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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Conheça formas de se capacitar para abrir um negócio

Os empreendedores nascem prontos para empreender ou podem se desenvolver? É evidente que a experiência ganha com o passar dos anos nos ajuda a moldar nossa forma de agir e de gerenciar nossos negócios.

Teoricamente não precisamos de um diploma ou de certificação para montarmos um negócio. Basta querer empreender. Alguns empreendedores inclusive não acreditam em capacitação e às vezes têm até preconceitos.

Mark Zuckerberg, Bill Gates, Steve Jobs, Silvio Santos e Samuel Klein são exemplos de empresários muito bem sucedidos que conseguiram vencer sem ter um diploma de faculdade. Estes são os famosos bem sucedidos, mas inúmeros outros sem estudo tentaram, não conseguiram sucesso e quebraram.

Dados do Sebrae indicam que 23% das micro e pequenas empresas fundadas fecham em até dois anos. Já o IBGE afirma que até 60% das empresas fundadas há 5 anos pararam suas operações. Os principais motivos para a quebra são a falta de capacitação, experiência, clientes e capital de giro.

Ninguém tem todas as competências já desenvolvidas, nem mesmo adquiriu todo o conhecimento necessário para empreender. Não basta ter ideia, intuição, dinheiro, garra, paixão, experiência ou boa vontade. É necessário técnica. Mas por que capacitar-se para abrir seu negócio? Quais os benefícios?

Capacitação é essencial para o empreendedor pois o ajuda a cortar caminhos no desenvolvimento da empresa, melhorando suas percepções, ajudando a prevenir riscos e principalmente no desenvolvimento de uma metodologia de gestão organizada e não apenas intuitiva.

Há outros fatores positivos como a aceleração do desenvolvimento da empresa, melhorando o entendimento do negócio e ajudando na disseminação das melhores práticas de gestão. Além disto, a inserção do empreendedor num ambiente de estudos o estimula à troca de informações, aumentando seu networking e inclusive gerando negócios.

Diversas opções

O empreendedor não precisa necessariamente passar por um programa formal de estudos, apesar de que um curso bem organizado possa trazer grandes benefícios. Porém, hoje há inúmeras formas de capacitação disponíveis para nos ajudar a empreender.

Atualmente a disponibilidade de informações para capacitação na internet é enorme. O problema é que há muitas informações e cursos de baixa qualidade. Como a internet é um canal aberto, todos podem dar suas opiniões e de alguma forma vender ou dar dicas. Contudo, muitos não têm expertise nem credibilidade para isso.

Sendo assim, apesar da abundância de possibilidades, procure capacitar-se com cursos, informações, textos e vídeos de pessoas ou escolas que têm notoriedade, seja esta, acadêmica ou prática. Leia e ouça os experts, pessoas bem sucedidas e preparadas e que são referência em suas áreas.

Nem sempre cursos ou informações grátis são bons. Geralmente são insuficientes, porém não quer dizer que tudo que é grátis é desprezível. Há diversos cursos e vídeos no Youtube, Coursera, Veduca e EdX que são de ótima qualidade e podem ajudar muito os empreendedores. Aproveite para assistir vídeos no TED com depoimentos de empresários, além de ouvir áudios pragmáticos no Podcast.

Uma boa dica para buscar capacitação empresarial é no site da Endeavor. Há diversas informações, vídeos e cursos de ótimo nível desenvolvidos por profissionais, professores e empreendedores realmente bem sucedidos.

Antes de começar o processo de capacitação, procure entender o que precisa estudar. Não gaste tempo nem dinheiro simplesmente para carimbar seu currículo com um curso, somente porque a instituição tem uma marca importante.

Seja pragmático e busque o que realmente precisa. Empreendedor de alta performance não tem tempo a perder, assim, tenha foco e estude o que precisa para agir. Tente adequar sua demanda para desenvolvimento com a disponibilidade de tempo e dinheiro que tem para investir.

Há inúmeros cursos disponíveis no mercado para capacitação, desde os mais simples que podemos fazer à distância como os do Sebrae, até os mais completos como os cursos de MBA para empreendedores das grandes escolas de negócios do mundo. Uma boa dica de um curso de curta duração de alto nível para empreendedores é o Business Dynamics do Insper.

