quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cinco dicas para você aplicar em seu negócio em 2017

Começamos 2017 ainda com a ressaca da crise econômica do ano que demorou, mas finalmente passou. O cenário de juros elevados e o alto índice de desemprego resultaram numa queda de 6,6% da atividade do comércio no Brasil, o pior resultado desde os anos 2000, segundo o Serasa Experian. O biênio 2015/2016 foi o pior da história do país, superando 1930/1931, reflexo da famosa crise de 29. Mas, é hora de virar a página.
A expectativa dos economistas é que este ano será melhor que 2016, mas a atividade econômica deverá se recuperar pra valer a partir do segundo semestre. Isso porque a inflação deve perder ainda mais força ao longo do ano e o tão desejado corte da taxa de juros pelo Banco Central deve continuar, favorecendo a retomada dos investimentos. Há uma grande expectativa de juros de um dígito até o final do ano.
Sendo assim, deixo alguns conselhos de gestão para serem aplicados em sua empresa em 2017:
1) Fique atento ao caixa: use o primeiro trimestre, que ainda promete ser economicamente fraco, para se atentar ao caixa. Foque na liquidez da empresa para que ela tenha real poder de investimento quando a economia começar a dar sinais mais significativos da sua recuperação.
2) Repense processos: o início do ano ainda sem muita movimentação é uma excelente oportunidade para a revisão dos processos. Estude o que precisa ser melhorado, o que precisa ser implantado e até mesmo o que tem de ser eliminado. Torne rotina as boas práticas adotadas em tempos de crise, que trouxeram redução de custos e/ou aumento da produtividade.
3) Aprimore sua equipe: ainda pensando nos primeiros meses do ano, avalie o seu quadro de funcionários e veja como pode melhorar o desempenho de cada um. Tenha certeza de que estará cercado por profissionais competentes e comprometidos quando a retomada da economia chegar.
4) Tire alguns projetos da gaveta: a partir do segundo semestre é hora de tirar as boas ideias da gaveta e apostar nelas. O mercado, em especial o varejo, precisa de constante inovação para atrair e fidelizar clientes. Não economize na criatividade.
5) Na dúvida, procure ajuda: não tenha medo e muito menos vergonha de buscar orientação de algum especialista ou alguém que tenha mais experiência em negócios. A troca de ideia é necessária e extremamente saudável no empreendedorismo. Instituições como o Sebrae e a ABF (Associação Brasileira de Franchising) oferecem cursos bastante interessantes.
O novo ano que começa certamente trará resultados muito positivos para quem souber se organizar e aproveitar as oportunidades deixadas pelas empresas menos preparadas e que vão demorar mais tempo para perceber que o pior já passou.

Extraído do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/cinco-dicas-para-voce-aplicar-em-seu-negocio-em-2017/116771/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

7 passos para finalmente abrir um negócio em 2017

O ano de 2017 traz novos ventos econômicos. Com isso, muita gente que até imaginava virar empreendedora, mas tinha receio de enfrentar anos de recessão, resolveu tomar coragem e adicionar o negócio próprio na lista de promessas.
“Há um consenso dos economistas de que a economia vai fazer um movimento contrário neste novo ano: a descida do crescimento se tornará uma subida, ainda que seja algo lento e gradual. É uma época que vai ser diferente, porque as expectativas também são diferentes”, analisa Gilbeto Braga, professor de finanças do Ibmec/RJ.
Com isso, alguns setores podem começar a crescer neste semestre e, principalmente, no próximo. “É uma boa época para procurar negócios e pesquisar o segmento certo, o lugar certo e o momento de abertura certo”, completa Luis Henrique Stockler, da consultoria ba}STOCKLER.
Além disso, Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, prevê que algumas medidas podem ser aprovadas neste ano para melhorar o ambiente empreendedor.
A principal delas é a redução do tempo de abertura de empresas que se encaixam no programa Simples Nacional: esse período passaria de 102 para 5 dias. “Em Brasília, já conseguimos estabelecer um padrão de países desenvolvidos, que é um prazo de 2 dias para a abertura de negócios. Agora, o próximo alvo é a cidade de São Paulo.”
Ficou animado com as perspectivas de 2017 e quer, finalmente, abrir seu primeiro negócio próprio? Confira, a seguir, alguns passos essenciais para isso:

1. Pesquise bem o que você irá fazer
O primeiro passo de um negócio é, claro, ter uma ideia. Porém, apenas uma ideia não forma um negócio de sucesso: é preciso verificar se ela condiz com a realidade.
Por isso, um dos primeiros passos para empreender é realizar uma boa pesquisa de mercado. “Pesquise quem é seu público-alvo ideal, quem são seus concorrentes e, principalmente, qual será a sua proposta única de valor, o seu diferencial”, aconselha Stockler.

