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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

21 dúvidas de quem já tem uma empresa funcionando

Quem é empreendedor já sabe: sempre surgem novas dúvidas com relação aos mais variados aspectos de um negócio.
Pensando em ajudar os donos do próprio negócio a ser mais assertivos nos processos de tomada de decisão, listamos questões que surgem na cabeça de empreendedores que já têm empresas funcionando e mostramos que caminho seguir. Confira:

1. O que fazer e não fazer na hora de cortar custos?
Só corte custos se for para fazer uma economia significativa e, na medida do possível, evite provocar insatisfação ou desmotivação entre os seus colaboradores. Comunique os motivos de forma clara e transparente e procure não demitir pessoas das quais você poderá precisar em breve.

2. Como delegar responsabilidades?
Esse é um dos grandes desafios enfrentados pelos empreendedores. Chega um momento em que se percebe que a empresa cresceu a um ponto em que é impossível cuidar de tudo. Delegar implica confiança. Busque pessoas que tenham competências mais desenvolvidas do que as suas e que, acima de tudo, pensem no bem da empresa como se fossem você.

3. Quais os benefícios e riscos de delegar responsabilidades?
Os principais benefícios são trazer novas competências à empresa e dar a você mais tempo de lazer e para preparar pessoas para sua sucessão. Os riscos ocorrem quando o processo não é planejado e feito em regime de emergência.
Escolher pessoas inadequadas pode obrigar o empreendedor a arcar com as consequências da falta de competência ou de honestidade, além dos custos da substituição do profissional.

4. Um concorrente está ameaçando a minha sobrevivência. O que fazer?
Nunca se acomode diante da concorrência. Fique continuamente atento aos casos de sucesso, inclusive de empresas menores que ainda podem vir a ser concorrentes. Tenha sempre planos de crescimento e de reação, para não ser pego de surpresa. Empresas que agem primeiro costumam ser as vencedoras.

5. Que cuidados devo ter com fornecedores?
Evite depender de apenas um ou de poucos. Ao escolher um fornecedor, pesquise a saúde financeira da empresa e dos sócios, procure saber quais são as políticas de qualidade e de respeito aos trabalhadores, à legislação, ao meio ambiente e à responsabilidade social.

6. O que fazer quando os preços das matérias-primas aumentam?
Não fique dependente de um único fornecedor e procure opções que permitam negociar o aumento. Calcule quanto conseguirá repassar aos preços e busque formas criativas de fazê-lo. Caso não haja margem para reajustes, busque melhorar a produtividade ou identifique outros produtos que possam ter o preço aumentado como compensação.

7. Há consultorias ou instituições que ajudem empreendedores em início de carreira?
Sim. Procure as que tenham empreendedores entre os sócios e colaboradores e possam compartilhar experiências e casos de sucesso.
Essas consultorias muitas vezes aceitam cobrar um pouco menos no início para ter uma participação maior no sucesso futuro do negócio. Existem também instituições não-governamentais, como a Endeavor, que tem conteúdos para capacitação de empreendedores em diversos estágios.

8. Alguns de meus colaboradores querem ir embora. Como evitar?
A melhor forma de reter pessoas é propiciar crescimento pessoal. A isso estão associados aspectos como treinamento, plano de carreira, orgulho corporativo e confiança no futuro da empresa, entre outros. No entanto, se a decisão já estiver tomada, ajude o colaborador demissionário a fazer a transição, com maturidade e sem rancor.

9. Devo oferecer participação societária aos colaboradores?
Muitos empreendedores se empolgam e oferecem participação societária antes da hora. É necessário perceber no colaborador, além do senso ético, atributos que agreguem valor ao negócio de forma progressiva e consistente. Quando houver essa segurança, aí sim deve-se partilhar a sociedade.

10. Como estabelecer processos que aumentem a produtividade?
Observe os processos atuais e meça quanto se produz em determinados períodos de tempo. Analise quais etapas do processo podem ser otimizadas.
Ouça os colaboradores envolvidos na produção, anote ideias, pesquise centros de inovação e redesenhe os processos. Ponha em prática, volte a medir os resultados e compare.

