segunda-feira, 20 de novembro de 2017

10 lições de empreendedorismo de Steve Jobs

Em qualquer lista dos maiores empreendedores de todos os tempos, lá estará Steven Paul Jobs. Para o mundo: Steve Jobs. E para as pessoas mais próximas, simplesmente Steve. Assim como qualquer grande físico ou arquiteto precisa estudar os maiores físicos ou arquitetos da história, empreendedores poderiam adotar a mesma linha. O próprio Jobs fazia isso. Era fascinado por Thomas Edison, da GE, Henry Ford, da Ford, e Edwin Land, da Polaroid, por exemplo. Com Edison, aprendeu o papel da inovação para o desenvolvimento de uma empresa; com Ford, sobre como levar inovações para as massas; e, com Land, sobre como ficar atento para que a inovação não seja a causa mortis da empresa.
Mesmo os que conhecem muito pouco sobre Jobs ficam impressionados com a sua capacidade de se expressar por meio de frases de impacto. A seguir, reuni dez lições que qualquer empreendedor pode utilizar no seu dia a dia e no seu negócio.
1. “Todas as coisas que estão ao seu redor e que você chama de vida foram criadas por pessoas que não eram mais espertas que você.” Não entenda mal. No contexto em que foi dita, essa frase quer dizer que qualquer pessoa pode criar algo, já que sempre haverá pessoas que não sabem que podem ou não querem fazer aquilo. A imensa maioria dos empreendedores não eram prêmios Nobel do mundo, dos seus países, sequer da sua turma. Mas foram lá e fizeram.
2. “Alô... É o Bill Hewlett da Hewlett-Packard?” Sim. “Estou montando um frequencímetro para um trabalho escolar e precisava de algumas peças...” Jobs tinha 12 anos quando ligou para Bill Hewlett, cofundador da HP e um dos empresários mais importantes dos Estados Unidos naquele momento. Ele não só conseguiu as peças como arrumou um estágio de férias e se tornou amigo de Bill e seu sócio Dave Packard. Peça e receberá!
3. “Quando tinha 17 anos, li uma frase que dizia algo como: ‘Se viver cada dia como se fosse o último, um dia estará certo’. Isso me impressionou muito e, nos últimos 33 anos, me olho no espelho todas as manhãs e me pergunto: se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de ter feito o que farei hoje? Se a resposta é 'não' por muitos dias seguidos, eu sei que preciso mudar algo.”Se existe algo que me irrita são pessoas que reclamam do seu trabalho pois não se orgulham do que fazem. O que foi dito por Jobs deveria estar impresso no espelho do nosso banheiro para ser lido todas as manhãs.
4. “Um grande marceneiro não vai utilizar madeira vagabunda para o fundo de um armário, mesmo que ninguém veja.” Um grande produto, serviço, empresa ou mesmo pessoa está nos detalhes. Não dá para ser excelente na aparência e sofrível nos detalhes. Cedo ou tarde, ficará claro que aquilo é ruim ou, pior, é medíocre. E tudo o que é medíocre é esquecível e, consequentemente, é invisível. Se for fazer, faça muito bem-feito.
5. “Os botões do Mac OS são tão bem-feitos que você vai querer lambê-los.” Se você tem um equipamento Apple, sabe o que Jobs queria dizer com essa frase. Mais do que bonito, tudo é belo e harmônico. E a beleza não está apenas na aparência, mas em como o produto é percebido. As primeiras caixas do iPod deveriam dar a mesma sensação de estar abrindo uma caixa de joias, daí um pequeno vácuo que se forma para induzir que a caixa seja aberta em câmera lenta. O excelente também deve ser belo!
6. “Criatividade é só conectar coisas. Quando se pergunta a pessoas criativas como fizeram aquilo, elas se sentem um pouco culpadas, pois não fizeram aquilo, só vislumbraram algo novo a partir da combinação de experiências que já tinham vivenciado.” Essa frase resume a genialidade reconhecida em Steve Jobs.
7. “Picasso tinha um ditado que afirmava que artistas bons copiam, e grandes artistas roubam. E nós nunca sentimos vergonha de roubar grandes ideias. Tudo se resume a tentar se expor às melhores coisas que os seres humanos fizeram e, depois, tentar trazer essas coisas para o que você está fazendo.” Se a frase anterior resume, essa explica de onde vinha a genialidade de Jobs.
8. “Seu tempo é limitado, assim, não o perca tentando viver a vida de outra pessoa. Não seja ludibriado por crenças daquilo que é viver de acordo com o que outras pessoas pensam. Não permita que o barulho das opiniões alheias cale a sua voz. E o mais importante, tenha a coragem de seguir o seu coração e a sua intuição.” Uma lição para todos os que querem ser o próximo Steve Jobs. Não precisamos de um novo Steve Jobs.
9. “Continue com fome. Continue ingênuo.” Talvez seja a lição mais difícil de ser aplicada pelos empreendedores. Continue querendo aprender coisas novas, mas aberto às novidades. Achar que já sabemos tudo não é ingenuidade, é ignorância.
10. “Ser o homem mais rico do cemitério não é importante para mim. Ir para a cama todas as noites dizendo que fizemos algo extraordinário... isso é o que importa para mim.” Foi a última lição de Jobs e a que o colocou na lista dos maiores empreendedores de todos os tempos.

