e segurança, entre outras combinações.

Depois de encontrar a sua definição verdadeira e sincera de sucesso nos negócios, é preciso pensar em quatro aspectos básicos:

1 — Sua ideia representa, de fato, uma grande oportunidade de negócios?

O primeiro aspecto diz respeito à inovação ou diferenciação da sua ideia em relação ao que já existe e é percebido pelo seu público-alvo.

Em geral, empreendedores de primeira viagem sofrem do Complexo de Narciso e sempre acreditam que possuem a melhor e mais inovadora ideia de negócio do mundo, mas quem determina isso são as pessoas que compõem o seu mercado.

Para entender se sua ideia é diferenciada ou inovadora, é preciso tangibilizá-la de alguma forma, seja por meio de protótipos, flyers, infográficos ou qualquer outro recurso que o potencial cliente consiga visualizar ou mesmo experimentar o negócio que pretende criar. E, daí, concluir que o que pretende criar é inovador ou, pelo menos, diferenciado.

2 — O mercado que você pretende atingir possui um tamanho adequado?

O segundo aspecto está associado ao tamanho de mercado adequado, o que tem impacto direto na rentabilidade da empresa.

Para entender o tamanho de mercado é preciso ter uma compreensão de dois conceitos sábio para qualquer empreendedor: Miopia de Marketing e Jobs to be done. Você deve entender que não está no mercado do produto em si, mas no do seu benefício. Assim, se perceber que um dos principais concorrentes da CacauShow é O Boticário, entendeu o que é Miopia de Marketing.

Já o conceito Jobs to be done defende que o cliente não compra apenas o benefício, mas compra algumas tarefas específicas (jobs) que aquele produto ou serviço entrega.


Dessa forma, um dos jobs que o cliente compra da CacauShow é uma opção de presente que surpreenda o presenteado. Se você entender que está no mercado do benefício e de jobs específicos, pode ter uma melhor compreensão do real tamanho e demanda de mercado.



Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/saiba-se-sua-ideia-de-negocio-realmente-vai-ter-sucesso-ou-nao/

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Três peças-chave para um negócio familiar de sucesso


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais de 90% das empresas constituídas no Brasil são familiares. Mas, muitas delas não estão preparadas para sucessão, um problema revelado através de números. De cada 100 empresas familiares abertas e ativas, apenas 30 sobrevivem à primeira sucessão e cinco chegam à terceira geração. Como evitar o fracasso? A coach da Effecta Coaching, Janaina Manfredini, revela que existem três peças fundamentais no processo de sucessão familiar:

1 - Sucedido: provavelmente, essa é a pessoa que construiu um patrimônio superando muitas dificuldades, com muito suor e esforço. Dirige a empresa ao seu modo e com as condições que tem. Em alguns casos, sem estudo e sem preparação técnica, aplicando aquilo que aprendeu de forma mais orgânica. Ou, ainda, com o pai. Então é essencial que o sucedido consiga confiar em seu sucessor, entenda a importância de profissionalizar o negócio e tenha um plano para o depois. Ou seja, o que irá fazer quando “passar o bastão”. Também é importante que ele se sinta parte do processo como um todo e esteja ciente que ninguém fará igual e que “diferente” não quer dizer ruim. E esse resultado pode até ser melhor!

2 - Sucessor: muitas vezes, é um filho único. Em outros casos, o mais velho de alguns irmãos. E, ainda em outros, o filho que terá de disputar com outros que nem são da família. É importante que essa pessoa tenha experiências além das fronteiras do patrimônio familiar e que tenha competências técnicas que sustentem sua gestão. O sucessor precisa honrar e respeitar o passado, levando adiante o que há de bom. É fundamental que entenda a importância de se preparar para transmitir confiança ao sucedido, traçando um plano de desenvolvimento contínuo para si, para sua equipe e para o patrimônio. Tem que se sentir desafiado e, ao mesmo tempo seguro e preparado o suficiente para o desafio. Uma dica importante é ter objetivos pessoais e profissionais alinhados com a empresa que irá assumir.