11. Como definir a capacidade produtiva?
Capacidade produtiva é o máximo que se consegue produzir em um determinado período de tempo. Isso pode ser traduzido, por exemplo, em produtos finalizados em um dia.
A medida é importante, pois permitirá que a empresa se posicione em relação aos pedidos ou à necessidade de estoque, antecipando com a maior precisão possível a necessidade de mão de obra, matéria-prima e até de investimentos necessários para a compra de equipamentos

12. Recebi a visita de um fiscal que me pediu propina. Como devo agir?
Para evitar que isso aconteça, proceda sempre de acordo como as leis tributárias, trabalhistas, ambientais etc. Isso posto, nunca cogite dar propina. Lembre-se: não existe corrupto sem corruptor. Denuncie!

13. Alguns fornecedores prometem vender mais barato se não tiverem que dar nota. Que fazer?
Não caia nessa tentação. A venda sem nota, além de ilegal, não garante ao comprador nenhum direito de reclamação relacionada à qualidade do produto. Ao comprar sem nota, também não se sabe a procedência do produto. Não se arrisque.

14. Como fazer um bom controle de estoque?
Deve-se evitar basicamente que faltem produtos ou que sobrem em demasia. É importante fazer previsões de vendas realistas, considerando sazonalidade, tipos de produtos que mais saem, períodos mais propícios para compra dos insumos, capacidade produtiva e eficiência.
A partir dessas informações, o gestor será capaz de estabelecer o ponto ideal de estoque e com isso gerir as outras variáveis, como produção e compras.

15. Como cobrar qualidade dos colaboradores?
A primeira medida é estabelecer critérios. Com essa definição, é possível fazer avaliações de desempenho que gerem prêmios e bônus.

16. Preciso cortar custos. Como evitar demissões?
A primeira regra para evitar ser pego de surpresa por uma necessidade de corte de custos é planejar e gerenciar as finanças criteriosamente. Também considere que os custos de demissão e de eventuais recontratações e treinamentos podem ser muito maiores do que tentar manter pessoas-chave.
Se demitir for inevitável, comece pelos colaboradores com pior desempenho ao longo do tempo. Aproveite a ocasião para reavaliar a quantidade de pessoas necessárias para o trabalho diário.

17. Como evitar ações trabalhistas?
Siga rigorosamente a legislação relativa à sua atividade econômica. Não faça acordos que no futuro possam ser motivo de processos judiciais. Não deixe de cumprir os encargos gerados pela formalização da relação trabalhista com seus colaboradores e lembre-se: nunca deixe de registrá-los.

18. O que fazer para evitar ações trabalhistas em que e-mails podem ser usados como comprovação de horas trabalhadas?
Respeite os horários de descanso previstos em lei. Não faça solicitações nem suponha que o colaborador tem obrigação de ler e-mails nesses períodos. Isso será útil para que você também valorize e aproveite os momentos que devem ser dedicados a si mesmo e à sua família.

19. Contraí muitas dívidas. O que fazer?
Primeiramente, saiba separar a vida pessoal e a da empresa. O empreendedor deve saber apertar o próprio cinto se for necessário, abrindo mão de pró-labore e outros benefícios. Se você realmente acredita no negócio, considere fazer aportes, mesmo que isso signifique venda de ativos pessoais.
Se não tiver recursos para tal, pense na busca de um sócio ou na contratação de consultorias especializadas em reestruturação de dívidas, que podem ter os honorários vinculados aos bons resultados. Tente trocar dívidas de curto prazo por dívidas de prazo maior.

20. Como fazer para aumentar os meus preços?
Pesquise os preços da concorrência. Veja o que oferecem e o que cobram. Faça uma análise de seus custos e produtividade e veja se ainda consegue melhorar a rentabilidade.
Caso a única saída seja aumentar o preço, garanta que todo o seu pessoal adote o mesmo discurso sobre os motivos desse aumento e procure oferecer algumas vantagens ou opções ao cliente para minimizar o impacto.




