quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A excelência no atendimento como vantagem competitiva

Uma pesquisa feita pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios revelou que 61% dos clientes afirmam que ser bem atendido é um fator mais relevante do que o preço.
De fato, isto se comprova em nosso cotidiano. Quantas vezes entramos numa loja dispostos a comprar e pelo mal atendimento decidimos por não comprar? E o contrário também ocorre, pois às vezes entramos apenas para olhar, mas graças a um atendimento encantador, decidimos levar algum produto ou serviço que foi tão bem exposto pelo atendente vendedor.
Parece simples, mas isto dá verdadeiramente um ótimo resultado e pude comprovar frente às câmeras. Fui convidado para participar de um programa de TV para analisar o atendimento de algumas lojas no centro de São Paulo. Me lembro de 2 cenas que foram ao ar sobre este tema. Estava ao lado do repórter quando ele perguntou a um ambulante sobre as vendas e ele, sentado na cadeira, disse que estava muito ruim, que os clientes tinham sumido. Quando ele disse isso, um cliente se aproximou e o repórter, então, sugeriu que o ambulante fosse lá atender, mas ele respondeu: “Atendo sentado daqui mesmo”. E, de forma passiva, com a mão segurando o rosto, indagou ao cliente: “Está precisando de alguma coisa?”. A resposta do cliente foi: “Não, só estou dando uma olhadinha”. E foi embora.
E veja que curioso, demos alguns passos e, na mesma calçada, há poucos metros deste primeiro, fomos surpreendidos pelo segundo ambulante que já nos recebeu em pé olhando nos olhos, com um largo sorriso no rosto dizendo: “Que bom que vocês vieram”. O repórter repetiu a pergunta feita anteriormente, sobre como estavam as vendas. O segundo ambulante respondeu: “Melhor impossível, as vendas estão ótimas, melhor ano da minha banca”.
Aí vem o mais espetacular. O repórter olhou para a banca do primeiro ambulante, comparou com a do segundo e perguntou: “Mas se o senhor está na mesma calçada, vende basicamente os mesmos produtos no mesmo preço que o seu vizinho, como pode estar indo tão bem e o rapaz da banca do lado estar tão desanimado?”. Ele respondeu: “Os clientes querem carinho, atenção. Recebo todas as pessoas com alegria e otimismo”. E emendou com chave de ouro: “Eu tenho como missão de vida, independentemente do cliente comprar algo ou não, deixá-lo ir embora melhor do que quando ele chegou até mim”.
Este caso foi mais um onde ficou claro que o atendimento foi o diferencial decisivo do segundo, um empreendedor de verdade, perante o primeiro. Isso evidencia claramente a importância de treinarmos continuamente a equipe e identificarmos qual colaborador atende com excelência e, a partir daí, não medir esforços para reter este profissional de alta performance.
Vale lembrar, ainda, que um colaborador que atende bem e outro funcionário que atende mal geram o mesmo custo contábil na folha de pagamento da empresa no final do mês. Desta forma, é fundamental identificar também quem não pratica um atendimento de qualidade e jogar abertamente com ele sobre a necessidade da melhoria, treinar e dar as oportunidades antes de dispensá-lo. Mas é preciso deixar claro que o mercado está cada vez mais competitivo e que não há espaço para amadores ou funcionários descontentes que destratam consumidores ou potenciais compradores.
Quer aumentar as vendas, conquistar novos consumidores e fidelizar seus clientes? Torne a excelência no atendimento uma grande vantagem competitiva da sua organização!

Matéria retirada do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/a-excelencia-no-atendimento-como-vantagem-competitiva/114062/

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

10 dicas para começar um negócio sem ter nenhuma experiência

O empreendedorismo é, cada vez mais, visto como uma opção de carreira para os brasileiros. Porém, futuros donos de negócio esbarram em uma questão complicada: como criar um empreendimento sem ter tido nenhuma experiência anterior na área de gestão de negócios?
Essa foi uma das perguntas feitas na rede social Quora. Em resposta, diversos empreendedores experientes deram a sua visão sobre o assunto, enumerando alguns primeiros passos para quem quer empreender.