2. Elabore um plano de negócios e faça o teste
Agora que você já pesquisou as condições do seu futuro mercado de atuação, é preciso estruturar sua empresa de forma mais detalhada.
Como? Fazendo um bom plano de negócio, colocando aspectos como atividade principal, proposta de valor, público-alvo, parcerias estratégicas, fontes de receita e estrutura de custos.
Sobre dimensionar o capital necessário, um aviso: sempre se prepare para talvez gastar mais do que você estima. “Não dá para pensar em tudo que pode acontecer com uma empresa: imprevistos ocorrem. Por isso, se seu capital estimado for de 100 mil reais, guarde 150 mil reais, por exemplo.”
Se você não sabe como estruturar um plano de negócios, há diversas metodologias que facilitam o trabalho. Uma das mais conhecidas é o Business Canvas Model, por exemplo. Também há sites e instituições que ajudam nesse planejamento, como o Sebrae.
“O plano de negócios é importante porque diminui a margem de erro no início na operação. Mesmo que você precise de um profissional para isso, é um investimento que se paga no futuro”, completa Braga, do Ibmec.
Vale lembrar que o plano de negócios também inclui a construção de um Mínimo Produto Viável (MVP): uma versão simplificada do que você irá oferecer, que deve ser testada entre seus clientes potenciais. Se a resposta deles for positiva, é hora de realmente investir o capital projetado.

3. Avalie pontos comerciais
Um dos poucos lados bons em uma crise econômica é que quem abrir um negócio encontra melhores condições de negociação com seus fornecedores, diante da falta de demanda. É o caso, por exemplo, dos pontos comerciais para aluguel.
Por isso, se seu negócio precisa de uma sede física para operar, é uma boa hora para pesquisar. “Há muitos imóveis comerciais com descontos ou com multas anteriores perdoadas, e isso significa uma redução significativa no seu investimento inicial”, ressalta Braga, do Ibmec.

4. Procure estudar mais sobre gestão e mentalidade empreendedora
Outro passo muito importante para abrir sua própria empresa é abandonar a mentalidade de funcionário: ou seja, pensar apenas no seu setor de atuação.
Ao estudar conceitos de gestão, que costumam ser mais amplos e abranger diversos setores, você começará a pensar mais como um empreendedor – unindo sua habilidade inovadora a uma visão estratégica da empresa. “Sem essa mentalidade, o negócio não vira. É como dirigir: quem não sabe acelerar direito, capota na primeira curva”, ressalta Afif, do Sebrae.
Assim como no plano de negócios, é possível aprender mais sobre administração empresarial por meio de materiais gratuitos e online.

5. Arranje um mentor
Caso você seja um empreendedor de primeira viagem, tudo isso pode parecer uma tarefa muito complicada.
Por isso, pode ser uma boa ideia arranjar um consultor ou mentor de negócios – seja de maneira formal ou simplesmente pedindo conselhos a quem já passou por essa experiência.
“É sempre bom o iniciante ter um consultor sênior: alguém que tem uma visão que esse empreendedor de primeira viagem, por falta de experiência, não tem”, defende Afif.
Esse mentor poderá ajudá-lo tanto na etapa de concepção do plano de negócios quanto no futuro, quando sua empresa passar por problemas mais específicos – além de contribuir para a formação do seu networking no mundo empreendedor.

6. Faça um calendário de atividades
Você já tem uma ideia, um bom plano de negócios, um teste com seu público-alvo, um ponto comercial e até um mentor para ajudá-lo com suas futuras dúvidas. Agora, é hora de realmente partir para a ação: crie um calendário de atividades e faça sua empresa acontecer.
Para não perder os detalhes de cada uma das tarefas e se enrolar no planejamento, Stockler recomenda usar uma metodologia chamada “5WH2”. Derivada do inglês, a sigla elenca sete perguntar que você deve responder sobre cada atividade que fizer: o quê (“what”), por quê (“why”), quando (“when”), onde (“where”), quem (“who”), como (“how”) e quanto (“how much”).

7. Estabeleça uma presença digital
Uma dessas atividades, diz Braga, é a elaboração de uma presença digital – mesmo se sua empresa ainda nem abriu as portas.
“É uma tarefa de custo baixo, mas que agrega muito valor à empresa. Você já ganha um ponto de diferenciação em relação aos seus concorrentes se tiver uma boa presença e os consumidores conseguirem saber mais sobre seu negócio”, ressalta o docente do Ibmec. “Além de divulgar seu produto ou serviço, sua marca também começa a ser lembrada pelas pessoas, incluindo seu público-alvo.”



Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/7-passos-para-finalmente-abrir-um-negocio-em-2017/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Dicas para empreender em 2017

O novo ano está chegando e com ele a expectativa de uma economia estabilizada e um ambiente favorável para empreender. Pensando nisso, reunimos dicas de negócios, de sete empreendedores de diversos setores para o ano que está por vir.
1. Entenda o seu mercado
A crise fez com que os brasileiros consumissem de forma mais consciente, especialmente os itens não essenciais. Consequentemente, o consumidor ficou mais atentos às promoções como forma de manter os hábitos de lazer e entretenimento, apesar do cenário macroeconômico adverso. Acredito que a crise econômica e política do Brasil durará ainda um tempo, mas o mercado de tecnologia tem caminhado de forma descolada da economia, mostrando importantes taxas de crescimento mesmo durante a crise. Todas as vezes que as crises surgem, há também oportunidades de negócio. Com a alta do dólar, a importação se torna uma opção mais cara, então há mais oportunidade para negócios nacionais. Mas, antes de tudo, entenda o seu mercado, diz Alex Tabor, CEO do Peixe Urbano.
2. Aproveite o “despertar” do mercado para empreender
De acordo com Tomas O’Farrell, co-fundador da Workana, plataforma de trabalho freelance que possui atuação em toda a América Latina, 2016 foi bastante impactado pelo cenário de crise, principalmente na área de investimentos, já que muitas empresas ficaram mais cautelosas e decidiram esperar as movimentações do mercado para voltarem a investir em novos negócios. Porém, segundo o executivo, o mercado já está começando a “despertar-se” da crise e ser mais ativo, o que vai impulsionar o crescimento de novas iniciativas e investimentos. Dessa forma, segundo O’Farrell, esse é um bom momento tirar sua ideia do papel.
3. Invista em soluções que, de fato, mudem a vida das pessoas
Rafael Heringer, co-fundador do Jurídico Certo, aponta que momentos de crise sempre são uma grande oportunidade para que empreendedores foquem em mercados carentes e em soluções que possam resolver problemas relevantes. O executivo ainda aponta que, em 2017, o mercado irá se comportar completamente diferente do ano de 2016, principalmente com o crescimento do índice de confiança. “Isso indica que vamos ter mais pessoas comprando e consumindo, além de mais empresas investindo, o que é um ótimo momento para quem busca empreender”, comenta Heringer.
4. Invista a longo prazo
O Zarpo, agência de viagens online focado na experiência de compra do usuário, continuará focado em desenvolver sua proposta no mercado, oferecendo uma seleção de viagens de grande qualidade com os menores preços disponíveis, assim como um atendimento especializado. “O mercado continua tendo muitas oportunidades de inovar para quem está bem estruturado e tem algum diferencial dos outros players’’, confirma Alexis Manach, co-CEO e co-fundador da startup. Para o empreendedor, a chave do sucesso está no investimento em um time forte e consolidado, além das vantagens competitivas de longo prazo. Ao investir em longo prazo, mesmo durante a crise, a empresa se tornará ainda mais forte quando o mercado voltar a melhorar.
5. Marketing é sinônimo de ROI
Para Anna Lebedeva, PR Manager Global de SEMrush, a crise influenciou o marketing digital em termos de ROI (retorno sobre o investimento) sobre o marketing em geral. “As empresas querem ter certeza de que o dinheiro que gastam com marketing traz alguns resultados mensuráveis que podem legitimar o valor gasto. É por isso que a demanda por ferramentas que podem medir todo o tipo de sucesso on-line está aumentando significativamente. Acredito que há muitas coisas relativamente novas recebendo mais atenção: 1) o streaming de vídeo ao vivo irá deslanchar conforme os usuários de mídia social exigirem mais conteúdo em tempo real. 2) Realidade Aumentada e Virtual vão mudar a forma como os marketeiros podem se envolver com os clientes e conduzir experiências para além do que é possível hoje. 3) As empresas precisarão descobrir o que um cliente quer exatamente e entregar a comunicação da maneira mais adequada para cada indivíduo numa abordagem pessoal”, conclui Anna.
6. Menos é mais
Na opinião do especialista em finanças e fundador do Kitado - plataforma gratuita e online de negociação de dívidas -, Paulo de Tarso, a crise econômica gerou incertezas e impactou negativamente em quase todos os mercados, o que refletiu na redução de investimentos e redução de custos por parte do empresariado. Por isso, na visão do especialista, é importante apostar em negócios que resolvam problemas reais, certificando que existe um público-alvo relevante e que os custos sejam adequados para as receitas esperadas. “Estamos vivenciando uma crise financeira, por isso, a minha sugestão é cuidar especialmente com a capacidade de investimentos, buscando ter capital adicional para ter fôlego e prevenir-se de problemas inesperados”.
O especialista também sugere focar na eficiência de custos para tornar o negócio viável, mesmo em momentos de crise, e que os empreendedores foquem na execução, definindo o plano anual, concentrando-se a executá-lo com excelência e disciplina. “Busque sempre se diferenciar a partir de uma proposta de valor que resolva problemas reais, ou seja, inove, inove e inove”, diz o empresário.
7. Novas ideias
Para o diretor de produtos e sócio-fundador da Alura, Paulo Silveira, tanto o mercado convencional quanto o digital sofreram com a retração de 2016. “Tecnologia e educação são dois mercados onde a crise costuma atingir por último, e este ano vimos isso acontecer”, diz. Para o empresário, a dica para o próximo ano é focar em um budget factível, evitando a possibilidade de sangrar a empresa por muito tempo. “Faça testes rápidos e baratos, pivotando caso não dê certo. Agora se faz ainda mais essencial essa matemática”, explica.
Além disso, Silveira aconselha a não faltar implementações de ideias novas. “Nós, da Alura, devemos lançar dois novos produtos no decorrer do ano. É necessário aproveitar a chamada crise para se posicionar em novos mercados, na esperança de que, quando houver a melhora, já estaremos bem posicionado”, explica.