Marcelo Nakagawa é professor de empreendedorismo do Insper, membro do conselho da Artemísia Negócios Sociais e da Anjos do Brasil, mentor da Endeavor e autor de diversos livros de empreendedorismo e inovação.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Marcelo-Nakagawa/noticia/2013/07/10-licoes-de-empreendedorismo-de-steve-jobs.html

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cinco dicas fundamentais que você precisa saber ao empreender

Empreender, de uma forma ou de outra, está na alma dos brasileiros. E é no momento de maior dificuldade que esse espírito aflora. De acordo com um levantamento realizado pela Serasa Experian, de 955 mil novos negócios instalados no país entre janeiro e maio deste ano, 79% são formado por microempreendedores individuais, conhecido também como MEIs. De acordo com especialistas, isso acontece em razão do ainda frágil mercado de trabalho.

Mas a tarefa de iniciar o próprio negócio nem sempre é algo fácil e pode apresentar diversas dificuldades que precisam ser superadas. "O empreendedor precisa superar barreiras diariamente. Algumas das barreiras muitas vezes são tão grandes que chegam a parecer intransponíveis", avalia Luan Gabellini, empreendedor e sócio-fundador da Betalabs, empresa especializada em plataforma de gestão para o comércio eletrônico.

Para superar essa corrida de obstáculos, listamos abaixo algumas dicas de especialistas do que, de acordo com eles, é preciso saber ao empreender. Veja:

Gerencie bem os recursos

Dinheiro é tudo. Todo empreendedor já ouviu essa frase. E por mais óbvio que seja, é uma verdade que está presente mais do que nunca na vida de quem decide criar um negócio. "É preciso estar atento no controle financeiro, cortar quaisquer gorduras e domar o que estiver drenando o dinheiro", afirma José Alves Braga Neto, empreendedor e sócio-fundador da Nerd2.me, plataforma especializada em suporte técnico em informática. "Às vezes, pelas dificuldades do mercado ou mesmo da economia como um todo, é difícil conseguir aumentar a capacidade de entrada de dinheiro novo", aconselha.

Conduza bem o seu time

Em toda empreitada, um grande desafio sempre foi montar e conduzir o time, mesmo que reduzido, para o objetivo traçado. Por isso tenha em mente que é preciso ter pessoas que estejam bem alinhadas com o objetivo do negócio, afirma Walter Sabini Junior, empreendedor com mais de 20 anos de experiência e sócio-fundador da FX Retail Analytics. "Conseguir engajar o time para que tenham fé na liderança e a sigam é fundamental para que qualquer projeto saia do papel e se torne uma empresa", afirma.