1 — Descubra o que realmente o motiva a empreender
O primeiro passo para criar um negócio de sucesso é ter muito claro qual o seu propósito com a criação dele. É comum que futuros empreendedores optem por esse estilo de vida porque querem mais liberdade de decisões e mais tempo livre, por exemplo.
“Sempre pode haver algo a mais na sua vida, mas é você quem tem de decidir o que é ‘mais’ para você. Do que você sente falta? O que o faria feliz?”, indaga a empreendedora Rachael Thompson. “Sua rota para o sucesso não será parecida com a de ninguém. As pessoas costumam olhar para outros em busca de inspiração, mas ficam imitando o que essas pessoas fizeram no lugar de descobrir o que funciona melhor para elas próprias.”
Como exemplo, ela cita o sucesso de Steve Jobs: mesmo que as estratégias do criador da Apple tenham levado o negócio ao sucesso, seu modelo de gestão pode entrar em confronto com a ética de trabalho, os valores pessoais e a personalidade de muitos outros empreendedores.

2 — Pratique mais a análise e menos o impulso
Não comece um negócio apenas porque não aguenta mais os percalços que vêm com o trabalho em empresas – e sim porque a vida de empreendedor é a que atende seus objetivos, e você está disposto a passar dificuldades para obtê-los.
Muito provavelmente, você encontrará pontos negativos também ao empreender, avisa a empreendedora Debbie Widjaja. Por isso, agir por impulso e desistir de ser funcionário só porque ser dono de um negócio aparenta ser mais relaxante é uma ilusão que logo sumirá.
“Você ainda encontrará situações que gostaria de evitar: membros do seu time que são irritantes, clientes arrogantes e regulações estúpidas”, enumera.
Da mesma forma, não pratique o impulso na área financeira: abandonar a vida de funcionário sem ter feito uma reserva. “Você consegue sobreviver sem uma renda fixa pelos próximos dois ou três anos? A partir do momento em que você contrata pessoas, você é parcialmente responsável pela vida delas e das famílias delas. Se seu negócio falir amanhã, quais vidas serão impactadas?”, indaga Widjaja.

3 — Tenha uma ideia – e veja se ela realmente funciona
Para muitos empreendedores, um empreendimento começa a partir de uma ideia. Porém, muito além de usar seu tempo para pensar em um negócio inovador, o futuro empreendedor precisa validar a sua ideia: ou seja, conferir que seu produto ou serviço pode realmente funcionar.
O empreendedor Rahul Mehra lista algumas das características de uma boa ideia de negócio – você pode checar se a sua ideia cumpre tais requisitos enquanto estiver tanto na fase de ideação quanto na fase de testes.
“Uma ideia deve ser algo pelo qual você é apaixonado; algo que ainda não foi explorado (se você quiser grandes riscos e alta recompensa); algo que foi bem experimentado por alguém (se você quiser ter poucos riscos e ganhar menos); algo que resolve um problema enfrentado pela sociedade; e algo que satisfaz uma necessidade.”

4 — Prepare um plano de negócios excepcional
Elaborar um bom plano de negócios é essencial para qualquer empresa de sucesso – especialmente se você não possui experiência real em empreendimentos e não sabe computar direito todas as necessidades de recursos que eles exigem.
“Essencialmente, é uma planta do seu futuro negócio: como ele se parece e o que ele irá requerer. Muitos negócios não possuem um plano de negócios, e essa é uma falha fundamental, que precisa ser evitada a todo custo”, afirma a empreendedora Alexandra Isenegger.