3 – Empresa: é o maior patrimônio. E o que quer que seja feito, deve ser para garantir o melhor para a empresa, e não para alguém. Muitas vezes, é a fonte de renda e sobrevivência de inúmeras famílias. Carrega consigo a história da família que a fundou, das pessoas que nela trabalharam e trabalham, e do mercado que movimenta e participa. É essencial que se tenha um líder/gestor suficientemente preparado, incluindo uma equipe competente e alinhada estrategicamente. Um plano estratégico de gestão, administrativo e financeiro que seja claro, conciso e seguro. Preserve o que funciona e se encaixa em novos contextos e tendências. Tenha espaço para inovação, expansão e dispositivos adaptados a novos contextos de mercado e tecnologia e torne a missão, visão e valores devidamente conhecidos e vividos por cada colaborador.
Muito mais do que os imprescindíveis e essenciais aspectos jurídicos, administrativos e financeiros, o processo de sucessão é um conjunto de técnicas e comportamentos necessários para a perenidade de um negócio. Essa tríade – sucessor, sucedido e empresa – precisa estar em perfeita sintonia. Afinal, um depende do outro. E para os três é essencial um plano estratégico concreto, aplicável e que dê resultados. Afinal, são as pessoas que movem as organizações.




Matéria retirada do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/tres-pecas-chave-para-um-negocio-familiar-de-sucesso/118838/

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Matriz de Gestão de Risco: analise os pontos críticos do seu produto ou serviço

Saiba o que é, como funciona e quando aplicar a Matriz de Gestão de Riscos, uma ferramenta que pode economizar tempo e recursos.

Quantas empresas você conhece que, mesmo tendo criado um negócio que resolve problemas interessantes, não atende a uma necessidade do cliente? Muitos empreendedores gastam fortunas com desenvolvedores, mesmo sem entender bem a tecnologia, lançam o produto no mercado sem estabelecer alguma parceria para viabilizá-lo, e esperam colher bons resultados em pouco tempo. Como já sabemos, na maioria dos casos, isso não acontece.

Os empreendedores acabam alocando tempo e dinheiro de maneira inadequada ao lançarem um novo produto ou serviço. Muitos nem ao menos fazem uma análise dos riscos que existem no processo de desenvolvimento de um produto e quais seriam as melhores ações para mitigá-los e aumentar as chances de sucesso. Essa análise prévia ajuda o empreendedor a gastar menos dinheiro e aproveitar melhor o seu tempo!

Pensando nisso, foi criada a Matriz de Gestão de risco, uma ferramenta que, quando bem aplicada, pode auxiliar a mapear e diluir os riscos no lançamento de um novo produto ou serviço, melhorando significativamente a gestão de seus projetos, aumentando a velocidade da entrada do produto no mercado, além de possíveis reduções de despesas em inovações. A ferramenta também é útil para investidores, porque acaba sendo uma outra maneira de analisar novas empresas.

Como usar

A Matriz de Gestão de Risco pode ser aplicada em inúmeras situações e para qualquer tipo de empresa, desde a pequena, que nem saiu do papel ainda, até o grande negócio. Basicamente, a ferramenta analisa 3 pontos de risco: usuário, mercado e técnico. Para cada um desses pontos, você responderá duas perguntas, atribuindo uma nota que vai de 1 a 5, de acordo com o quanto concorda com as afirmações que estarão dispostas no quadro.

Depois de finalizar as 3 etapas, a ferramenta calcula automaticamente quanto do seu capital está em risco no lançamento desse produto ou serviço. Com essa primeira análise, você já conseguirá visualizar alguns pontos que podem ser melhorados ou mais bem estudados, mas eles ainda são apenas uma amostra dos fatores que impactam um projeto.