Mude a mentalidade para a de "dono"

O desafio de sair de uma mentalidade de empregado para o de dono do negócio é muito comum entre novos empreendedores. É preciso superar essa dificuldade e entender que a partir do momento que você cria um negócio, a responsabilidade é completamente outra, avalia Gabriela Freitas, sócia-fundadora da Proxymedia, especializada em marketing digital de performance. “Não há faculdade, curso ou experiência corporativa que te ensine como empreender. Só a experiência de passar por isso te mostra os desafios diários que você vai enfrentar", conta ela.

Saiba como fidelizar seus clientes

O público que consome o produto ou serviço do seu negócio é parte fundamental do sucesso da empreitada. Por isso é importante saber como fazer para que ele seja fiel à sua empresa, conta Célio Antunes, empreendedor com mais de 30 anos de história e fundador do Grupo Educacional Impacta. "O maior desafio é conquistar e fidelizar clientes. É necessário se reinventar e inovar todo dia, porque senão sua empresa perece. Você precisa se antecipar aos desejos do cliente", conta ele.

Acredite na ideia do seu negócio

Constituir um negócio exige mais do que uma boa ideia, capacitação e análises de mercado. É preciso, acima de tudo, convicção que a empreitada é de fato um bom negócio e que pode dar frutos para o que ele se propõe. "Alguns aprendizados fundamentais na trajetória de um empreendedor são acreditar em si mesmo e direcionar suas ações de acordo com a sua intuição", aconselha Leonardo Santos, cofundador e CEO da Semantix, startup especializada em soluções de Big Data. "É indispensável nunca deixar de buscar conhecimento e estudar constantemente", complementa.

Extraído do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/cinco-dicas-fundamentais-que-voce-precisa-saber-ao-empreender/121343/

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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

5 dicas essenciais para definir o público-alvo do seu negócio

Como definir o público-alvo dos meus produtos?

O trinômio produto ou serviço, vendas e cliente é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Vendemos alguma coisa a alguém. Para que isso aconteça, este alguém precisa se interessar pelo que você tem a vender. Seu público-alvo é o conjunto de pessoas com maiores chances de interesse pelo que você tem a oferecer.

O seu público-alvo possui uma série de características relevantes o suficiente para que indiquem a maior ou menor chance de que potenciais clientes que pertençam a esse grupo queiram comprar o seu produto ou serviço. As características de seu público-alvo são de duas naturezas principais: Demográficas e comportamentais.

Enquanto a primeira indica, por exemplo, quem são, onde moram, idade, estado civil, se têm filhos, com o que trabalham, quanto ganham; a segunda descreve como vivem e o que fazem estas pessoas, por exemplo, o que compram, quanto gastam, entre outras características.

Dependendo do tipo de negócio ou do produto que você vende, algumas características podem ser mais relevantes ou não para indicar determinados comportamentos que impactam ou não na compra ou no interesse de seu público-alvo pela sua oferta.

No fim do dia, o que você precisa buscar é o comportamento de compra de seu público-alvo e quais os fatores – características – que o leva ou poderiam levá-lo ao seu negócio, ao seu produto ou ao seu serviço. O desafio é a captação destas informações e o uso com inteligência.

As redes sociais despejam segundo a segundo toneladas de informações sobre o comportamento do cliente, seus hábitos, como se deslocam e para onde, o quanto gastam e com o quê. A boa notícia é que a maior parte das redes sociais oferecem ferramentas interessantes para você se aproveitar desta informação – big data –  sem gastar muito dinheiro. Algumas voltadas para pessoas (B2C – business to consumer) outras para empresas (B2B – business to business).

Fala-se muito da inteligência artificial e do seu uso para, a partir das informações adquiridas, inferir ações a tomar. É uma questão de tempo para que este tipo de ferramenta se torne acessível. E você certamente não precisará esperar muito para que esteja em suas mãos.