5 — Pesquise mais sobre o mercado em que você quer atuar
“Provavelmente, a coisa mais importante a ser feita antes de começar seu próprio negócio é fazer sua lição de casa”, sentencia a empreendedora Alexandra Isenegger. Alguns pontos de estudo são a real demanda do seu produto ou serviço, o contexto econômico do setor e a força dos seus competidores.
“Você está entrando em um monopólio, um oligopólio ou um mercado perfeitamente competitivo? Quais são as forças e fraquezas deles? Melhor ainda: quais são as forças e fraquezas do seu próprio produto? Há alguma característica única da sua ideia de negócio que justifique a venda? Todas essas questões pedem um estudo extenso de marketing. Assim, você terá certeza de que possui uma ideia com um potencial lucrativo.”

6 — Acumule experiências no ramo desejado
Alguns empreendedores no Quora defendem que o empreendedor ganhe alguma experiência no ramo do seu futuro negócio, já que não possui um histórico em gestão de empresas em geral.
Ou seja: se você quiser abrir uma loja de roupas, por exemplo, seria indicado trabalhar como vendedor ou gerente de um comércio da área.
“Sim, parece uma distração ou um caminho paralelo, mas vá buscar essa experiência. Aprenda como o negócio opera. Suje as mãos trabalhando para alguém e observando como o dono atua, para aprender lições sem ter de pagar por isso”, aconselha o empreendedor Aaron Weber.

7 — Pergunte, sempre
Uma das qualidades mais importantes que você deve ter, como um futuro dono de negócio, é a vontade de perguntar para outras pessoas aquilo que você desconhece, afirma o empreendedor Pedro Mouta.
Essa atitude tem a ver com outra qualidade dos empreendedores: a humildade. “Ser humilde, um bom ouvinte e estar disposto a aprender é o que diferencia aqueles que não chegam a lugar algum daqueles que obtêm resultados.”

8 — Construa relacionamentos
O hábito de perguntar se relaciona com outro conselho dado pelo empreendedor Pedro Mouta: estabelecer relacionamentos poderosos e genuínos com as pessoas.
“A habilidade de se conectar e mostrar verdadeira empatia será um fator crítico de sucesso quando você não souber como resolver algum problema. Nessa hora, você pode se lembrar de alguém que é especialista no tema e certamente poderá ajudá-lo.”

9 — Aprenda a viver em um orçamento apertado desde já
Algo que será muito útil na sua futura vida empreendedora é acostumar-se com um padrão de vida mais modesto – afinal, negócios costumam demorar para dar retorno e você nunca sabe quando será preciso apertar o orçamento para que a empresa sobreviva.
“Ensine-se hoje a viver com a menor quantidade de dinheiro possível”, recomenda o empreendedor Nathan Kaemingk. “Não há nada pior, pela minha experiência pessoal, do que ter de decidir entre investir no seu negócio e pagar contas pessoais.”

10 — Esqueça a ideia de que fracassar é o fim
Há uma grande diferença entre fracassar e ser um fracasso, diz o empreendedor Nathan Kaemingk. Não importa nem se seu negócio for à falência: a real derrota ocorre quando você para de tentar e para de aprender com seus erros.
“Esqueça tudo que você aprendeu na escola que sugere que não saber ou dar a resposta errada de alguma forma o faz ser um fracassado”, sentencia o empreendedor. “A única maneira de conseguir experiência é tentar. Então, tente e lembre-se: o fracasso é um grande professor, e não o fim da jornada.”



Matéria retirada do site Exame.com: http://exame.abril.com.br//pme/noticias/10-dicas-para-comecar-um-negocio-sem-ter-nenhuma-experiencia/lista