Capacitação deve ser um processo contínuo de desenvolvimento. Exige paciência, disciplina e dedicação. Às vezes, o empreendedor acha que não precisa pois não tem atenção ou foco. Diz que não gosta de estudar porque nunca se dedicou, mas depois que começa acaba gostando, pois certamente obteve resultado. É como começar a correr. Vai doer, cansar, mas de repente está correndo 10 quilômetros por dia e se entusiasma a correr uma maratona. Basta começar, não desistir e buscar orientação.

Não há como garantir que educação ou capacitação mudarão os rumos da sua empresa, mas certamente melhorarão sua forma de pensar, planejar, agir e administrar. Invista sempre no seu desenvolvimento, o retorno é rápido e de alta rentabilidade.



Ricardo Mollo é empreendedor, professor de finanças do Insper e PhD candidate na University of London.


Extraído de Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/conheca-formas-de-se-capacitar-para-abrir-um-negocio/

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Três peças-chave para um negócio familiar de sucesso


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais de 90% das empresas constituídas no Brasil são familiares. Mas, muitas delas não estão preparadas para sucessão, um problema revelado através de números. De cada 100 empresas familiares abertas e ativas, apenas 30 sobrevivem à primeira sucessão e cinco chegam à terceira geração. Como evitar o fracasso? A coach da Effecta Coaching, Janaina Manfredini, revela que existem três peças fundamentais no processo de sucessão familiar:

1 - Sucedido: provavelmente, essa é a pessoa que construiu um patrimônio superando muitas dificuldades, com muito suor e esforço. Dirige a empresa ao seu modo e com as condições que tem. Em alguns casos, sem estudo e sem preparação técnica, aplicando aquilo que aprendeu de forma mais orgânica. Ou, ainda, com o pai. Então é essencial que o sucedido consiga confiar em seu sucessor, entenda a importância de profissionalizar o negócio e tenha um plano para o depois. Ou seja, o que irá fazer quando “passar o bastão”. Também é importante que ele se sinta parte do processo como um todo e esteja ciente que ninguém fará igual e que “diferente” não quer dizer ruim. E esse resultado pode até ser melhor!

2 - Sucessor: muitas vezes, é um filho único. Em outros casos, o mais velho de alguns irmãos. E, ainda em outros, o filho que terá de disputar com outros que nem são da família. É importante que essa pessoa tenha experiências além das fronteiras do patrimônio familiar e que tenha competências técnicas que sustentem sua gestão. O sucessor precisa honrar e respeitar o passado, levando adiante o que há de bom. É fundamental que entenda a importância de se preparar para transmitir confiança ao sucedido, traçando um plano de desenvolvimento contínuo para si, para sua equipe e para o patrimônio. Tem que se sentir desafiado e, ao mesmo tempo seguro e preparado o suficiente para o desafio. Uma dica importante é ter objetivos pessoais e profissionais alinhados com a empresa que irá assumir.

3 – Empresa: é o maior patrimônio. E o que quer que seja feito, deve ser para garantir o melhor para a empresa, e não para alguém. Muitas vezes, é a fonte de renda e sobrevivência de inúmeras famílias. Carrega consigo a história da família que a fundou, das pessoas que nela trabalharam e trabalham, e do mercado que movimenta e participa. É essencial que se tenha um líder/gestor suficientemente preparado, incluindo uma equipe competente e alinhada estrategicamente. Um plano estratégico de gestão, administrativo e financeiro que seja claro, conciso e seguro. Preserve o que funciona e se encaixa em novos contextos e tendências. Tenha espaço para inovação, expansão e dispositivos adaptados a novos contextos de mercado e tecnologia e torne a missão, visão e valores devidamente conhecidos e vividos por cada colaborador.
Muito mais do que os imprescindíveis e essenciais aspectos jurídicos, administrativos e financeiros, o processo de sucessão é um conjunto de técnicas e comportamentos necessários para a perenidade de um negócio. Essa tríade – sucessor, sucedido e empresa – precisa estar em perfeita sintonia. Afinal, um depende do outro. E para os três é essencial um plano estratégico concreto, aplicável e que dê resultados. Afinal, são as pessoas que movem as organizações.




Matéria retirada do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/tres-pecas-chave-para-um-negocio-familiar-de-sucesso/118838/

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Matriz de Gestão de Risco: analise os pontos críticos do seu produto ou serviço

Saiba o que é, como funciona e quando aplicar a Matriz de Gestão de Riscos, uma ferramenta que pode economizar tempo e recursos.