Algumas sugestões simples poderão ajudá-lo neste trabalho, mesmo enquanto os benefícios da tecnologia ainda não estão todos disponíveis:

1. Busque informações: conhecer o mercado onde você vai atuar ou onde atua é importantíssimo. Reúna o máximo de informações sobre a demografia. Mas foque-se naquilo que tem relação com a sua estratégia, produto ou serviço. Não perca tempo com informações de menor relevância;

2. Segmente seu mercado: procure criar subgrupos dentro de seu mercado que possam ter comportamentos de compra semelhantes e trabalhe de acordo com estes segmentos. Com foco e ofertas assertivas suas chances de sucesso aumentam;

3. Crie ofertas assertivas: monte suas ofertas para que atendam aos requerimentos dos segmentos que identificou. Você pode até pensar em algumas necessidades ainda não identificadas pelo seu público, mas cuidado, procure atendê-lo no que ele precisa antes de inovar na oferta;

4.  Cuidado com o seu gosto pessoal: o que é bom para você não necessariamente é bom para o seu cliente. Não trabalhe suas ofertas baseado no que você acha, mas sim de acordo com o que você aprendeu dos segmentos e comportamentos de seus possíveis clientes, a menos é claro, que esteja trabalhando com segmentos cujos perfis sejam iguais ao seu.

5. Comunique, comunique, comunique: identifique os canais de comunicação mais adequados com os segmentos identificados e procure falar com eles utilizando a linguagem e a forma particular de cada um deles. O uso correto da abordagem e da linguagem vai tornar sua comunicação mais assertiva e despertar mais vontade do seu público de conhecê-lo melhor.


A definição do público-alvo não lhe garante o sucesso, mas certamente a falta vai levar você ao fracasso. Dê total atenção a esse passo.


Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/5-dicas-essenciais-para-definir-o-publico-alvo-do-seu-negocio/

terça-feira, 15 de agosto de 2017

4 dicas para transformar o feedback dos seus clientes em receita

De acordo com um estudo recente da BrightLocal, 88% dos consumidores confiam em recomendações e análises de usuários on-line no mesmo nível de uma opinião pessoal. O feedback dos clientes possui um grande poder não apenas na interação com a empresa, mas também como uma forma de gerar renda. Afinal, é a partir dos comentários positivos e negativos sobre seu empreendimento que podemos ter insights e direcionamentos para aprimorar os processos de atendimento e atuação no mercado que, consequentemente, se converterão em novas receitas.

Por isso, é mais importante do que nunca os negócios estarem prontos para coletar essas informações sobre seus produtos e serviços aproveitando todos os canais de interação. Pensando nisso, a OnYou, empresa especializadas em auditoria da experiência do cliente do país, listou quatro dicas para trabalhar esses dados de forma rápida e eficiente a fim de transformar o seu empreendimento hoje mesmo:

Como solicitar as informações de seus clientes?

É preciso ir além da opinião da experiência do cliente com o produto ou serviço. Esse feedback é fundamental no pós-venda, assim como todos os pontos de contato do consumidor com a marca, para saber o que se passa na cabeça das pessoas que compram o que a sua organização tem a oferecer. O crescimento da receita por meio dessas informações envolve também testar hipóteses sobre quais públicos ou variações do mesmo perfil de personas podem ser atraídas pelo seu negócio.

Busque a clareza em primeiro lugar
Um questionário de satisfação de clientes pode ser implementado de acordo com os objetivos de sua empresa. É preciso fazer perguntas específicas, de forma clara, mas é igualmente importante não tornar o feedback em um transtorno ao usuário. Fazer com que seus próprios funcionários sejam atenciosos em perguntar especificamente sobre processos de seu negócio é uma saída, por exemplo: "Como estava o prato?"; "Você foi bem atendido?"; "Tem algo mais que você gostaria?".
Monitoramento e acompanhamento dos feedbacks
Canais de comunicação já controlados pela companhia, como atendimento presencial, serviço ao consumidor e on-line podem ser explorados como uma plataforma confiável para feedback. Mas é preciso que haja um indicador que apresente de forma objetiva qual é o impacto dos comentários no valor do cliente (Customer Equity) e se o investimento feito pela organização no marketing e no atendimento são sustentáveis em relação à sua receita.
Fazendo os comentários trabalharem a seu favor
O retorno dos consumidores sobre seu empreendimento deve acontecer de maneira ágil e entregar a solução mais adequada à cada situação. Ao responder uma reclamação, é importante lembrar de que o atendimento deve ser realizado de forma satisfatória independentemente do perfil do usuário. É essencial filtrar as respostas mais relevantes para o futuro da empresa e obter a opinião não apenas de uma base de clientes fidelizada, como também daqueles que já realizaram.