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

3 estratégias práticas para falarem bem do seu negócio

Aquele velho ditado “falem mal, mas falem de mim”, definitivamente, não é mais válido nos dias atuais, em que reputação é tudo e ajuda muito a vender e a ampliar os negócios. Mas como fazer as pessoas conhecerem a sua empresa e ainda falarem bem?
Este tema precisa estar na pauta permanente de todas as companhias. Uma prova disso é que toda grande empresa investe muito na construção da sua reputação, no seu posicionamento e no relacionamento com todos os stakeholders, ou seja, com os seu público de interesse: clientes, colaboradores, possíveis clientes, fornecedores, parceiros, formadores de opinião e também com a comunidade.
Essa construção de imagem positiva é permanente e não acontece do dia para a noite, mas preparamos três passos simples para que você possa estruturar o seu plano de ação hoje mesmo:
1- Cotidiano: No seu dia a dia, em todos os momentos, seja verdadeiro, honesto, positivo e transparente! Ninguém vai falar bem do seu negócio se ouvir reclamações de clientes ou funcionários nas redes sociais. E, acredite, se houver motivo, eles falarão tudo nesses canais.
2- Plano de ação: Liste os seus principais públicos e crie um plano rápido de ações semanais. Talvez possa começar com clientes, funcionários e com a comunidade.
3- Avaliação: Periodicamente, avalie os resultados, ouça a conversa das pessoas, agradeça, responda cordialmente e aprenda com esses retornos.
Como sabemos que o seu cotidiano é bem agitado e que não sobra muito tempo, para facilitar, reunimos as três principais ações para começar um relacionamento positivo com os seus públicos e levá-los a falar bem do seu negócio:
1- Para os colaboradores: se não der para falar pessoalmente, você pode ter um grupo fechado no Facebook, por exemplo, para elogiar as atitudes positivas, contar novidades antes de lançá-las, mandar mensagens de motivação e até compartilhar curiosidades da história da empresa. Hoje também há redes sociais corporativas, com ferramentas específicas para essas interações!
2- Para os clientes: invista em técnicas de encantamento e no bom atendimento, inclusive nas redes sociais. Vale a pena monitorar o que estão falando da sua marca e entrar nessa conversa. Se alguém está com uma imagem negativa sobre a sua marca, descubra o que ocorreu e tente reverter o caso. Muitas vezes uma mensagem gentil, um telefonema e até um convite para conhecer a empresa ao vivo podem mudar a percepção.
Outra ideia é prestigiar quem está falando bem, com ações de valorização. Convide os seus clientes para curtir a página e participar de promoções. Você pode fazer ações rápidas e com investimento mínimo nas redes sociais, para ampliar o seu relacionamento com as pessoas e levá-las a falar bem do seu negócio.
3- Comunidade digital: dê algo de valor para esse público, por meio das redes sociais. É uma das estratégias mais fortes para que falem bem da sua marca e também para atrair mais pessoas para a sua página. Pode ser um vídeo ou e-book ensinando a usar melhor o seu produto ou serviço, para aumentar a vida útil e evitar a manutenção, por exemplo.
Pense no seu negócio e nos problemas que ele resolve e tente levar essas soluções e dicas, gratuitamente, para o maior número possível de pessoas. Talvez você já tenha ouvido falar sobre marketing de conteúdo ou no inbound marketing, que estão muito comentados no meio digital atualmente. O fundamento dessa estratégia é exatamente dar conteúdo de valor às pessoas, para ampliar a base de interessados, criar conexão e relacionamento com essas pessoas, gerar confiança e comentários positivos, além, claro, de atrair mais vendas.
E não se esqueça que ter uma página bem cuidada, com posts todos os dias, nas principais redes sociais, é vital para qualquer negócio.
O importante é começar agora, de onde você está! Não espere o amanhã. Desafie-se a fazer três ações por semana com esse objetivo, para os seus públicos, por mais simples que sejam.
O importante é fazer, não parar, e não esquecer de responder aos comentários das pessoas. Aproveite para medir o que funciona melhor e investir mais nesse caminho.

Extraído do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/3-estrategias-praticas-para-falarem-bem-do-seu-negocio

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

7 passos para seguir depois de fazer um Plano de Negócios

Montar um bom plano de negócios é o primeiro passo para qualquer empreendedor. Com todas as ideias no documento, é hora de ver os planos saírem do papel. Mas, por onde começar?