Por isso, para ajudá-lo a ter uma visão mais aprofundada, na segunda aba da planilha você encontrará a Matriz de Gestão de Risco, com outros pontos que influenciam na concepção, desenvolvimento e lançamento de um novo produto ou serviço. Nessa mesma aba você terá acesso a um vídeo que explica a importância de cada parte da Matriz e as suas implicações dentro de um projeto. Além disso, você também terá acesso a estudos feitos com empresas reais que aplicaram a ferramenta em seu negócio.



Quer saber mais? CLIQUE AQUI e baixe a ferramenta!



Matéria extraída do site Endeavor Brasil: https://endeavor.org.br/matriz-de-gestao-de-risco-inovar-nao-precisa-ser-sinonimo-de-correr-risco/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cinco dicas para você aplicar em seu negócio em 2017

Começamos 2017 ainda com a ressaca da crise econômica do ano que demorou, mas finalmente passou. O cenário de juros elevados e o alto índice de desemprego resultaram numa queda de 6,6% da atividade do comércio no Brasil, o pior resultado desde os anos 2000, segundo o Serasa Experian. O biênio 2015/2016 foi o pior da história do país, superando 1930/1931, reflexo da famosa crise de 29. Mas, é hora de virar a página.
A expectativa dos economistas é que este ano será melhor que 2016, mas a atividade econômica deverá se recuperar pra valer a partir do segundo semestre. Isso porque a inflação deve perder ainda mais força ao longo do ano e o tão desejado corte da taxa de juros pelo Banco Central deve continuar, favorecendo a retomada dos investimentos. Há uma grande expectativa de juros de um dígito até o final do ano.
Sendo assim, deixo alguns conselhos de gestão para serem aplicados em sua empresa em 2017:
1) Fique atento ao caixa: use o primeiro trimestre, que ainda promete ser economicamente fraco, para se atentar ao caixa. Foque na liquidez da empresa para que ela tenha real poder de investimento quando a economia começar a dar sinais mais significativos da sua recuperação.
2) Repense processos: o início do ano ainda sem muita movimentação é uma excelente oportunidade para a revisão dos processos. Estude o que precisa ser melhorado, o que precisa ser implantado e até mesmo o que tem de ser eliminado. Torne rotina as boas práticas adotadas em tempos de crise, que trouxeram redução de custos e/ou aumento da produtividade.
3) Aprimore sua equipe: ainda pensando nos primeiros meses do ano, avalie o seu quadro de funcionários e veja como pode melhorar o desempenho de cada um. Tenha certeza de que estará cercado por profissionais competentes e comprometidos quando a retomada da economia chegar.
4) Tire alguns projetos da gaveta: a partir do segundo semestre é hora de tirar as boas ideias da gaveta e apostar nelas. O mercado, em especial o varejo, precisa de constante inovação para atrair e fidelizar clientes. Não economize na criatividade.
5) Na dúvida, procure ajuda: não tenha medo e muito menos vergonha de buscar orientação de algum especialista ou alguém que tenha mais experiência em negócios. A troca de ideia é necessária e extremamente saudável no empreendedorismo. Instituições como o Sebrae e a ABF (Associação Brasileira de Franchising) oferecem cursos bastante interessantes.
O novo ano que começa certamente trará resultados muito positivos para quem souber se organizar e aproveitar as oportunidades deixadas pelas empresas menos preparadas e que vão demorar mais tempo para perceber que o pior já passou.

Extraído do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/cinco-dicas-para-voce-aplicar-em-seu-negocio-em-2017/116771/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