Extraído do Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/4-dicas-para-transformar-o-feedback-dos-seus-clientes-em-receita/120669/

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

3 passos para saber se você tomou a melhor decisão nos negócios

A vida é tomar decisões. Decidir que horas acordar, qual roupa usar, o que comer e assim por diante. São tantas, que algumas delas acabam sendo tomadas até mesmo intuitivamente. A vida do empreendedor (e do gestor) não é diferente. Diariamente, decisões devem ser tomadas, em assuntos que podem envolver escolha de fornecedores, precificação, descontos e investimentos, entre outros.

Algumas decisões são fáceis e podem ser normatizadas de forma repetitiva, transformando-se em políticas. Já outras, principalmente relacionada a questões estratégicas, são únicas e dizem respeito a situações cujos detalhes nunca se repetirão com exatidão.

Na maioria dos casos da vida real, as opções de decisão são muitas e não há uma solução ótima única aos problemas. Portanto, por mais óbvio que possa parecer, é muito difícil saber se a decisão tomada foi a melhor possível. Afinal de contas, por melhor que tenha sido, sempre há a possibilidade de não ter sido tomada alguma outra decisão melhor ainda.

Apesar disso, seguem alguns critérios que costumam indicar boas decisões.

A decisão envolveu um processo analítico
Decisões são normalmente relacionadas a resolução de problemas. Quanto melhor a análise do problema (mesmo que informal), maior a probabilidade que uma boa decisão seja tomada.

Uma boa análise envolve a busca das causas reais do problema. Uma vez detectadas as causas, é possível estabelecer as alternativas e ponderar vantagens, desvantagens e riscos de cada uma delas e, finalmente, decidir sobre o que fazer. Portanto, reflita se suas decisões estão sendo tomadas com base nas causas reais ou somente nos efeitos dos problemas.

A decisão respeitou os valores do empreendedor e da empresa
No calor do dia a dia, e face a pressões de diversos lados, decisões tomadas podem ser contrárias aos valores do empreendedor e da empresa. Valores são princípios, padrões ou qualidades que são crenças centrais e convicções da organização. Estabelecem as prioridades morais e éticas, que servem como guia para todas as atividades.

Um teste simples para avaliar se as decisões tomadas respeitaram os valores é perguntar a si mesmo se você poderia contar com tranquilidade sobre a decisão tomada para os funcionários da empresa ou para os seus filhos e familiares. Se a resposta é sim, provavelmente a decisão respeitou os seus valores.

A decisão considerou os potenciais impactos e riscos para os resultados
Decisões envolvem previsões e é impossível prever o futuro, ainda mais em momentos de incertezas como passa o Brasil. É de se esperar que retornos elevados estejam associados a riscos maiores. Portanto, boas decisões são as que consideram conscientemente uma boa relação risco x retorno.



Extraído de Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/3-passos-para-saber-se-voce-tomou-a-melhor-decisao-nos-negocios/



quinta-feira, 27 de julho de 2017

Conheça formas de se capacitar para abrir um negócio

Os empreendedores nascem prontos para empreender ou podem se desenvolver? É evidente que a experiência ganha com o passar dos anos nos ajuda a moldar nossa forma de agir e de gerenciar nossos negócios.

Teoricamente não precisamos de um diploma ou de certificação para montarmos um negócio. Basta querer empreender. Alguns empreendedores inclusive não acreditam em capacitação e às vezes têm até preconceitos.