Extraído site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/dicas-para-empreender-em-2017/115640/

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cinco formas para cuidar do planejamento financeiro da sua empresa em 2017


O cenário macroeconômico do País ainda permanece instável e a perspectiva é que o Brasil ainda não passe a ter crescimento vigoroso, acima de 1%, de acordo com a mediana das projeções do mercado financeiro, apurado pelo boletim Focus do Banco Central. Por isso é importante que empresários de pequeno e médio porte façam o planejamento financeiro, de modo a evitar riscos para a saúde da empresa.

De acordo com especialistas em finanças, é importante que os gestores de empresas se atenham a alguns fatores, como o gerenciamento do fluxo de caixa, a necessidade da tomada de crédito e os cuidados com a questão fiscal e tributária. Listamos abaixo cinco dicas que esses especialistas consideram fundamentais para ter cuidado no planejamento financeiro para 2017. Veja:

1. Observe com atenção o fluxo de caixa da sua empresa
Em momentos de crise econômica, é natural que haja queda na receita. Nesse aspecto, é importante que o empresário reduza custos e despesas, principalmente os considerados não essenciais. A avaliação é de Fabrício Costa, diretor de novos negócios da Equals, empresa especializada em gestão financeira e conciliação de vendas. "Uma coisa é certa, aumentar as receitas da empresa em momento de queda na economia costuma ser um grande desafio. Por isso é mais adequado para a maioria das empresas reduzir custos e despesas", avalia o especialista. Além disso, é importante nunca tirar os olhos do fluxo de caixa. Ele sempre será o termômetro que definirá a saúde financeira da empresa, complementa Costa.

2. Antecipe possíveis momentos para tomada de crédito
Muitas vezes uma empresa necessita de recursos financeiros, seja para expandir suas operações como também para lidar com possíveis retrações de recursos. Por isso, é importante que o empresário se antecipe, buscando as melhores forma de obter crédito, avalia o financista Dan Cohen, sócio-fundador da plataforma de intermediação de crédito F(x). "Existem ferramentas no mercado que colocam o empresário em contato com bancos e fundos que desejam conceder crédito. Assim, ele tem rapidamente acesso a um número maior de financiadores e pode negociar condições melhores", avalia Cohen.

3. Gerencie as notas fiscais emitidas
A utilização das Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) é uma realidade nas empresas. O armazenamento por um período de cinco anos após a data de emissão de cada documento é uma obrigatoriedade fiscal. Por isso, é importante que o empresário tenha total controle da gestão de modo a evitar autuações por parte dos órgãos fiscalizadores, avalia Alison Flores, sócio-fundador da NFe Cloud, especializada na gestão desse tipo de documento. "À medida que a atividade de uma empresa cresce, a emissão de notas fiscais aumenta, exigindo uma maior organização destes documentos. Os setores financeiros e comerciais de uma companhia precisam ter acesso a todas as transações, e o armazenamento digital deixa todas as NFes disponíveis para consultas sempre que preciso", afirma o especialista.