Quantas empresas você conhece que, mesmo tendo criado um negócio que resolve problemas interessantes, não atende a uma necessidade do cliente? Muitos empreendedores gastam fortunas com desenvolvedores, mesmo sem entender bem a tecnologia, lançam o produto no mercado sem estabelecer alguma parceria para viabilizá-lo, e esperam colher bons resultados em pouco tempo. Como já sabemos, na maioria dos casos, isso não acontece.

Os empreendedores acabam alocando tempo e dinheiro de maneira inadequada ao lançarem um novo produto ou serviço. Muitos nem ao menos fazem uma análise dos riscos que existem no processo de desenvolvimento de um produto e quais seriam as melhores ações para mitigá-los e aumentar as chances de sucesso. Essa análise prévia ajuda o empreendedor a gastar menos dinheiro e aproveitar melhor o seu tempo!

Pensando nisso, foi criada a Matriz de Gestão de risco, uma ferramenta que, quando bem aplicada, pode auxiliar a mapear e diluir os riscos no lançamento de um novo produto ou serviço, melhorando significativamente a gestão de seus projetos, aumentando a velocidade da entrada do produto no mercado, além de possíveis reduções de despesas em inovações. A ferramenta também é útil para investidores, porque acaba sendo uma outra maneira de analisar novas empresas.

Como usar

A Matriz de Gestão de Risco pode ser aplicada em inúmeras situações e para qualquer tipo de empresa, desde a pequena, que nem saiu do papel ainda, até o grande negócio. Basicamente, a ferramenta analisa 3 pontos de risco: usuário, mercado e técnico. Para cada um desses pontos, você responderá duas perguntas, atribuindo uma nota que vai de 1 a 5, de acordo com o quanto concorda com as afirmações que estarão dispostas no quadro.

Depois de finalizar as 3 etapas, a ferramenta calcula automaticamente quanto do seu capital está em risco no lançamento desse produto ou serviço. Com essa primeira análise, você já conseguirá visualizar alguns pontos que podem ser melhorados ou mais bem estudados, mas eles ainda são apenas uma amostra dos fatores que impactam um projeto.

Por isso, para ajudá-lo a ter uma visão mais aprofundada, na segunda aba da planilha você encontrará a Matriz de Gestão de Risco, com outros pontos que influenciam na concepção, desenvolvimento e lançamento de um novo produto ou serviço. Nessa mesma aba você terá acesso a um vídeo que explica a importância de cada parte da Matriz e as suas implicações dentro de um projeto. Além disso, você também terá acesso a estudos feitos com empresas reais que aplicaram a ferramenta em seu negócio.



Quer saber mais? CLIQUE AQUI e baixe a ferramenta!



Matéria extraída do site Endeavor Brasil: https://endeavor.org.br/matriz-de-gestao-de-risco-inovar-nao-precisa-ser-sinonimo-de-correr-risco/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Os piores erros dos empreendedores na hora de delegar

Os empresários ainda têm medo de delegar e os erros podem prejudicar o desenvolvimento do negócio


Quando uma pequena empresa começa a crescer é hora do empreendedor aprender a delegar, dividir tarefas com a equipe e até contratar novos funcionários. É neste momento que muitos empresários erram e impedem que o negócio se desenvolva. 

Principalmente quando começam sozinhos, os empreendedores tendem a centralizar todas as tarefas da empresa e têm grande dificuldade em confiar as atividades a outras pessoas da equipe. Para Sonia Helena dos Santos, professora do MBA Executivo da FAAP, planejar a estrutura do negócio desde o começo é importante. “A maioria das pequenas e médias empresas não organiza sua estrutura a partir de um modelo de gestão que já esteja validado. Essa é a razão principal de muitos não conseguirem resultados através das pessoas”, opina.

Outro problema comum está relacionado ao perfil do empresário. Para Alexandre Rangel, sócio-fundador da Alliance Coaching, quando o empreendedor é muito técnico ele tende a ignorar a importância de conhecer gestão. “A primeira causa da dificuldade de delegar é ele não compreender muito bem o papel gerencial, ele sabe executar muito bem, mas não compreende quando tem que trabalhar com uma equipe”, diz.