Mark Zuckerberg, Bill Gates, Steve Jobs, Silvio Santos e Samuel Klein são exemplos de empresários muito bem sucedidos que conseguiram vencer sem ter um diploma de faculdade. Estes são os famosos bem sucedidos, mas inúmeros outros sem estudo tentaram, não conseguiram sucesso e quebraram.

Dados do Sebrae indicam que 23% das micro e pequenas empresas fundadas fecham em até dois anos. Já o IBGE afirma que até 60% das empresas fundadas há 5 anos pararam suas operações. Os principais motivos para a quebra são a falta de capacitação, experiência, clientes e capital de giro.

Ninguém tem todas as competências já desenvolvidas, nem mesmo adquiriu todo o conhecimento necessário para empreender. Não basta ter ideia, intuição, dinheiro, garra, paixão, experiência ou boa vontade. É necessário técnica. Mas por que capacitar-se para abrir seu negócio? Quais os benefícios?

Capacitação é essencial para o empreendedor pois o ajuda a cortar caminhos no desenvolvimento da empresa, melhorando suas percepções, ajudando a prevenir riscos e principalmente no desenvolvimento de uma metodologia de gestão organizada e não apenas intuitiva.

Há outros fatores positivos como a aceleração do desenvolvimento da empresa, melhorando o entendimento do negócio e ajudando na disseminação das melhores práticas de gestão. Além disto, a inserção do empreendedor num ambiente de estudos o estimula à troca de informações, aumentando seu networking e inclusive gerando negócios.

Diversas opções

O empreendedor não precisa necessariamente passar por um programa formal de estudos, apesar de que um curso bem organizado possa trazer grandes benefícios. Porém, hoje há inúmeras formas de capacitação disponíveis para nos ajudar a empreender.

Atualmente a disponibilidade de informações para capacitação na internet é enorme. O problema é que há muitas informações e cursos de baixa qualidade. Como a internet é um canal aberto, todos podem dar suas opiniões e de alguma forma vender ou dar dicas. Contudo, muitos não têm expertise nem credibilidade para isso.

Sendo assim, apesar da abundância de possibilidades, procure capacitar-se com cursos, informações, textos e vídeos de pessoas ou escolas que têm notoriedade, seja esta, acadêmica ou prática. Leia e ouça os experts, pessoas bem sucedidas e preparadas e que são referência em suas áreas.

Nem sempre cursos ou informações grátis são bons. Geralmente são insuficientes, porém não quer dizer que tudo que é grátis é desprezível. Há diversos cursos e vídeos no Youtube, Coursera, Veduca e EdX que são de ótima qualidade e podem ajudar muito os empreendedores. Aproveite para assistir vídeos no TED com depoimentos de empresários, além de ouvir áudios pragmáticos no Podcast.

Uma boa dica para buscar capacitação empresarial é no site da Endeavor. Há diversas informações, vídeos e cursos de ótimo nível desenvolvidos por profissionais, professores e empreendedores realmente bem sucedidos.

Antes de começar o processo de capacitação, procure entender o que precisa estudar. Não gaste tempo nem dinheiro simplesmente para carimbar seu currículo com um curso, somente porque a instituição tem uma marca importante.

Seja pragmático e busque o que realmente precisa. Empreendedor de alta performance não tem tempo a perder, assim, tenha foco e estude o que precisa para agir. Tente adequar sua demanda para desenvolvimento com a disponibilidade de tempo e dinheiro que tem para investir.

Há inúmeros cursos disponíveis no mercado para capacitação, desde os mais simples que podemos fazer à distância como os do Sebrae, até os mais completos como os cursos de MBA para empreendedores das grandes escolas de negócios do mundo. Uma boa dica de um curso de curta duração de alto nível para empreendedores é o Business Dynamics do Insper.

Capacitação deve ser um processo contínuo de desenvolvimento. Exige paciência, disciplina e dedicação. Às vezes, o empreendedor acha que não precisa pois não tem atenção ou foco. Diz que não gosta de estudar porque nunca se dedicou, mas depois que começa acaba gostando, pois certamente obteve resultado. É como começar a correr. Vai doer, cansar, mas de repente está correndo 10 quilômetros por dia e se entusiasma a correr uma maratona. Basta começar, não desistir e buscar orientação.