De acordo com David Kállas, professor de estratégia do Insper, o plano de negócios bem elaborado é crucial para dar início à jornada no mundo do empreendedorismo. "É por meio dele que o empreendedor poderá captar investidores, sócios e parceiros. O plano é uma ferramenta de atração."

A elaboração do plano de negócios pode também trazer segurança para o futuro empreendedor. "É como se fosse a planta de uma casa. Além dela, há outros muitos detalhes a serem pensados em uma construção, mas com a planta eles são desenvolvidos com mais tranquilidade", afirma Vitor dos Santos, analista de negócios do Sebrae.

Apesar da grande importância do plano inicial, as próximas etapas de um negócio demandam tanta atenção quanto a elaboração do modelo.

Confira dicas para seguir um caminho organizado até firmar sua empresa.

1. Faça um plano de ações
Enumere as etapas de execução da forma que achar melhor. É possível até fazer um checklist convencional. Isso ajudará o empreendedor a não perder o controle. "O plano de ações evita que algo seja esquecido e ajuda a mensurar as etapas" afirma dos Santos.

2. Estabeleça um período de prototipagem
Fazer testes vai ajudar o futuro empreendedor a avaliar se há espaço para a sua ideia no mercado. Segundo Santos, o trabalho vem antes de qualquer empresa. Vale apostar em testes de produtos e com clientes para descobrir a forma como o público quer consumir.

3. Converse sobre suas ideias
Ouvir e trocar experiências com pessoas que já estiveram onde você está ajudará a colocar as ideias em prática. Na visão de David Kállas, nada é tão eficiente quanto conversar com alguém que entenda do assunto. "As pessoas precisam abandonar esse medo de dividir suas ideias. Se você não se sente seguro para falar sobre elas, é melhor revê-las."

4. Procure um contador ou advogado
Esses profissionais auxiliarão com as questões de contrato e no processo de abertura formal da empresa. A obtenção de um CNPJ é passo essencial para colocar um negócio em vigor. Santos afirma que não há um momento exato para que a formalização judicial seja feita. "Essa etapa pode vir no início ou no final do processo, depende do porte do negócio."

5. Pense na infraestrutura e no quadro de funcionários
Dedique um tempo para estudar o espaço físico de seu negócio, seja em um home office, um centro de co-working ou um escritório. O processo de seleção de funcionários também é um fator importante. "Selecionar colaboradores é uma das coisas mais importantes que um gestor faz. É importante trabalhar com pessoas engajadas no novo negócio para fazê-lo funcionar."

6. Vá atrás de clientes
Atrair a clientela é o grande desafio de todo negócio que está começando. O empreendedor precisa estar disposto a circular por aí. Isso fortalece outros aspectos importantes do negócio como o relacionamento com as pessoas e o networking.

7. Se necessário, faça ajustes

O empreendedor deve saber que sempre há surpresas. Em alguns casos, será necessário olhar novamente para o planejamento e fazer pequenos ajustes e adequações. Eventuais alterações no plano de negócios não devem ser motivo de medo ou desistência.


Matéria extraída do site PEGN: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/08/7-passos-para-seguir-depois-de-fazer-um-plano-de-negocios.html