7 passos para finalmente abrir um negócio em 2017

O ano de 2017 traz novos ventos econômicos. Com isso, muita gente que até imaginava virar empreendedora, mas tinha receio de enfrentar anos de recessão, resolveu tomar coragem e adicionar o negócio próprio na lista de promessas.
“Há um consenso dos economistas de que a economia vai fazer um movimento contrário neste novo ano: a descida do crescimento se tornará uma subida, ainda que seja algo lento e gradual. É uma época que vai ser diferente, porque as expectativas também são diferentes”, analisa Gilbeto Braga, professor de finanças do Ibmec/RJ.
Com isso, alguns setores podem começar a crescer neste semestre e, principalmente, no próximo. “É uma boa época para procurar negócios e pesquisar o segmento certo, o lugar certo e o momento de abertura certo”, completa Luis Henrique Stockler, da consultoria ba}STOCKLER.
Além disso, Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, prevê que algumas medidas podem ser aprovadas neste ano para melhorar o ambiente empreendedor.
A principal delas é a redução do tempo de abertura de empresas que se encaixam no programa Simples Nacional: esse período passaria de 102 para 5 dias. “Em Brasília, já conseguimos estabelecer um padrão de países desenvolvidos, que é um prazo de 2 dias para a abertura de negócios. Agora, o próximo alvo é a cidade de São Paulo.”
Ficou animado com as perspectivas de 2017 e quer, finalmente, abrir seu primeiro negócio próprio? Confira, a seguir, alguns passos essenciais para isso:

1. Pesquise bem o que você irá fazer
O primeiro passo de um negócio é, claro, ter uma ideia. Porém, apenas uma ideia não forma um negócio de sucesso: é preciso verificar se ela condiz com a realidade.
Por isso, um dos primeiros passos para empreender é realizar uma boa pesquisa de mercado. “Pesquise quem é seu público-alvo ideal, quem são seus concorrentes e, principalmente, qual será a sua proposta única de valor, o seu diferencial”, aconselha Stockler.

2. Elabore um plano de negócios e faça o teste
Agora que você já pesquisou as condições do seu futuro mercado de atuação, é preciso estruturar sua empresa de forma mais detalhada.
Como? Fazendo um bom plano de negócio, colocando aspectos como atividade principal, proposta de valor, público-alvo, parcerias estratégicas, fontes de receita e estrutura de custos.
Sobre dimensionar o capital necessário, um aviso: sempre se prepare para talvez gastar mais do que você estima. “Não dá para pensar em tudo que pode acontecer com uma empresa: imprevistos ocorrem. Por isso, se seu capital estimado for de 100 mil reais, guarde 150 mil reais, por exemplo.”
Se você não sabe como estruturar um plano de negócios, há diversas metodologias que facilitam o trabalho. Uma das mais conhecidas é o Business Canvas Model, por exemplo. Também há sites e instituições que ajudam nesse planejamento, como o Sebrae.
“O plano de negócios é importante porque diminui a margem de erro no início na operação. Mesmo que você precise de um profissional para isso, é um investimento que se paga no futuro”, completa Braga, do Ibmec.
Vale lembrar que o plano de negócios também inclui a construção de um Mínimo Produto Viável (MVP): uma versão simplificada do que você irá oferecer, que deve ser testada entre seus clientes potenciais. Se a resposta deles for positiva, é hora de realmente investir o capital projetado.

3. Avalie pontos comerciais
Um dos poucos lados bons em uma crise econômica é que quem abrir um negócio encontra melhores condições de negociação com seus fornecedores, diante da falta de demanda. É o caso, por exemplo, dos pontos comerciais para aluguel.
Por isso, se seu negócio precisa de uma sede física para operar, é uma boa hora para pesquisar. “Há muitos imóveis comerciais com descontos ou com multas anteriores perdoadas, e isso significa uma redução significativa no seu investimento inicial”, ressalta Braga, do Ibmec.

4. Procure estudar mais sobre gestão e mentalidade empreendedora
Outro passo muito importante para abrir sua própria empresa é abandonar a mentalidade de funcionário: ou seja, pensar apenas no seu setor de atuação.
Ao estudar conceitos de gestão, que costumam ser mais amplos e abranger diversos setores, você começará a pensar mais como um empreendedor – unindo sua habilidade inovadora a uma visão estratégica da empresa. “Sem essa mentalidade, o negócio não vira. É como dirigir: quem não sabe acelerar direito, capota na primeira curva”, ressalta Afif, do Sebrae.
Assim como no plano de negócios, é possível aprender mais sobre administração empresarial por meio de materiais gratuitos e online.