4. Estude a possibilidade de antecipar recebíveis
Seja para investir no seu negócio ou para cobrir alguma despesa extra no caixa, as empresas veem na antecipação de recebíveis uma forma de conseguir crédito para saldar as contas. A antecipação nada mais é do que transformar as vendas parceladas no cartão de crédito em dinheiro vivo, por meio do banco ou de uma adquirente para necessidades emergenciais, avalia Fabrício Costa, da Equals. "Como qualquer outra linha de crédito, se não for bem pensada pode virar um grande problema para o empresário no futuro. Por isso, é imprescindível montar um planejamento financeiro, com uma projeção de fluxos de caixa, caso a antecipação se mostre a melhor opção", aconselha o especialista.

5. Alongue o prazo das linhas de crédito
Muitos empresários brasileiros ainda acreditam que empréstimo se refinancia e por isso não se importam em tomar linhas de curtíssimo prazo. Isso acaba sendo uma gigantesca armadilha em períodos de crise, em que os bancos naturalmente diminuem suas carteiras de crédito, afirma Dan Cohen, da F(x). Além disso, o especialista aconselha privilegiar garantias não-operacionais ao negociar o crédito. "É muito mais fácil conseguir crédito com garantias não-operacionais, ou seja, que não fazem parte do próprio negócio da empresa, do que aquelas diretamente ligadas à atividade", complementa.




Matéria extraída do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/cinco-formas-para-cuidar-do-planejamento-financeiro-da-sua-empresa-em-2017/115623/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

5 dicas para terminar o ano com as contas da empresa no azul

São Paulo – O fim do ano pode ser uma época complicada para muitos empreendedores. Depois de um ano difícil na economia com foi 2016, quem tem o seu próprio negócio precisa ainda arcar com despesas extras, como décimo terceiro salário dos funcionários e férias coletivas, por exemplo. E, se você não atua no varejo, também é uma época de poucas vendas.
Sendo assim, muitas vezes fechar o ano no azul torna-se tarefa árdua. Porém, não é impossível. Especialistas consultados por Exame.com indicam algumas práticas de gestão e finanças que podem ajudar sua empresa a ter as contas em dia no fim do ano.
“Uma estratégia é pensar bem no que vai gastar até o fim do ano, não ficar empolgado com festa de funcionário ou presentes para os clientes, por exemplo. É preciso ser criterioso”, aconselha a professora de administração Liliane Cristina Segura, do Mackenzie.
No entanto, é bem mais fácil conseguir fechar no azul quando você já tem um controle sobre as contas ao longo do ano.
“Não adianta fechar dezembro no azul se em todos os meses anteriores a empresa operou no vermelho. Inclusive muitas empresas tiveram problemas éticos por conta disso”, avisa o professor Arnaldo Vhieira, da FMU.
Se você já vem se planejando, ótimo. Se não, ainda dá para tomar algumas atitudes. Veja a seguir algumas dicas para ajudá-lo a vencer o fim do ano e começar 2017 com o pé direito.

1 – Faça um balanço de 2016
O fim do ano é um ótimo momento para você olhar minuciosamente para suas contas ao longo do ano e entender o que precisa melhorar.
“Aconselho a fazer um grande balanço das suas contas de 2016 para entender onde você ficou no vermelho e onde ficou no azul. Com isso fica mais fácil ajustar as áreas que estão no negativo”, afirma Vhieira.

2 – Reveja seus custos
Depois de analisar as contas do ano, você estará pronto para rever os custos do seu negócio e reduzir no que for possível.
“As fazer um controle rígido dos custos operacionais, o empreendedor terá condições de gerenciar as contas que eventualmente estejam no vermelho, equilibrando despesas e receitas”, explica o professor.

3 – Alinhe seus processos
De nada adianta economizar nas despesas se os processos da sua empresa são ineficientes e geram desperdício. Para quem atua no varejo, então, a dica é ainda mais importante. Afinal, o fim do ano é uma época importante para as vendas.
“Vou dar um exemplo prático. Estive numa loja há uns dias e havia uma fila imensa de clientes esperando para pagar no caixa. E eu vi muitos deles, inclusive eu, desistindo da compra por causa dessa espera. É uma falta de visão de negócio. Muitos empreendedores perdem clientes por conta disso: falta de controle dos processos”, afirma Vhieira.

4 – Negocie
O ano de 2016 foi difícil para a economia, e muitos empreendedores chegam ao fim do ano apertados. A dica para terminar bem o ano então é negociar com seus fornecedores e credores.
“É importante verificar o que é essencial dentre os pagamentos e tentar alongar ao máximo o que for possível. É um gerenciamento de crise. Não deixe as coisas vencerem. Converse com os fornecedores, mostre sua situação e seja transparente”, aconselha Liliane, do Mackenzie.