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

5 atitudes que deixam um cliente apaixonado pela empresa

Hoje em dia, com a quantidade de empresas existentes e com a facilidade que temos para achá-las, é muito difícil – perto do impossível – encontrar empresas que ofereçam um serviço único. Para os empreendedores, em tempos de crise econômica, a concorrência tem que estar mais em mente do que nunca.
Por isso, entregar o serviço ou o produto e ser educado com o cliente já não são mais suficientes. Para que a empresa seja indispensável e o cliente não pense em ir embora, é preciso outro ingrediente na fórmula: o envolvimento.
“As empresas não podem perder as oportunidades de se envolver com o cliente e mantê-lo satisfeito. Qualquer oportunidade desperdiçada é uma brecha para que ele busque o concorrente”, diz o especialista em venda Enio Klein. “Portanto, saber o que o cliente quer, oferecer o melhor a ele e proporcionar um relacionamento contínuo são as regras básicas para manter a fidelidade”, completa.
Quer ter clientes sempre fiéis? Então veja a seguir cinco dicas essenciais para mantê-los apaixonados por sua empresa. E não se esqueça: além de te colocar no topo da lista na hora de comprar, um cliente apaixonado também é um ótimo divulgador do seu negócio – e melhor: sem cobrar nada por isso. 
1. Envolva o seu cliente
A partir do momento em que você não apenas quer que o cliente fique satisfeito com seus serviços, mas também que ele se encante com eles, é necessária uma abordagem um pouco mais envolvente do que a usual. 
Isso porque, se o cliente observar apenas o que será entregue, seja o produto ou o serviço, o diferencial entre a sua empresa e as concorrentes pode não chamar muita atenção. É preciso entregar um pouco a mais do que o cliente já espera receber. 
“É basicamente como acontece em qualquer relacionamento pessoal: a atração inicia a aproximação, mas é a convivência que sustenta ou não um relacionamento”, explica o professor Marcos Machado, da Business School São Paulo (BSP). “O que atrai clientes potenciais é a atratividade da promessa da empresa em relação às concorrentes. A promessa tem que ser superior às já existentes”, ele completa.
2. Dê credibilidade para a reclamação do seu cliente
Parece óbvio que, para se manterem fiéis, seus clientes precisam ver que estão conseguindo aquilo que querem quando procuram a sua empresa. Mas, no dia a dia, essa parte pode acabar ficando um pouco esquecida, o que é fatal. Se um cliente se frustra, você não está perdendo apenas ele, mas todos os clientes em potencial que o ouvirão falar mal da sua empresa.
“As reclamações do cliente sempre têm que ser resolvidas, ele tendo razão ou não. No caso de ele não ter razão, é preciso mostrar o motivo. Mas, quando ele tem razão, é preciso solucionar o problema o quanto antes”, afirma o especialista em vendas Enio Klein.
Além de ter seu problema resolvido, o cliente também precisa sentir que aquela reclamação pode ajudar a empresa a arrumar problemas futuros, que as constatações que ele fez foram levadas a sério.
“A empresa precisa aceitar quando ela recebe uma reclamação. Às vezes a reclamação é muito rica e pode ajudar a empresa a melhorar o produto ou o serviço. E isso vai atrair mais gente, porque os clientes vão perceber que aquela é uma empresa que realmente ouve”, aconselha Maria Inês Duolce, coordenadora da Proteste Associação de Consumidores.
3. Seja ágil e eficaz nas mídias sociais
Quando a reclamação ou a dúvida é feita on-line, é esperado que ela seja atendida com a rapidez que pede a internet. Nas mídias sociais, as respostas geralmente são esperadas para ontem. 
“Hoje, um dos melhores meios de interação e engajamento com o cliente são as redes sociais. Mas é preciso estar presente e dar retorno rápido pelas redes. É isso o que o cliente espera” afirma Klein.
Além disso, é necessário manter os canais de comunicação sempre funcionando. Afinal, a facilidade de se conseguir informações e falar com a empresa é um atrativo bastante forte na hora de escolher com quem comprar. 
“A facilidade em conseguir informações é o atrativo principal. Isso é extremamente importante. O cliente precisa sentir o conforto, a confiança do outro lado. Estamos naquela era em que o consumidor é bombardeado com muito marketing, então ele acaba tendo confiança quando tem contato direto”, reforça Maria Inês.
4. Tenha um canal aberto de comunicação
Além das mídias sociais, o cliente precisa saber que pode entrar em contato com a empresa sempre que precisar e que não vai passar por enrolações quando fizer isso. Ser atendido quando precisar passa a mensagem de que o cliente está sempre sendo respeitado.
“Nem toda reclamação é justa, mas muitas são e a maioria é contornável. A reclamação pode até ser uma oportunidade de surpreender o cliente. Entretanto, na ausência de um canal de contato, ela será incontornável”, explica Marcos Machado, da BSP. 
Mas, se o seu objetivo é aproximar a empresa e o cliente cada vez mais, só ter o canal disponível pode não ser suficiente. É necessário também ficar atento para ver se o que você está oferecendo é bom o bastante para o cliente.
“É preciso sempre medir se o cliente está se sentindo satisfeito com as informações que ele está recebendo, com os canais que ele tem disponível. Se necessário, abrir cada vez mais canais”, completa Maria Inês, da Proteste.
5. Prepare a sua equipe
O contato principal que o cliente vai ter com a sua empresa é no momento da compra. Nesse processo, a figura dos vendedores é fundamental, porque é por eles que se forma uma boa parte da imagem da empresa.
“É necessário sempre uma equipe preparada, treinada, que consiga dominar o portfólio. Uma equipe que saiba atender à necessidade do cliente, que saiba fazer as perguntas certas e propor soluções mais adequadas”, alerta Carlos Cruz, do Instituto Brasileiro de Vendas.
Cruz também chama a atenção para os “clientes promotores”, que são aqueles que vão indicar a sua empresa e atrair novos clientes, caso eles tenham uma experiência positiva.
“A empresa tem que atuar em múltiplos canais, para criar múltiplos impactos. Não adianta só vender, não pode pensar só em curto prazo. O pós-venda é quase que uma próxima pré-venda, tanto no caso de fidelizar o cliente quanto também para esse cliente se tornar um promotor da sua empresa”, completa.