5. Arranje um mentor
Caso você seja um empreendedor de primeira viagem, tudo isso pode parecer uma tarefa muito complicada.
Por isso, pode ser uma boa ideia arranjar um consultor ou mentor de negócios – seja de maneira formal ou simplesmente pedindo conselhos a quem já passou por essa experiência.
“É sempre bom o iniciante ter um consultor sênior: alguém que tem uma visão que esse empreendedor de primeira viagem, por falta de experiência, não tem”, defende Afif.
Esse mentor poderá ajudá-lo tanto na etapa de concepção do plano de negócios quanto no futuro, quando sua empresa passar por problemas mais específicos – além de contribuir para a formação do seu networking no mundo empreendedor.

6. Faça um calendário de atividades
Você já tem uma ideia, um bom plano de negócios, um teste com seu público-alvo, um ponto comercial e até um mentor para ajudá-lo com suas futuras dúvidas. Agora, é hora de realmente partir para a ação: crie um calendário de atividades e faça sua empresa acontecer.
Para não perder os detalhes de cada uma das tarefas e se enrolar no planejamento, Stockler recomenda usar uma metodologia chamada “5WH2”. Derivada do inglês, a sigla elenca sete perguntar que você deve responder sobre cada atividade que fizer: o quê (“what”), por quê (“why”), quando (“when”), onde (“where”), quem (“who”), como (“how”) e quanto (“how much”).

7. Estabeleça uma presença digital
Uma dessas atividades, diz Braga, é a elaboração de uma presença digital – mesmo se sua empresa ainda nem abriu as portas.
“É uma tarefa de custo baixo, mas que agrega muito valor à empresa. Você já ganha um ponto de diferenciação em relação aos seus concorrentes se tiver uma boa presença e os consumidores conseguirem saber mais sobre seu negócio”, ressalta o docente do Ibmec. “Além de divulgar seu produto ou serviço, sua marca também começa a ser lembrada pelas pessoas, incluindo seu público-alvo.”



Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/7-passos-para-finalmente-abrir-um-negocio-em-2017/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Dicas para empreender em 2017