 5 – Planeje-se
O fim do ano é um ótimo momento para você planejar as metas para o ciclo seguinte. Depois de analisar seus números atuais, fica mais fácil saber o que te espera e quais seus objetivos para os próximos meses.
“Dia 2 de janeiro a empresa volta a trabalhar e precisa saber o que vai fazer. O planejamento é fundamental nesse momento, pois só assim será possível visualizar o que virá”, afirma a professora.
“Com isso, a empresa sabe com mais antecedência se vai precisa demitir ou contratar pessoal, por exemplo, o que ajuda a tomar decisões mais embasadas”, completa.



Matéria extraída do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/5-dicas-para-terminar-o-ano-com-as-contas-da-empresa-no-azul/

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

7 dicas para colocar o blog da sua empresa no ar hoje mesmo

Em tempos de internet, redes sociais, Google e vendas online, ter um blog é essencial para todas as empresas, de qualquer segmento. Isso mesmo, para todos os negócios!

O blog é uma poderosa ferramenta de relacionamento com o público-alvo da sua marca e também para ajudar a melhorar a posição orgânica da sua empresa nos mecanismos de busca da internet, sem pagar anúncios.

Confira as principais dicas que preparamos para você colocar no ar o blog da sua empresa hoje mesmo e para alimentá-lo de forma fácil:

1)     Agregue o blog ao site da sua empresa ou aposte numa ferramenta gratuita para isso, como o WordPress, por exemplo.

2)     Defina a periodicidade das postagens, para se comprometer e criar cultura com o seu público. Uma boa dica é publicar um texto novo a cada quinzena ou semanalmente, por exemplo.

3)     Faça uma planejamento prévio dos temas. É importante entregar conteúdo e valor aos seus clientes. Então, aposte em assuntos que respondam às principais dúvidas deles, que tragam dicas, que antecipem tendências e que contem casos de sucesso.

4)     Não caia na armadilha de só preparar conteúdos que promovam o seu produto, serviço ou marca. A ideia aqui é prestar serviço com informações relevantes e de interesse do seu público-alvo. Então, fale do seu segmento, mas não fique vendendo o tempo todo.

5)     Entre as fontes para buscar informações para esses textos podem estar as áreas de vendas e de relacionamento com o cliente da sua empresa, pois elas  ajudarão a identificar as principais dúvidas do cliente, que você responderá no texto.

Há blogs de sucesso no mercado com textos construídos a partir das perguntas mais frequentes dos clientes. Outra dica é ver o que a concorrência no Brasil e no exterior está publicando, para se inspirar.

6)     Para turbinar ainda mais os resultados do seu blog, tente incluir no texto, se fizer sentido, as palavras mais procuradas no Google, pois isso ajuda na conversão e melhora o rankeamento nesse mecanismo de busca. É só escrever a palavra no espaço de buscas e ver quantas vezes o termo é procurado. Além disso, seu título deve ter entre 10 e 70 caracteres.

7)     Você também pode divulgar os temas nas suas redes sociais e no boletim online da sua empresa, com link para que a pessoa possa ler o conteúdo completo no blog, trazendo mais audiência para o site do seu negócio.

Comece hoje mesmo a colocar o seu blog em prática e confira os resultados! Aproveite para acompanhar os temas com mais audiência para ajustar o seu planejamento a cada mês e conseguir mais conversão e ainda mais sucesso!



Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/7-dicas-para-colocar-o-blog-da-sua-empresa-no-ar-hoje-mesmo/

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Por que o empreendedor precisa se transformar enquanto a empresa cresce

Para fazer a empresa prosperar, o empreendedor precisa saber para onde quer ir e o que precisa mudar — nele e no negócio — para chegar lá.

Se você é empreendedor, já deve ter ouvido muitas vezes que sonhar grande dá o mesmo trabalho do que sonhar pequeno. É verdade. Tudo começa com a visão do empreendedor. Mas como transformar o sonho em realidade? Como construir uma empresa que mantenha um ritmo de crescimento e inovação por muitos anos? Muitas vezes, a aflição dos empreendedores está justamente nos momentos em que eles sentem a necessidade de levar a empresa a um novo patamar.

Há um imenso esforço para começar um negócio e deixá-lo redondo, mas, aos poucos, surge a necessidade de desbravar novos mercados, inovar nos produtos ou conquistar clientes maiores. O empreendedor começa a pensar se está pronto para dar um passo maior. Preciso de ajuda para crescer? Quais recursos preciso mobilizar? Qual será o meu papel nessa transição? Minhas funções na empresa precisam mudar? Certamente, ele precisará de fôlego para fazer sua empresa subir mais alguns degraus. Mas com um bom plano e uma dose de ousadia, dá para chegar lá.

Reconheça em qual fase você está
Segundo Cassio Casseb, ex-presidente do Banco do Brasil e hoje consultor e conselheiro de empresas, a primeira coisa que o empreendedor precisa saber é em qual degrau do desenvolvimento sua empresa está. Algumas pessoas confundem o que realmente têm nas mãos, enxergando na verdade o que gostariam de ter.