Matéria extraída do site Exame.com: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/5-atitudes-que-deixam-um-cliente-apaixonado-pela-empresa

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

5 aspectos legais que todo empreendedor precisa conhecer

Se você tomou a decisão de ser empreendedor, é bom que saiba algumas coisas: conduzir um negócio exige bem mais do que habilidades específicas de gestão. Há uma série de temas que todo empresário precisa dominar minimamente e o direito é um deles. A burocracia brasileira impõe muitas variáveis legais à rotina de pessoas jurídicas e minimizar sua importância pode significar um verdadeiro tiro no pé.
Aqui, elencamos alguns aspectos legais que consideramos básicos e essenciais para todo empreendedor. Fique atento a eles:


Legislação tributária

Toda empresa está sujeita ao recolhimento e pagamento de tributos, que são específicos de acordo com a área de atuação (serviços, comércio, indústria etc.), tamanho (micro, pequena, média ou grande empresa), tipo de sociedade (limitada, anônima etc.), localização (cada cidade e estado tem seu próprio sistema de tributação) e outros fatores que definem e delimitam a empresa. Esse assunto pode ser um tanto complexo, devido à natureza burocrática do Brasil. Por isso, estude muito sobre ele e, principalmente, busque assessoria especializada logo que a estrutura financeira do seu negócio suportar.


Legislação trabalhista

Se seu negócio é você e você mesmo, pode pular este ponto. Mas se, em algum momento, você for contratar alguém, preste muita atenção aqui. Litígios trabalhistas lotam diariamente a justiça brasileira e, não raro, quebram algumas empresas. O alto custo da mão de obra no Brasil muitas vezes leva empreendedores a buscarem “jeitinhos” para minimizar a despesa nas contratações. Em muitos casos, acredite, fazem isso por puro desconhecimento da lei ou por minimizarem o risco de uma contratação irregular. Informe-se da maneira mais completa possível sobre esse assunto, que vai além dos contratos e envolve também a qualidade do trabalho em sua organização.