O novo ano está chegando e com ele a expectativa de uma economia estabilizada e um ambiente favorável para empreender. Pensando nisso, reunimos dicas de negócios, de sete empreendedores de diversos setores para o ano que está por vir.
1. Entenda o seu mercado
A crise fez com que os brasileiros consumissem de forma mais consciente, especialmente os itens não essenciais. Consequentemente, o consumidor ficou mais atentos às promoções como forma de manter os hábitos de lazer e entretenimento, apesar do cenário macroeconômico adverso. Acredito que a crise econômica e política do Brasil durará ainda um tempo, mas o mercado de tecnologia tem caminhado de forma descolada da economia, mostrando importantes taxas de crescimento mesmo durante a crise. Todas as vezes que as crises surgem, há também oportunidades de negócio. Com a alta do dólar, a importação se torna uma opção mais cara, então há mais oportunidade para negócios nacionais. Mas, antes de tudo, entenda o seu mercado, diz Alex Tabor, CEO do Peixe Urbano.
2. Aproveite o “despertar” do mercado para empreender
De acordo com Tomas O’Farrell, co-fundador da Workana, plataforma de trabalho freelance que possui atuação em toda a América Latina, 2016 foi bastante impactado pelo cenário de crise, principalmente na área de investimentos, já que muitas empresas ficaram mais cautelosas e decidiram esperar as movimentações do mercado para voltarem a investir em novos negócios. Porém, segundo o executivo, o mercado já está começando a “despertar-se” da crise e ser mais ativo, o que vai impulsionar o crescimento de novas iniciativas e investimentos. Dessa forma, segundo O’Farrell, esse é um bom momento tirar sua ideia do papel.
3. Invista em soluções que, de fato, mudem a vida das pessoas
Rafael Heringer, co-fundador do Jurídico Certo, aponta que momentos de crise sempre são uma grande oportunidade para que empreendedores foquem em mercados carentes e em soluções que possam resolver problemas relevantes. O executivo ainda aponta que, em 2017, o mercado irá se comportar completamente diferente do ano de 2016, principalmente com o crescimento do índice de confiança. “Isso indica que vamos ter mais pessoas comprando e consumindo, além de mais empresas investindo, o que é um ótimo momento para quem busca empreender”, comenta Heringer.
4. Invista a longo prazo
O Zarpo, agência de viagens online focado na experiência de compra do usuário, continuará focado em desenvolver sua proposta no mercado, oferecendo uma seleção de viagens de grande qualidade com os menores preços disponíveis, assim como um atendimento especializado. “O mercado continua tendo muitas oportunidades de inovar para quem está bem estruturado e tem algum diferencial dos outros players’’, confirma Alexis Manach, co-CEO e co-fundador da startup. Para o empreendedor, a chave do sucesso está no investimento em um time forte e consolidado, além das vantagens competitivas de longo prazo. Ao investir em longo prazo, mesmo durante a crise, a empresa se tornará ainda mais forte quando o mercado voltar a melhorar.
5. Marketing é sinônimo de ROI
Para Anna Lebedeva, PR Manager Global de SEMrush, a crise influenciou o marketing digital em termos de ROI (retorno sobre o investimento) sobre o marketing em geral. “As empresas querem ter certeza de que o dinheiro que gastam com marketing traz alguns resultados mensuráveis que podem legitimar o valor gasto. É por isso que a demanda por ferramentas que podem medir todo o tipo de sucesso on-line está aumentando significativamente. Acredito que há muitas coisas relativamente novas recebendo mais atenção: 1) o streaming de vídeo ao vivo irá deslanchar conforme os usuários de mídia social exigirem mais conteúdo em tempo real. 2) Realidade Aumentada e Virtual vão mudar a forma como os marketeiros podem se envolver com os clientes e conduzir experiências para além do que é possível hoje. 3) As empresas precisarão descobrir o que um cliente quer exatamente e entregar a comunicação da maneira mais adequada para cada indivíduo numa abordagem pessoal”, conclui Anna.
6. Menos é mais
Na opinião do especialista em finanças e fundador do Kitado - plataforma gratuita e online de negociação de dívidas -, Paulo de Tarso, a crise econômica gerou incertezas e impactou negativamente em quase todos os mercados, o que refletiu na redução de investimentos e redução de custos por parte do empresariado. Por isso, na visão do especialista, é importante apostar em negócios que resolvam problemas reais, certificando que existe um público-alvo relevante e que os custos sejam adequados para as receitas esperadas. “Estamos vivenciando uma crise financeira, por isso, a minha sugestão é cuidar especialmente com a capacidade de investimentos, buscando ter capital adicional para ter fôlego e prevenir-se de problemas inesperados”.
O especialista também sugere focar na eficiência de custos para tornar o negócio viável, mesmo em momentos de crise, e que os empreendedores foquem na execução, definindo o plano anual, concentrando-se a executá-lo com excelência e disciplina. “Busque sempre se diferenciar a partir de uma proposta de valor que resolva problemas reais, ou seja, inove, inove e inove”, diz o empresário.
7. Novas ideias
Para o diretor de produtos e sócio-fundador da Alura, Paulo Silveira, tanto o mercado convencional quanto o digital sofreram com a retração de 2016. “Tecnologia e educação são dois mercados onde a crise costuma atingir por último, e este ano vimos isso acontecer”, diz. Para o empresário, a dica para o próximo ano é focar em um budget factível, evitando a possibilidade de sangrar a empresa por muito tempo. “Faça testes rápidos e baratos, pivotando caso não dê certo. Agora se faz ainda mais essencial essa matemática”, explica.
Além disso, Silveira aconselha a não faltar implementações de ideias novas. “Nós, da Alura, devemos lançar dois novos produtos no decorrer do ano. É necessário aproveitar a chamada crise para se posicionar em novos mercados, na esperança de que, quando houver a melhora, já estaremos bem posicionado”, explica.

Extraído site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/dicas-para-empreender-em-2017/115640/