Primeiro, o empreendedor tem uma ideia. Depois, ele monta um negócio. Aí, há um terceiro momento em que ele tem uma empresa. É quando ele cria estruturas, monta processos. Finalmente, pode virar uma empresa aberta. Em cada uma dessas fases, as demandas são diferentes — e elas precisam estar bem resolvidas para que o empreendedor alcance o nível seguinte.

Um livro chamado Growing Pains divide as companhias em quatro estágios. Algumas companhias que dão muito certo nos primeiros estágios acabam sucumbindo ao não enfrentar corretamente os desafios do estágio seguinte. Por exemplo, inicialmente, para ser bem-sucedida a empresa precisa definir qual demanda do mercado quer resolver, desenvolver um produto ou um serviço útil e estar organizada para funcionar no dia a dia. No segundo estágio, ela precisa se preparar para adquirir recursos e desenvolver sistemas mais complexos.
A Apple, que nasceu em uma garagem para se tornar uma das empresas mais valiosas do mundo, conseguiu superar a dor de crescimento em cada estágio.

Um empreendedor para cada momento
Além dos desafios que mudam para a empresa como um todo, muda a rotina do empreendedor. A pessoa que monta uma startup, inicialmente, faz de tudo um pouco: é a equipe de TI, vendas, RH e financeiro ao mesmo tempo. Um outro livro, Grow to Greatness, fala sobre a evolução do empreendedor. Conforme sua empresa muda de patamar, ele precisa aprender a delegar, a confiar, a motivar e a ouvir.

Quem começa como executor passa a ser gestor, depois líder e, finalmente, mentor. O especialista se torna um generalista, depois um estrategista e, finalmente, condutor da cultura. O empreendedor precisa estar atento para desapegar de algumas funções e assumir novos papeis conforme o tempo passa e as necessidades do negócio mudam.

O papel do advisor
Um conselheiro pode ser interessante para acompanhar o empreendedor em uma fase de crescimento porque, como uma pessoa experiente, já viveu situações parecidas. Ele ajuda a enxergar o que é causa e o que é consequência e ajuda a buscar os melhores caminhos. Além disso, pode abrir portas para novos clientes e novos mercados. O empreendedor só não pode esperar que ele dê palpite sobre tudo, afinal deve ser chamado por entender de uma área ou de uma situação específica. Para encontrar um conselheiro, acione sua rede de contatos ou, se você já tem uma pessoa em mente, vá atrás dela. É importante que o empreendedor e o advisor tenham afinidade para construir uma relação interessante.

Crescimento não se faz só com dinheiro
Quando o empreendedor quer dar um novo salto, é muito comum que ele comece a pensar em como captar dinheiro para crescer. Ele logo pensa nos fundos de private equity com quem possa negociar. A questão é que dinheiro não é a solução para tudo. Pode ser que o fator escasso na empresa seja outro.

Casseb afirma que teve contato com muitos empreendedores que, para crescer, planejam redefinir seu público-alvo, alterar seu produto, mudar o canal de distribuição ou melhorar a qualidade dos funcionários. “Nem todas essas iniciativas exigem um alto investimento financeiro. Se o fator escasso da sua empresa é mercado, por exemplo, provavelmente você precisa mexer no seu produto ou questionar seu canal de vendas”, diz.

É POSSÍVEL USAR OS RECURSOS JÁ EXISTENTES E DIRECIONÁ-LOS PARA UMA NOVA ESTRATÉGIA.

Ele usa como exemplo a situação vivida pelo Brasil nas décadas de 1980 e 1990. O país tentava mostrar aos investidores estrangeiros que não era pior do que o México ou a Argentina. Era difícil e todo mundo dizia que faltava dinheiro no país. Mas o que faltava não era dinheiro: era um projeto ou um bom operador. Todas as vezes em que o Brasil teve um projeto bom com um bom operador, o dinheiro apareceu.

O mapa da mina
Quando o empreendedor começa a visualizar uma mudança de degrau, ele precisa traçar um plano de ação muito claro. Assim, fica mais fácil visualizar quais são realmente os fatores escassos. Uma vez que as tarefas tangíveis para atingir o objetivo estiverem estabelecidas e quando elas puderem ser mensuradas, é preciso delegar donos e datas para cada uma delas. Mudanças de patamar são momentos saudáveis e podem ser prazerosos. O empreendedor precisa encarar de forma positiva, mas ao mesmo tempo entender todos os detalhes antes de tomar qualquer decisão.