Código Civil

Já existiu no Brasil um código específico para tratar de assuntos empresariais, mas hoje tudo que se relaciona a sociedades e temas correlatos está no Código Civil. Pesquise, leia e atualize-se.
O brasileiro está cada vez mais consciente de seus direitos e aprendendo a exigi-los. Ninguém tolera mais empresas que infringem isso e as redes sociais potencializaram as vozes, que podem provocar estragos grandes às marcas quando se sentirem lesadas. É muito importante que você, enquanto empreendedor, domine bem essa área.

Matéria retirada do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/5-aspectos-legais-que-todo-empreendedor-precisa-conhecer/112352/

quarta-feira, 27 de julho de 2016

7 dicas de gestão de pessoas para micro e pequenas empresas

Ser empreendedor requer grandes esforços e dedicação. Além de cuidar do negócio, das finanças, também está sob sua responsabilidade a contratação e organização da força de trabalho. Devido à alta rotatividade e à falta de expertise na área de RH, um dos desafios das micro e pequenas empresas é estar atento à retenção e ao desenvolvimento de seus funcionários.

Atrair, selecionar, preservar a integridade física e emocional e criar um bom ambiente deve fazer parte do dia a dia de toda a companhia. Francisco Teixeira Neto, especialista da Fundação Nacional da Qualidade, comenta: “Cuidar bem dessas questões pode impactar na oferta de produtos e serviços mais competitivos e atrativos para o mercado, mesmo para empresas com poucas pessoas”. 

Teixeira também comenta que o sucesso das organizações está muito ligado às pessoas que integram a empresa e “a gestão feita de forma eficiente possibilita que isso ocorra”. Confira algumas dicas para que as micro e pequenas empresas busquem a excelência na área de gestão de pessoas e que nem sempre são praticadas no dia a dia.

1. Contrate a pessoa certa
Contar com pessoas dispostas ou disponíveis para ocupar o cargo nem sempre resolve o problema. Em novas contratações, é preciso avaliar se a pessoa possui o perfil adequado para a vaga. Ou seja, o candidato precisa ter as competências para a função, além de se identificar com o negócio e os valores da companhia.

2. Avalie as competências de seu colaborador
A competência tem como base conhecimento, habilidade e atitude. O conhecimento e a habilidade podem ser desenvolvidos com capacitação e treinamentos. No entanto, possuir a atitude desejada nem sempre está explícito no colaborador e precisa ser investigado mais profundamente.

3. Ofereça benefícios e atrativos
Não é apenas o salário que mantém motivado um funcionário. Naturalmente, salários compatíveis com o mercado para a função são desejáveis, mas uma empresa pode compensar eventuais diferenças com benefícios ou outros atrativos que nem sempre implicam custos adicionais. Por exemplo: flexibilidade de horário, trabalho a distância, participação do processo decisório etc.

4. Integre sua equipe 
Assegure que os funcionários que atuarão diretamente com o novo colaborador tenham oportunidade de participar do processo seletivo. Afinal, para um bom trabalho em equipe, é importante que existam afinidades, para que o clima organizacional não fique prejudicado com a contratação de uma pessoa que não se alinhe ao grupo.

5. Trabalhe o feedback
Prepare, de forma atrativa, seus colaboradores para a cultura de dar e receber feedback. Tal atitude impacta positivamente no desempenho da organização, pois evita desperdícios de tempo lidando com intrigas e mal-entendidos.

6. Promova o job rotation 
O “rodízio de funções” estimula os colaboradores a vivenciarem o trabalho feito por outros colegas, além de promover a visão sistêmica, a sinergia, a empatia e a melhoria de processos.

7. Capacite e desenvolva as pessoas
Muitas vezes, a capacitação e o desenvolvimento da equipe podem ser feitos “dentro de casa”. Isso não substitui ou exclui a realização externa, mas pode ser uma opção quando há escassez de recursos, bem como uma forma de estimular as pessoas a descobrirem ou desenvolverem novas competências.


Matéria retirada do site Administradores: http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/7-dicas-de-gestao-de-pessoas-para-micro-e-pequenas-empresas/112056/