Extraído do site PEGN: http://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2016/10/21-duvidas-de-quem-ja-tem-uma-empresa-funcionando.html

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

3 estratégias práticas para falarem bem do seu negócio

Aquele velho ditado “falem mal, mas falem de mim”, definitivamente, não é mais válido nos dias atuais, em que reputação é tudo e ajuda muito a vender e a ampliar os negócios. Mas como fazer as pessoas conhecerem a sua empresa e ainda falarem bem?
Este tema precisa estar na pauta permanente de todas as companhias. Uma prova disso é que toda grande empresa investe muito na construção da sua reputação, no seu posicionamento e no relacionamento com todos os stakeholders, ou seja, com os seu público de interesse: clientes, colaboradores, possíveis clientes, fornecedores, parceiros, formadores de opinião e também com a comunidade.
Essa construção de imagem positiva é permanente e não acontece do dia para a noite, mas preparamos três passos simples para que você possa estruturar o seu plano de ação hoje mesmo:
1- Cotidiano: No seu dia a dia, em todos os momentos, seja verdadeiro, honesto, positivo e transparente! Ninguém vai falar bem do seu negócio se ouvir reclamações de clientes ou funcionários nas redes sociais. E, acredite, se houver motivo, eles falarão tudo nesses canais.
2- Plano de ação: Liste os seus principais públicos e crie um plano rápido de ações semanais. Talvez possa começar com clientes, funcionários e com a comunidade.
3- Avaliação: Periodicamente, avalie os resultados, ouça a conversa das pessoas, agradeça, responda cordialmente e aprenda com esses retornos.
Como sabemos que o seu cotidiano é bem agitado e que não sobra muito tempo, para facilitar, reunimos as três principais ações para começar um relacionamento positivo com os seus públicos e levá-los a falar bem do seu negócio:
1- Para os colaboradores: se não der para falar pessoalmente, você pode ter um grupo fechado no Facebook, por exemplo, para elogiar as atitudes positivas, contar novidades antes de lançá-las, mandar mensagens de motivação e até compartilhar curiosidades da história da empresa. Hoje também há redes sociais corporativas, com ferramentas específicas para essas interações!
2- Para os clientes: invista em técnicas de encantamento e no bom atendimento, inclusive nas redes sociais. Vale a pena monitorar o que estão falando da sua marca e entrar nessa conversa. Se alguém está com uma imagem negativa sobre a sua marca, descubra o que ocorreu e tente reverter o caso. Muitas vezes uma mensagem gentil, um telefonema e até um convite para conhecer a empresa ao vivo podem mudar a percepção.
Outra ideia é prestigiar quem está falando bem, com ações de valorização. Convide os seus clientes para curtir a página e participar de promoções. Você pode fazer ações rápidas e com investimento mínimo nas redes sociais, para ampliar o seu relacionamento com as pessoas e levá-las a falar bem do seu negócio.
3- Comunidade digital: dê algo de valor para esse público, por meio das redes sociais. É uma das estratégias mais fortes para que falem bem da sua marca e também para atrair mais pessoas para a sua página. Pode ser um vídeo ou e-book ensinando a usar melhor o seu produto ou serviço, para aumentar a vida útil e evitar a manutenção, por exemplo.
Pense no seu negócio e nos problemas que ele resolve e tente levar essas soluções e dicas, gratuitamente, para o maior número possível de pessoas. Talvez você já tenha ouvido falar sobre marketing de conteúdo ou no inbound marketing, que estão muito comentados no meio digital atualmente. O fundamento dessa estratégia é exatamente dar conteúdo de valor às pessoas, para ampliar a base de interessados, criar conexão e relacionamento com essas pessoas, gerar confiança e comentários positivos, além, claro, de atrair mais vendas.
E não se esqueça que ter uma página bem cuidada, com posts todos os dias, nas principais redes sociais, é vital para qualquer negócio.
O importante é começar agora, de onde você está! Não espere o amanhã. Desafie-se a fazer três ações por semana com esse objetivo, para os seus públicos, por mais simples que sejam.
O importante é fazer, não parar, e não esquecer de responder aos comentários das pessoas. Aproveite para medir o que funciona melhor e investir mais nesse caminho.

Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/3-estrategias-praticas-para-falarem-bem-do-seu-negocio

quarta-feira, 27 de julho de 2016

7 dicas de gestão de pessoas para micro e pequenas empresas

Ser empreendedor requer grandes esforços e dedicação. Além de cuidar do negócio, das finanças, também está sob sua responsabilidade a contratação e organização da força de trabalho. Devido à alta rotatividade e à falta de expertise na área de RH, um dos desafios das micro e pequenas empresas é estar atento à retenção e ao desenvolvimento de seus funcionários.

Atrair, selecionar, preservar a integridade física e emocional e criar um bom ambiente deve fazer parte do dia a dia de toda a companhia. Francisco Teixeira Neto, especialista da Fundação Nacional da Qualidade, comenta: “Cuidar bem dessas questões pode impactar na oferta de produtos e serviços mais competitivos e atrativos para o mercado, mesmo para empresas com poucas pessoas”. 

Teixeira também comenta que o sucesso das organizações está muito ligado às pessoas que integram a empresa e “a gestão feita de forma eficiente possibilita que isso ocorra”. Confira algumas dicas para que as micro e pequenas empresas busquem a excelência na área de gestão de pessoas e que nem sempre são praticadas no dia a dia.

1. Contrate a pessoa certa
Contar com pessoas dispostas ou disponíveis para ocupar o cargo nem sempre resolve o problema. Em novas contratações, é preciso avaliar se a pessoa possui o perfil adequado para a vaga. Ou seja, o candidato precisa ter as competências para a função, além de se identificar com o negócio e os valores da companhia.

2. Avalie as competências de seu colaborador
A competência tem como base conhecimento, habilidade e atitude. O conhecimento e a habilidade podem ser desenvolvidos com capacitação e treinamentos. No entanto, possuir a atitude desejada nem sempre está explícito no colaborador e precisa ser investigado mais profundamente.

3. Ofereça benefícios e atrativos
Não é apenas o salário que mantém motivado um funcionário. Naturalmente, salários compatíveis com o mercado para a função são desejáveis, mas uma empresa pode compensar eventuais diferenças com benefícios ou outros atrativos que nem sempre implicam custos adicionais. Por exemplo: flexibilidade de horário, trabalho a distância, participação do processo decisório etc.

4. Integre sua equipe 
Assegure que os funcionários que atuarão diretamente com o novo colaborador tenham oportunidade de participar do processo seletivo. Afinal, para um bom trabalho em equipe, é importante que existam afinidades, para que o clima organizacional não fique prejudicado com a contratação de uma pessoa que não se alinhe ao grupo.

5. Trabalhe o feedback
Prepare, de forma atrativa, seus colaboradores para a cultura de dar e receber feedback. Tal atitude impacta positivamente no desempenho da organização, pois evita desperdícios de tempo lidando com intrigas e mal-entendidos.

6. Promova o job rotation 
O “rodízio de funções” estimula os colaboradores a vivenciarem o trabalho feito por outros colegas, além de promover a visão sistêmica, a sinergia, a empatia e a melhoria de processos.

7. Capacite e desenvolva as pessoas
Muitas vezes, a capacitação e o desenvolvimento da equipe podem ser feitos “dentro de casa”. Isso não substitui ou exclui a realização externa, mas pode ser uma opção quando há escassez de recursos, bem como uma forma de estimular as pessoas a descobrirem ou desenvolverem novas competências.


Matéria retirada do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/7-dicas-de-gestao-de-pessoas-para-micro-e-pequenas-empresas/112056/