Não há como garantir que educação ou capacitação mudarão os rumos da sua empresa, mas certamente melhorarão sua forma de pensar, planejar, agir e administrar. Invista sempre no seu desenvolvimento, o retorno é rápido e de alta rentabilidade.



Ricardo Mollo é empreendedor, professor de finanças do Insper e PhD candidate na University of London.


Extraído de Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/conheca-formas-de-se-capacitar-para-abrir-um-negocio/

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Como saber se minha ideia de negócio realmente vai ter sucesso?

Não é possível saber se a sua ideia de negócio será um sucesso, mas é possível ter uma ideia…

É natural que muitas pessoas que pensam em abrir um negócio almejem ter sucesso com a sua empreitada. Também é comum que boa parte delas resuma sucesso ao retorno financeiro esperado.

Por outro lado, muitos empreendedores, mesmo tendo sucesso financeiro, frustram-se quando descobrem que isso não é medido puramente pelo dinheiro que gera.

“As empresas precisam ter lucro como objetivo, do contrário, elas morrem. Mas se uma empresa é orientada apenas para ter lucro, também morrerá, porque não terá mais nenhum motivo para existir…” – costumava dizer Henry Ford.

Por isso, antes de pensar se sua ideia de negócio vai ser um sucesso, é preciso entender, verdadeiramente, qual é a sua definição de sucesso nos negócios.

A pesquisadora Betina Silvestri entrevistou centenas de empresários e empreendedores para entender como definiam sucesso e o resultado foi a sua tese de doutorado que explica que o sucesso pode ter, pelo menos, 67 definições, incluindo, sim, o sucesso financeiro, mas também aspectos associados à realização pessoal, impactos positivos na sociedade, aprendizagem contínua, reconhecimento público, estabilidade e segurança, entre outras combinações.

Depois de encontrar a sua definição verdadeira e sincera de sucesso nos negócios, é preciso pensar em quatro aspectos básicos:

1 — Sua ideia representa, de fato, uma grande oportunidade de negócios?

O primeiro aspecto diz respeito à inovação ou diferenciação da sua ideia em relação ao que já existe e é percebido pelo seu público-alvo.

Em geral, empreendedores de primeira viagem sofrem do Complexo de Narciso e sempre acreditam que possuem a melhor e mais inovadora ideia de negócio do mundo, mas quem determina isso são as pessoas que compõem o seu mercado.

Para entender se sua ideia é diferenciada ou inovadora, é preciso tangibilizá-la de alguma forma, seja por meio de protótipos, flyers, infográficos ou qualquer outro recurso que o potencial cliente consiga visualizar ou mesmo experimentar o negócio que pretende criar. E, daí, concluir que o que pretende criar é inovador ou, pelo menos, diferenciado.

2 — O mercado que você pretende atingir possui um tamanho adequado?

O segundo aspecto está associado ao tamanho de mercado adequado, o que tem impacto direto na rentabilidade da empresa.

Para entender o tamanho de mercado é preciso ter uma compreensão de dois conceitos sábio para qualquer empreendedor: Miopia de Marketing e Jobs to be done. Você deve entender que não está no mercado do produto em si, mas no do seu benefício. Assim, se perceber que um dos principais concorrentes da CacauShow é O Boticário, entendeu o que é Miopia de Marketing.

Já o conceito Jobs to be done defende que o cliente não compra apenas o benefício, mas compra algumas tarefas específicas (jobs) que aquele produto ou serviço entrega.


Dessa forma, um dos jobs que o cliente compra da CacauShow é uma opção de presente que surpreenda o presenteado. Se você entender que está no mercado do benefício e de jobs específicos, pode ter uma melhor compreensão do real tamanho e demanda de mercado.



Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/saiba-se-sua-ideia-de-negocio-realmente-vai-ter-sucesso-ou-nao/