Existe momento certo?
Não existe uma receita de bolo para saber qual é o momento certo para pensar no crescimento da empresa. Casseb usa a metáfora de um incêndio. Quando o fogo se espalha, o certo é apontar a mangueira para a base do fogo e não para a fumaça ou para as labaredas. Mas se a sua calça estiver pegando fogo, é melhor apontar a mangueira temporariamente para o esse foco isolado. Crescimento de empresa é mais ou menos isso. Quando o empreendedor está trabalhando para sobreviver, não há muito como pensar nos grandes planos. Há momentos em que a prioridade é sobreviver, mas há momentos em que ele precisa se permitir olhar para onde está indo.

O que acontece é que muitas empresas param na primeira etapa. Se aparecer um problema em alguma área da sua empresa, depois de apagar o incêndio, verifique se há alguma mudança importante a ser feita para evitar que aconteça de novo. Quando os problemas param de se repetir, o empreendedor ganha fôlego para pensar estrategicamente em seu próximo passo. Empreender é como uma corrida de obstáculos.

SE VOCÊ EMPILHAR TODOS OS DESAFIOS A MONTANHA FICA INTRANSPONÍVEL, MAS SE VOCÊ PRIORIZAR, VIRA UMA CORRIDA COM BARREIRAS.

Ousadia X Cautela
“Em minha experiência profissional, vi mais empresas quebrando quando iam bem do que quando iam mal”, afirma Casseb. Isso porque, na empolgação, elas acabam dando um passo maior que a perna. Ou, como queria Bart Simpson, saltam o Grand Canyon de skate. A ambição e a confiança são ótimas qualidades dos empreendedores. Mas se exagerarem, podem perder o foco. É preciso entender qual passo é possível dar. As pessoas conservadoras demais podem não crescer, e as audaciosas demais podem quebrar. No meio desses extremos, há várias possibilidades.

Casseb atendeu certa vez um empresário que queria um diagnóstico. Sua empresa era melhor que as concorrentes e ninguém prestava o serviço tão bem quanto ela. Já tinham se passado 20 anos e o negócio continuava pequeno. Depois de dois dias na empresa, revelou sua conclusão: faltava coragem. O dono da empresa tinha medo de ficar sem trabalho e acabava cobrando menos do que poderia para os clientes, o que lhe dava uma margem baixíssima. Quando vinha uma segunda proposta, ele ficava com receio de não prestar o serviço corretamente para mais de um cliente ao mesmo tempo. A recomendação foi que ele confiasse mais em si mesmo e nas pessoas que havia treinado. Sua mentalidade mudou e ele começou a ousar mais. No primeiro ano, a empresa cresceu 40% e a margem cresceu 80%.

Mude ou morra
Nem sempre o que levou a empresa a um patamar é o mesmo serviço ou produto que vai levá-la ao próximo. Quanto espaço seu produto tem para crescer? O que dá para aproveitar do seu conhecimento em outros projetos? O empreendedor deve sempre buscar enxergar sua área de atuação como um todo. Imagine-se pegando um helicóptero e olhando o mercado de cima. Onde estão as grandes tendências? No mundo de hoje, se a empresa perder a ambição, morre. Se você quer uma empresa perene, tem que estar fora de zona de conforto o tempo todo, olhando para o futuro sempre.

Na década de 1980, a maior fábrica de régua de cálculo do mundo chamava Aristo. A régua de cálculo era usada para fazer contas complexas, extremamente útil na engenharia. A Aristo gastava dinheiro em pesquisas para sofisticar a régua de cálculo. Acontece que definiu errado. Ela não tinha que estar olhando para a régua de cálculo, e sim para o cálculo. Quando inventaram as calculadoras mais sofisticadas, a empresa quebrou em três anos.

Pessoa física X pessoa jurídica
Claro que o que vale para a empresa nem sempre vale para a pessoa física. A escala de valores do ser humano muda e nem sempre o empreendedor está mais disposto a arriscar tanto, a se expor e a fazer grandes mudanças. Os propósitos na vida do empreendedor podem, em algum momento, não estar mais alinhados com a dedicação que a empresa exige dele.


A BUSCA DA ORGANIZAÇÃO É PELO CRESCIMENTO E AUMENTO DO LUCRO, MAS NEM SEMPRE ESSE OBJETIVO TEM A VER COM O DO DONO: AO CONTRÁRIO DOS NEGÓCIOS, ELE PODE SER MENOS FELIZ SENDO MAIS RICO. É PRECISO SER SINCERO CONSIGO MESMO SOBRE A REAL DISPOSIÇÃO PARA TOCAR E NUTRIR UM NEGÓCIO.


Extraído do site Endeavor: https://endeavor.org.br/como-crescer-junto-empresa/